terça-feira, 17 de maio de 2011



EUCALIPTAIS: MAIS UMA DAS OPÇÕES DO DESENVOLVIMENTO A FERRO E FOGO QUE O GOVERNO CABRAL QUE NOS IMPOR



A notícia abaixo, postada no sítio da internet da Agência Brasil, dá conta de uma proposta sendo gestada a partir da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão do Rio de Janeiro, está se traçando um objetivo de cobrir 1,5 milhão de hectares das região norte e noroeste fluminense com imensos eucaliptais. Essa é uma receita típica de um governo que não tem qualquer outra preocupação a não ser transformar o Rio de Janeiro em terra arrasada para melhor servir os interesses das grandes corporações.

Como os agentes envolvidos não são de dormir no ponto, a mera divulgação da existência de um plano para o plantio de uma área tão grande já indica que os preparativos para sua concretização se encontram em estágio bastante avançado. 

Assim, não há tempo para perder. É preciso conhecer mais desse plano e começar logo a resistência organizada contra essa insanidade.


Rio de Janeiro quer usar área de 1,5 milhão de hectares para projetos florestais

10/05/2011 - 18h18
Alana GandraRepórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Pesquisa feita pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão do Rio de Janeiro (Seplag) identificou uma área de 1,5 milhão de hectares disponível para plantio nas regiões Norte e Noroeste fluminense. “São terras subutilizadas, não utilizadas ou devolutas que podem ser usadas em um projeto de silvicultura”, disse o coordenador do Plano de Desenvolvimento de Silvicultura Sustentável do estado, Eduardo Néry.
O plano foi apresentado hoje (10) à Câmara Setorial de Agronegócios do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Do total da área disponível, o governo estadual selecionou 90 mil hectares que apresentam melhores condições para o plantio, segundo Néry.
A meta do plano é implantar um projeto de silvicultura sustentável no Norte e Noroeste fluminense para apoiar o desenvolvimento econômico e a inclusão social dessas regiões.
De acordo com Néry, o plano estabeleceu como critério não usar mais de 11% das terras para projetos florestais. A silvicultura no estado do Rio, acrescentou ele, vai atender à demanda crescente por madeira nos mercados interno e externo.
O eucalipto é uma das espécies que deverá ser usada no Plano de Desenvolvimento de Silvicultura Sustentável do estado do Rio de Janeiro. “É a espécie que tem maior rendimento e oferece melhor resultado econômico. Além disso, o Brasil detém domínio tecnológico e conhecimento total sobre ela”, disse Néry.
O plano envolverá três cadeias produtivas: celulose e papel, indústrias moveleira e de construção e produção de madeira energética, visando a atender o setor siderúrgico (Porto do Açu) e o Polo de Cerâmica de Campos, integrado por 120 indústrias.
Segundo Néry, há ainda a possibilidade de usar espécies não madeireiras no plano. Entre elas, a seringueira, para produção do látex; o abacateiro, matéria-prima para fabricação de graxas especiais; a oliveira, para produção de azeite, e a candeia - árvore nativa do Brasil, cuja madeira é indicada para a indústria naval por ser resistente e leve.
A primeira etapa do projeto agroflorestal já permitirá criar empregos e oportunidades de negócio em todos os municípios das duas regiões, assinalou Néry. A vantagem desse modelo, destacou, é que os projetos de florestas plantadas coexistem a pecuária e a agricultura, atividades agrárias tradicionais.
O Plano de Desenvolvimento da Silvicultura Sustentável já foi entregue ao governo fluminense. Néry prevê que em um mês começarão as ações para atrair investidores de grande porte para o projeto.