sábado, 31 de agosto de 2013

PSOL de Itaocara faz convenção e reafirma compromisso com a construção dos conselheiros populares

Neste sábado (31/08) o PSOL de Itaocara realizou sua convenção municipal com a presença do ex-deputado federal Babá e do deputado estadual Marcelo Freixo.  O evento serviu como uma espécie de desagravo político ao prefeito Gelsimar Gonzaga, único eleito pela legenda no Rio de Janeiro, cuja administração se encontra sob ataque da oposição que é amplamente majoritária na Câmara de Vereadores.

Em suas falas, tanto Babá quanto Freixo ressaltaram a importância política que a administração de Gelsimar possui para o PSOL em seu esforço de consolidação, tanto no plano estadual como nacional. Além disso, Freixo reafirmou que não deverá ser candidato a governador em 2014, mas assegurou que o PSOL lançará candidatos em todos os níveis.  Nesse aspecto, Freixo indicou que o modelo de cmapanha que deverá ser utilizado seguirá o modelo com Gelsimar Gonzaga venceu em Itaocara: independência em relação a empresas, contato direto e diálogo permanente com a população.




Conselhos Populares são reafirmados como meta de forma de governar

Além de eleger o novo diretório municipal, a convenção do PSOL também decidiu que a administração do prefeito Gelsimar Gonzaga continuará realizando assembléias populares para a tomada de decisões referentes ao seu governo. Além disso, nessa mesma perspectiva, foi aprovada a proposta de implementar a criação de Conselhos Populares para viabilizar a ampla participação da população nas questões centrais para o desenvolvimento de Itaocara.


Professores da rede municipal do Rio decidem manter greve

Após três tentativas de votação em uma assembleia que durou cerca de quatro horas, os profissionais de educação da capital fluminense decidiram nesta sexta-feira manter a paralisação até a próxima terça-feira, quando haverá outra assembleia; greve já dura 22 dias

Da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Após três tentativas de votação em uma assembleia que durou cerca de quatro horas, os profissionais de educação da capital fluminense decidiram hoje (30) manter a greve até a próxima terça-feira (3). Neste dia, haverá mais uma assembleia. A reunião de hoje foi marcada por debates entre um grupo que desejava manter a paralisação e outro que queria voltar a lecionar e ao estado de greve. 

Nesta sexta-feira, os docentes completaram 22 dias de greve, com adesão de 80% da categoria, segundo o Sindicato Estadual de Profissionais de Ensino (Sepe). 

A coordenadora do sindicato na capital, Susana Gutierrez, disse que houve avanço nas negociações com a prefeitura do Rio, mas destacou que a principal reivindicação, a autonomia de ensino, ainda não foi atendida. 

"A autonomia pedagógica é o professor ter o direito de construir o projeto político-pedagógico da escola, quais métodos ele vai utilizar. Nós temos um currículo único, isso não é problema, mas a forma como você vai dar esse currículo, ressaltou Susana. 

Na edição de hoje do Diário Oficial do Município do Rio, a prefeitura publica atos que foram acordados com o Sepe. Entre eles estão a climatização, até o fim deste ano, de mais 130 escolas; a criação do grupo de trabalho para definir um terço da carga horária; e a adoção de cadernos pedagógicos consultando, previamente, os docentes. O Sepe disse que as reivindicações atendidas foram "uma vitória", no entanto "ainda há muito para se batalhar". 

A Secretaria Municipal de Educação não informou, até o fechamento da matéria, o número de alunos sem aulas e o percentual de adesão dos professores à greve. 

Os profissionais de ensino da rede estadual, que também estão em greve desde o dia 8 de agosto, estão reunidos em assembleia, para decidir se mantém a paralisação. A categoria reivindica reajuste salarial de pelo menos 16% e a fidelização da matrícula em uma única escola. Na terça-feira (27), o governo do estado informou, em nota, que "compartilha da opinião sobre a fidelização de uma matrícula por escolas, mas alerta, "que, por menor que seja o número com o qual ocorre o contrário, a mudança não pode ser feita imediatamente". Sobre o reajuste, informou já ter concedido 8% para a categoria neste ano e que não há possibilidade de novo aumento. 

Edição: Juliana Andrade

Folha de São Paulo: Venda de fatia restante de Eike na MPX ainda é incerta


RAQUEL LANDIM
DE SÃO PAULO
RENATA AGOSTINI
DE BRASÍLIA


A venda da fatia que Eike Batista ainda possui na empresa de energia MPX está correndo mais devagar do que o empresário -e seus credores- gostariam.

Reorganização da empresa está no centro da crise

As negociações são complexas, mas os recentes resultados da empresa também deixaram os investidores mais cautelosos.

A empresa alemã E.ON, que já era sócia de Eike e acertou o aumento de sua participação neste ano para 38%, tornando-se acionista majoritária, já sinalizou que não pretende fazer novas ofertas, segundo apurou a Folha.

A companhia avalia que consolidar as dívidas da MPX -o que seria necessário caso atingisse mais de 50% de participação- deterioraria ainda mais os números de seu balanço.

Cerca de 14 grupos manifestaram interesse pela empresa, incluindo investidores financeiros e empresas do ramo, segundo apurou a Folha com fontes próximas às negociações.

Mas nenhuma proposta firme foi feita até o momento.

Eike depende da venda de suas fatias na MPX e na MMX para pagar suas dívidas nos bancos Itaú e Bradesco.

Executivos de bancos credores de Eike ouvidos pela reportagem apostam que é apenas uma questão de tempo para que a venda seja realizada, porque a empresa já fez a maior parte dos investimentos previstos e começou a gerar receita.

Arte Folha 



ATRASOS
O desempenho da companhia nos últimos meses, entretanto, vem frustrando executivos e investidores. A empresa amargou atrasos sucessivos para colocar em funcionamento as suas usinas. Hoje há três em operação e outras três em construção.

O problema é que as plantas apresentaram uma série de problemas operacionais ao longo deste ano. Em maio, duas tiveram de parar completamente para reparos.

Os percalços fizeram com que a empresa não conseguisse entregar toda a energia contratada, obrigando-a a recorrer ao mercado.

A MPX ganhou contratos com o governo em leilões, por meio dos quais se comprometeu a entregar determinada quantidade de energia.

Quando não consegue gerar o volume acertado, precisa alimentar o sistema comprando eletricidade de outras companhias.

Até junho, a empresa precisou contabilizar gastos de cerca de R$ 400 milhões para honrar contratos de fornecimento.

"Foram muitos atrasos e um início de operação frustrante. Eles têm previsibilidade de receita, mas, se começam a ter um custo muito alto, esse ganho se perde", afirma Beatriz Anantes, analista da Empiricus Research.

Procurada, a EBX negou as informações.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Deputado Paulo Melo (PMDB) fecha centro social depois de derrota em Saquarema

Stéfano Salles e Marco Grillo


O deputado estadual Paulo Melo (PMDB), um dos políticos mais influentes da Região dos Lagos, não reagiu bem à eleição de Dalton Borges (PRB) para a prefeitura de Saquarema. O deputado fechou o Centro Social Integração, que mantinha no bairro de Porto da Roça, próximo ao distrito de Bacaxá, depois que sua esposa, Franciane (PMDB), foi derrotada nas urnas. A candidata confirmou ao SRZD que o centro social mantido pelo deputado foi fechado, e explicou o motivo.

"O centro social foi fechado porque eu perdi a eleição", disse a candidata. 


Em entrevista à Rádio Serra e Mar, o deputado fez um duro discurso, no qual disse que a população de Saquarema foi ingrata com o trabalho desenvolvido por ele e que seria difícil qualquer tipo de composição com o novo prefeito, caso Dalton venha a assumir o posto. O centro social amanheceu com a placa : "fechado por motivo de ingratidão".

Resultado sub judice

O resultado do pleito está sub judice , pois a coligação "Saquarema em suas mãos", que deu sustentação à candidatura de Dalton, tenta reverter no TSE a impugnação do candidato, que teve rejeitadas as contas do período em que foi prefeito. O deputado Paulo Melo foi procurado pelo SRZD, mas não atendeu às ligações.

Fiscais resgatam sete pessoas do trabalho escravo em município paulista


Bruno Bocchini, Da Agência Brasil, em São Paulo

Fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego resgataram sete pessoas que trabalhavam em condições análogas à escravidão na cidade de Divinolândia (SP). Os trabalhadores, vindos da cidade de Madre de Deus (MG), não foram registrados pelo empregador, que mantinha retidas as carteiras de trabalho. Todos trabalhavam como colhedores de café, em uma fazenda do município paulista, e foram libertados ontem (29) pelos fiscais.

Segundo o MPT (Ministério Público do Trabalho), eles colhiam café todos os dias das 5h30 às 18h. O empregador concedia apenas 15 minutos de intervalo para o almoço. Na lavoura, os trabalhadores não usavam equipamentos de proteção. No alojamento, homens e mulheres compartilhavam o banheiro. Também não havia roupa de cama, cobertor ou travesseiro. Nos fundos da casa, o fazendeiro mantinha embalagens de agrotóxico, o que é proibido pela lei ambiental, por representar risco de contaminação.

De acordo com o MPT, o fazendeiro foi enquadrado no crime de redução de pessoas à condição análoga à de escravas. Agora, ele será obrigado a fazer o registro em carteira e pagar as verbas rescisórias e as passagens de volta para a casa. Caso se recuse a pagar os direitos trabalhistas dos empregados, ele pode ser processado.

O fazendeiro ainda pode ser incluído na lista suja do trabalho escravo, mantida pelo MTE. Com isso, eles não poderá ter acesso a financiamentos em bancos públicos.

Brasil 247: Eike já prepara recuperação judicial

Grupo EBX irá apresentar aos credores pedido de reestruturação de suas dívidas; empresário encerrou parceria com André Esteves e contratou a consultoria Angra Partnes, de Ricardo Knoepfelmacher; no time, há advogados especializados em recuperação judicial de empresas, ou seja, concordata; maior credor é o BNDES, com R$ 10,5 bilhões a receber

247 - A crise do grupo EBX, de Eike Batista, está prestes a ganhar mais um capítulo: a recuperação judicial, que forçará credores a reestruturar suas dívidas. Até recentemente, Eike vinha sendo assessorado pelo banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, mas a parceria foi um fiasco para os dois lados – as ações das empresas da EBX caíram cerca de 80% e as do BTG outros 20.
Agora, ele contratou a consultoria Angra Partners, do empresário Ricardo Knoepfelmacher, que já foi presidente da Brasil Telecom (hoje parte da Oi). Na equipe da Angra foram chamados advogados especializados em recuperação judicial de empresas – o que significa que Eike deverá apresentar um pedido de reestruturação de suas dívidas.
O maior credor, com cerca de R$ 10,5 bilhões a receber, é o BNDES, comandado por Luciano Coutinho. Depois, vêm bancos privados, como o Itaú Unibanco e o próprio BTG Pactual.


Uma recuperação judicial da EBX tem potencial para criar uma nova turbulência política, uma vez que os empréstimos do BNDES aos chamados "campeões nacionais" são um dos alvos da oposição.

Folha de São Paulo: Crise azeda parceria entre Eike e André Esteves, do BTG Pactual

RAQUEL LANDIM  DE SÃO PAULO, RENATA AGOSTINI
DE BRASÍLIA


A relação entre o empresário Eike Batista e o banqueiro André Esteves está estremecida. Com a crise no grupo EBX cada vez pior, a parceria não está rendendo bons frutos para ninguém.

Desde março, quando o BTG firmou um acordo com a EBX para reestruturar as empresas e buscar sócios, as ações da petroleira OGX (carro chefe do grupo) caíram 83%, e os papeis do banco perderam 22%.

Segundo a Folha apurou, Eike tem confidenciado a interlocutores seu receio de que a equipe do BTG esteja mais interessada em prospectar negócios para seus fundos do que empenhada em encontrar as melhores oportunidades para a EBX.

Esteves e sua equipe, por outro lado, se sentiram frustrados com a lentidão inicial de Eike para se desfazer das empresas e avaliam que o empresário pode fazer maus negócios sem a sua assessoria.

Ontem, executivos próximos de Eike davam com certa o fim da parceria, mas fontes ligadas ao BTG afirmaram que o "banco não é de abandonar cliente". Por isso, por enquanto, o acordo entre os dois está mantido.

O clima piorou de vez, quando o BTG ficou de fora das negociações da LLX, empresa que constrói o porto do Açu e está para ser vendida para o grupo americano EIG.

O negócio foi costurado por Marcus Berto, presidente da LLX, e Ricardo Antunes, sócio da mineradora Manabi. Eles convenceram os americanos, que já têm fatia da Manabi, a apostar no porto do Açu.

Eike conduziu o negócio sem consultar o BTG. Ele assinou o acordo em Nova York, acompanhado apenas de Berto, eleito seu novo "braço direito" nos negócios.
proposta fracassada

O BTG também tentou fazer uma oferta pela LLX com outros sócios, mas Eike não aceitou a proposta por considerá-la baixa.
Interlocutores da EIG no Brasil chegaram a tentar negociar por meio do BTG, mas as conversas não foram para frente. O episódio azedou a relação de ambos os lados, que se ressentem de falta de confiança.

Mas esse está longe de ser o único problema entre Eike e Esteves. Pouca coisa do que foi acertado saiu do papel, porque a situação era pior do que o BTG imaginava.


Editoria de arte/Folhapress 


Seis meses atrás, quando foi anunciada, a parceira tinha três pontos: uma linha de crédito de US$ 1 bilhão, assessoria na gestão das empresas e uma bonificação para o banco à medida que as ações da OGX subissem.

O BTG traçou um plano de liquidação de ativos e trabalha na venda de fatias de MPX e MMX, mas ficou de fora do negócio da LLX. Já a linha de crédito foi cancelada em julho, sem qualquer desembolso. Esteves percebeu que o montante não resolveria o problema e que Eike acabaria pagando outros credores.

Com as ações da OGX a R$ 0,50, o BTG também acabou não embolsando nenhum bônus. Até agora o acordo gerou poucos ganhos para Esteves, que viu sua imagem ser arranhada e as ações de seu banco caírem.


ANGRA PARTNERS

A Angra Partners, firma de reestruturação e gestora de fundos, negocia desde julho dar consultoria para a EBX. A parceria está perto de ser fechada. A princípio, o contrato não excluiria o BTG.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Urucubaca sem fim: Usina de Eike Batista, no Porto do Açu, encalha em pregão para 2018

Usina de Eike encalha em leilão de energia para 2018


DENISE LUNA, DO RIO

Cercado por más notícias, o empresário Eike Batista adicionou mais uma derrota ao não conseguir vender nesta quinta-feira (29) sua usina de carvão no Porto do Açu, no primeiro leilão de energia de 2013, para compra de energia em 2018, informou a EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

Com deságio médio de 10,74% em relação ao preço inicial, o leilão vendeu projetos que somam uma capacidade instalada de 1.265 megawatts, com preço médio de R$ 124,97 o megawatt-hora. Os investimentos relativos aos projetos somam R$ 5 bilhões.

O leilão ofereceu projetos com geração de energia a partir de pequenas centrais hidrelétricas, biomassa, carvão, e uma usina hidrelétrica de 400 megawatts. Nenhuma usina a carvão foi vendida.

"Entre os pontos positivos destacados está a contratação apenas de fontes de origem renovável, incluindo pequenas centrais hidrelétricas e termelétricas à biomassa", destacou a EPE em nota, que não vinham sendo negociadas há vários leilões públicos de energia.

A usina hidrelétrica de Sinop, no rio Teles Pires, em Mato Grosso, foi adquirida por um consórcio formado pelas empresas Alupar, Chesf (Companhia Hidrelétrica de São Francisco) e Eletronorte. O preço final foi de R$ 109,40 o MWh.

Trinta e quatro concessionárias participaram do leilão e assinaram contratos de compra e venda de energia por 30 ano a partir de 2018 (A-5) para os projetos hidrelétricos e de 25 anos para os empreendimentos a biomassa.

Ganharão novas usinas os Estados de Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina e São Paulo, informou a EPE.

Além da usina hidrelétrica de Sinop foram vendidas 8 pequenas centrais hidrelétricas, duas usinas de biomassa a partir do cavaco de madeira, 7 usina a biomassa de cana-de-açúcar. Uma pequena usina hidrelétrica, Salto Apiacás, de 45 MW, também conseguiu vender energia do leilão.

"Essas usinas (biomassa a cavaco de madeira) são quase como térmicas a gás natural, pois elas podem ser acionadas para operar o ano todo, a qualquer momento, não dependendo de safra como no caso da cana-de-açúcar. O fato de o cavaco de madeira ter se tornado competitivo é um ótimo sinal", disse o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim.

Ao todo foram vendidos 19 projetos de 36 habilitados pela EPE. Os que sobraram poderão voltar no próximo leilão de energia A-5, previsto para dezembro.

Exame: Sobrou otimismo e faltou transparência a Eike, diz advogado

João Fábio da Fontoura, que lidera grupo de acionistas contra Eike, revela a estratégia para vencer o empresário na Justiça

Marcelo Poli, de

Douglas Engle/Bloomberg News
Ações da OGX registram queda de 90% desde janeiro

São Paulo – Enquanto o valor das ações da OGX (OGXP3) e a paciência do mercado com Eike Batista diminuem, o número de acionistas da petrolífera que se organizam para ir à justiça cresce com certa velocidade.

Em julho, mais de mil sócios de Eike se organizaram e criaram a UNAX, União dos Acionistas Minoritários do Grupo EBX, que defende medidas judiciais e administrativas visando ao bloqueio do ex-bilionário.

Em agosto, um novo grupo começou a se formar e já conta com 50 pessoas. São também detentores dos papéis que perderam 90% do valor somente em 2013.

Daqui a uma semana estes acionistas vão se reunir em Joinville, Santa Catarina, com o objetivo de avaliar as possibilidades de pedir na Justiça a reparação das perdas e debate uma estratégia de ação.

Os advogados que fazem parte do movimento acreditam que a administração da OGX cometeu graves erros de gestão e de divulgação de informações, o que pode caracterizar a responsabilidade civil da empresa e de sua diretoria. 

EXAME.com conversou com João Fábio Fontoura, da Bornholdt Advogados, escritório que lidera o grupo. Confira a entrevista a seguir:

EXAME.com - Como começou a organização deste grupo de acionistas e advogados?

João Fábio da Fontoura - Nós fomos consultados em março sobre a possibilidade de uma medida judicial visando recuperar total ou parcialmente os prejuízos dos acionistas. Na atual etapa, o objetivo é representar e posicionar os acionistas em meio a essa enxurrada de noticias sobre a crise do Grupo EBX e, especificamente, na OGX.

EXAME.com - O grupo é formado apenas por minoritários?

João Fábio da Fontoura - Não. Nossa carteira de clientes atualmente está bem variada. Existem alguns minoritários que perderam 100 mil reais e outros que as perdas já passaram de 1 milhão de reais. Além deles, temos clientes que são pessoas jurídicas, com perdas enormes. Mas a maioria é composta por pessoas físicas mesmo.

EXAME.com - Na prática, como será a ação de vocês?

João Fábio da Fontoura - Nossa tese principal envolve toda a conduta da administrativa da OGX, desde seu IPO. De 2008 pra cá, a empresa faltou com objetividade e publicou comunicados que vieram a ser extremamente duvidosos mais tarde. Houve ainda operações que evidenciaram conflitos de interesse entre as empresas do Grupo EBX, além da suspeita de insider trading por parte de Eike Batista, que vendeu ações da OGX dias antes da empresa publicar que alguns poços de petróleo não eram viáveis economicamente. Nossos fundamentos jurídicos estão amparados em questões de governança corporativa. É por este caminho que vamos buscar as devidas reparações dos acionistas que foram lesados.

EXAME.com - Mas como vocês vão lidar na Justiça com o fato de que os acionistas da OGX assumiram os riscos inerentes ao mercado de capitais, ou seja, sabiam dos riscos ao se tornarem sócios?

João Fábio da Fontoura - Este será o principal argumento utilizado pela OGX, tenho certeza disso. Inclusive, faz todo sentido. O problema é que o comportamento de Eike Batista, como líder da OGX, soou estranho no mercado de capitais, com um otimismo extremamente exagerado e sem fundamento sobre uma empresa ainda pré-operacional. Isso será usado em nosso favor. Existem regras de governança corporativa, de compliance, que visam a maior transparência possível com o mercado e não foi isso o que ocorreu. Seguramente houve uma inflação de otimismo provocada por ele.

EXAME.com - Já existe outro grupo de acionistas que pede o bloqueio de bens de Eike Batista. Vocês farão o mesmo?

João Fábio da Fontoura - É importante deixar bem claro que nosso principal foco jurídico é a empresa OGX. No entanto, como Eike está diretamente envolvido e, de um ano pra cá, sua situação ficou extremamente fragilizada. O que pode acontecer com ele ainda é muito cedo pra dizer, mas existe uma série de investigações correndo na própria CVM, além dos demais processos em andamento. Em meio a estas investigações pode ser que ocorra a descoberta de fatos que possam ser considerados dolosos, fazendo Eike sofrer uma responsabilização financeira ou administrativa, que o impediria legalmente de exercer suas atividades no mercado de capitais, por exemplo. Mas, como disse, ainda é bem cedo pra projetar alguma situação.

EXAME.com - Você citou a recuperação total ou parcial dos prejuízos dos acionistas. Na prática, como funciona?

João Fábio da Fontoura - A recuperação total nada mais é do que o ressarcimento integral do capital investido por cada acionista, com uma correção estabelecida. Já a recuperação parcial pode se dar por uma indenização material ou moral, dependendo do caso. 

EXAME.com - Então os casos serão tratados na Justiça de forma individual?

João Fábio da Fontoura - Muitos deles sim. Já outros nos garantem a possibilidade de serem agrupados e julgados simultaneamente. Independentemente do caso, o que eu posso te afirmar é que serão processos longos e extremamente complexos. O tempo que todos estes processos podem durar vai depender também do volume de recursos que a OGX vai usar a seu favor na Justiça. Sem dúvida nenhuma, eles irão até o fim e nós também.


Final infeliz: Lauro Jardim informa que Eike Batista e BTG Pactual estão para se divorciar



Divórcio na mesa

Eike e Esteves: fim da linha

A poucos dias de completar seis meses, a parceria entre o BTG Pactual, de André Esteves, e o grupo X, de Eike Batista, pode ser desfeita dentro de algumas horas. Os termos do distrato estão sendo discutidos hoje.

Pelo contrato assinado em março, o BTG passou a ser o grande conselheiro financeiro do grupo EBX. Esperava-se que concederia linhas de crédito e faria investimentos de capital de longo prazo em projetos de Eike.

Desde o início o casamento tinha fissuras. De lado a lado, as desconfianças e as críticas mútuas só cresciam. O divórcio era, para aqueles que acompanham de dentro a “parceria”, uma questão de tempo.

Quando foi anunciado o acordo, Eike chegou a dizer num comunicado oficial:

- Esta parceria é, acima de tudo, uma parceria para o sucesso do Brasil.

A um interlocutor, o sempre otimista Eike cunhou uma frase de efeito:

- The magic Eike is back.

Nem um, nem outro.

Eike Batista perde com a saída do BTG. Eike precisa – e muito – de credibilidade, e ela é evidentemente afetada quando o ex-salvador da pátria vai embora.

Esteves, do BTG, ganha. Quando entrou no negócio vislumbrou belas tacadas. Nada saiu como esperado e, pior, com a avalanche de más notícias do grupo EBX sempre corria o risco de arranhar a imagem do banco.

Por Lauro Jardim

Exame: OGX e OSX voltam a ser massacradas na bolsa

No ano, perda da OGX chega a 89% e papel da OSX cai mais de 90%

Beatriz Olivon, de

Divulgação
OGX: recomendação do Bank of America para a ação é de desempenho abaixo da média do mercado

São Paulo – Depois de cair mais de 20% na quarta-feira, o papel da OGX (OGXP3) tem novo dia de perdas na bolsa. A empresa de construção naval de Eike Batista, a OSX (OSXB3), também cai forte na bolsa.

A queda da OSX passou de 18%, com a ação atingindo o valor mínimo de 0,70 centavos de real. A empresa de construção naval informou hoje que Eike Batista vendeu 5,38% de seu capital social entre terça e quarta-feira. Segundo a empresa, as vendas não tem como objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da sociedade.

O papel da OGX caiu de 0,83 centavos de real na segunda-feira para 0,55 centavos ontem, quando as perdas chegaram a 20%. Hoje, a OGX lidera as baixas do Ibovespa. Enquanto o Ibovespa subia 0,29%, a queda da OGX chegou a 22,80% levando a ação a valer 0,44 centavos de real.

O valor é bem inferior aos 6,30 reais por papel que Eike Batista se comprometeu a pagar por um lote de ações da companhia até o final de abril de 2014. Com a operação, Eike deve injetar 1 bilhão de reais na empresa.

O aporte tem se tornado cada vez mais importante para a companhia em meio a informações de que a estatal malaia Petronas pode desistir da compra de 40% de participação em dois blocos de exploração da OGX. A empresa quer mais clareza por parte da OGX sobre a reestruturação de sua dívida. A petroleira de Eike afirma que a Petronas não tem direito de adiar o fechamento financeiro da transação.

Desde o começo da semana as notícias relacionadas à OGX não são boas. A empresa anunciou a desistência de nove blocos da 11ª rodada, o que deve lhe render uma penalidade no valor estimado de 3,420 milhões de reais. Reportagens dessa semana afirmam que a petroleira estaria atrasando faturas de vários fornecedores essenciais e que Eike Batista estaria buscando alternativas para pagar os credores da OGX - e oferecendo fatias da empresa para quitar dívidas.

Relatório do Bank of America Merrill Lynch mostrou que o mercado mantém sua preocupação com o desempenho do papel. A recomendação do Bank of America para a ação é de desempenho abaixo da média do mercado (underperform). O preço alvo para a ação foi mantido em 0,10 centavos de real, um potencial de desvalorização de mais de 85%.

No acumulado de 2013, as ações da OGX tem queda de 89%. Na OSX, as perdas passam de 90%. O Ibovespa, principal referência da bolsa brasileira, cai 18%.






Colapso do Império X: Eike vende 5,38% do capital da OSX

Empresa de construção naval OSX informou nesta quinta-feira que Eike Batista vendeu 5,38% de seu capital social entre terça e quarta-feira



Divulgação
OSX: ação da empresa encerrou a quinta-feira cotada a R$0,88


São Paulo - A empresa de construção naval OSX informou nesta quinta-feira que Eike Batista vendeu 5,38 por cento de seu capital social entre terça e quarta-feira. Parte da alienação ocorreu no mesmo dia em que a companhia informou que o empresário venderá até 50 milhões de dólares em ações da empresa.

Segundo comunicado da OSX, a participação vendida corresponde a 16.800.900 papéis. A ação da empresa encerrou a quinta-feira cotada a 0,88 real.

"As vendas mencionadas acima não objetivam alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da sociedade", segundo nota enviada pela holding EBX, à companhia de construção naval.

Até julho, o grupo controlador e administrador da companhia possuía 75,4 por cento da empresa, sendo representado pela Centennial Asset Mining Fund LLC, indiretamente detida por Batista, além do conselho de administração, conselho fiscal e diretoria.


Dilma Rousseff surfa na onda reacionária contra o "Mais médicos"




Como descendente de imigrantes que abandonaram o leste da Europa para vir, viver, trabalhar e morrer no Brasil, as últimas semanas são de profunda vergonha. Não por mim, mas por aqueles que se deram ao inglório trabalho de ir a aeroportos vaiar os médicos cubanos que chegam ao Brasil para trabalhar no "Mais médicos". Eu fiquei imaginando como é que meus parentes se sentiram quando pisaram no solo brasileiro pela primeira vez. Afinal, todo imigrante (temporário ou permanente) sempre passa por um período de estresse na sua nova terra. E olha que naquele tempo, o máximo que eles sofreram na chegada foi a inapetência dos agentes da imigração para escrever sobrenomes que tinham mais consoantes do que vogais!


Assim, a reação de xenofobia, insensibilidade e corporativismo cego que parte da classe médica brasileira está tendo em relação aos médicos cubanos que vieram ao Brasil participar do programa "Mais médicos" caiu como uma benção dos céus para a presidente Dilma Rousseff e seu governo neoliberal. 

É que se colocar tão na extrema direita, as corporações médicas e seus aliados na imprensa corporativa acabaram colocando o governo neopetista para um espectro de esquerda, especialmente porque essa briga está apresentada como um exemplo claro de luta contra o extremismo das oligarquias  brasileiras.

Agora que ninguém se surpreenda se Dilma Rousseff voltar a patamares mais cômodas nos levantamentos de popularidade. E ela só terá que agradecer ao CFM e aos CRMs e aos sindicatos médicos por essa mãozinha.

Enquanto isso nas filas dos hospitais públicos, especialmente no Rio de Janeiro, os pobres continuam sendo tratados como passageiros de uma interminável agonia, enquanto muitos profissionais de saúde sequer se dão ao trabalho de aparecer para trabalhar.

Saída de comando de empresas não deverá isentar Eike de suas responsabilidades


Após sair do comando da MP(X) e da LL(X), Eike Batista está sendo "convidado" a abandonar o timão da OG(X). A explicação para isso, dito em português claro, é que a presença de Eike no comando das empresas que ele criou é ruim para os negócios. 

Apesar dessa não ser uma situação  não ser nova, pois Irineu Evangelista (o Barão de Mauá) e Percival Farquhar (o fundador da Vale do Rio Doce) já viveram o mesmo processo de fritura de imagem e corrosão de fortunas. A diferença com Evangelista e Farquhar é que Batista se expôs de uma maneira inédita através das mídias sociais, coisas que os ícones caídos do Século XIX não tiveram a sorte ou azar de ter em suas mãos.

Mas a saída de cena de Eike não significa que os problemas legais e econômicos que ele enfrenta vão repentinamente estar resolvidos. Como no caso do Porto do Açu, os danos causados pelas empresas "X" ainda incluem os ecossistemas ali existentes (começando pela salinização de águas superficiais e terras), o mais provável é que Eike Batista passe os próximos anos literalmente enredado em problemas sérios.

Agora o que me parece mais emblemático no caso de Eike e suas empresas é que ele arrastou junto consigo uma série de agentes e órgãos públicos que, agora, estão literalmente enrolados numa situação da qual terão dificuldades de escapar. Afinal, depois de injetar bilhões de reais e criar um mecanismo "fast food" de licenciamento ambiental para viabilizar em tempo recorde os diversos empreendimentos da franquia "X", agora que houve o colapso vai ficar difícil se desvencilhar e ficar ileso às consequências.

Já no que toca aos afetados pelo empreendimento do Porto do Açu a hora é de um entusiasmo contido, mas que pode desembocar em ações ousadas para publicizar o drama a que foram submetidos nos últimos quatro anos.  Há até gente que fale de um movimento de "Ocupa LL(X)". Se isso acontecer, ai é que a pressão sobre Eike Batista vai atingir níveis estelares. A ver.

Valor: OGX despenca 17% e leva Bovespa abaixo dos 50 mil pontos

Por Téo Takar | Valor

SÃO PAULO - A Bovespa voltou a cair nesta quarta-feira, mas desta vez não foi a tensão geopolítica que provocou a queda por aqui. Embora a possibilidade de um ataque por parte das principais potências militares do Ocidente à Síria continue no radar, o recuo da bolsa brasileira teve como pano de fundo a nova derrocada das ações da OGX.

O Ibovespa caiu 0,45%, para 49.866 pontos. Na mínima do dia, o índice foi aos 49.530 pontos (-1,12%). O volume financeiro alcançou R$ 7,010 bilhões. Um negócio direto com 9% do capital da Arteris (antiga OHL) movimentou quase R$ 700 milhões e inflou o giro da bolsa.

Entre as ações mais negociadas, Petrobras PN caiu 1,66%, a R$ 17,16; Vale PNA perde 1,51%, a R$ 31,25; enquanto OGX ON afundou 17,39%, a R$ 0,57.

Reportagem da “Folha de S.Paulo” informou o grupo ‘X’ está tentando convencer credores estrangeiros a converter os US$ 3,6 bilhões de dívida da OGX em participação acionária na empresa, diluindo a fatia de Eike Batista. Ele deixaria de ser controlador e se tornaria minoritário da petroleira. Acontece que a medida também diluiria consideravelmente os de mais acionistas da empresa, motivo da forte onda vendedora de hoje.

Segundo a “Folha”, os fundos Pimco e BlackRock já acenaram com a possibilidade de aceitar se tornarem sócios de Eike. A dúvida está no valor da conversão da dívida em ações.

Na pauta do dia também estava o julgamento, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da compra, pela OGX, de uma fatia de 40% que pertencia à Petrobras no Bloco BS-4, na Bacia de Santos. A expectativa era que o Cade aprovasse o negócio, mas com multa porque as empresas concretizaram o negócio antes da análise do órgão antitruste. Há pouco, o Cade confirmou a expectativa e a multa, que ficou em R$ 3 milhões.

Além disso, o mercado ainda repercute a decisão de ontem da OGX, de abrir mão de nove blocos de exploração arrematados na 11ª rodada de Licitações da ANP. Em relatório divulgado aos clientes, o Bank of America Merrill Lync h (BofA) comenta que a petroleira abriu mão dos blocos devido às pressões de caixa no curto prazo.

Segundo a instituição, a OGX terá que pagar R$ 3,4 milhões a título de execução das garantias das ofertas efetuadas no leilão. Entretanto, com a desistência, a empresa deixa de pagar até R$ 280 milhões em bônus de assinatura, referente aos nove blocos que ela venceu, mas não irá levar.

O BofA comenta ainda que um atraso na entrada do dinheiro da Petronas pela venda de 40% do Campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, “poderia aumentar drasticamente” a pressão sobre o caixa da OGX. O primeiro pagamento de US$ 250 milhões estaria agora condicionado à reestruturação da dívida da petroleira, que é a empresa mais endividada de Eike Batista.

A lista de maiores baixas do Ibovespa trouxe ainda MMX ON (-2,92%), LLX ON (-2,43%), Oi ON (-2,41%) e Petrobras ON (-2,41%).

As ações da LLX chegaram a subir pela manhã com a notícia de que Eike Batista e Aziz Bem Ammar renunciaram a seus postos no conselho de administração da companhia de logística. Mas agora sentem a pressão vendedora que atinge quase todas as empresas do grupo. A exceção é CCX ON, que marcou alta de 2,2%, a R$ 1,39.

Entre as maiores altas do dia ficaram B2W ON (6,32%), Brookfield ON (4,7%), Eletrobras PNB (4,23%) e MRV ON (3,82%). Segundo operadores, a forte alta de B2W e MRV seria efeito da redução de posições vendidas por falta de ações para alugar.

(Téo Takar | Valor)


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

OGX: Bank of America diz que ação vale um terço do preço de um pãozinho

BofA renova pessimismo com OGX e reitera R$ 0,10 por ação


Analistas projetam queda adicional de 85% às ações da petrolífera de Eike Batista

Beatriz Olivon, de



Primeira plataforma de petróleo da OGX: ontem, a empresa comunicou ao mercado que desistiu de nove blocos

São Paulo – O Bank of America Merrill Lynch renovou suas preocupações com o desempenho das ações da OGX (OGXP3) em recente relatório. Os analistas Frank McGann e Conrado Vegner destacam as fortes pressões de curto prazo que a companhia enfrenta, devido aos poucos recursos disponíveis em caixa.

Outra fonte de preocupação citada é a possibilidade de o recebimento de receitas da venda de participação de 40% em Tubarão Martelo serem condicionadas pela Petronas à reestruturação da dívida da OGX - o dinheiro é fundamental para a petroleira de Eike mantenha a integridade de seu balanço, segundo o os analistas.

A OGX está enfrentando dificuldades para vender uma fatia em blocos de petróleo para a malaia Petronas, uma das maiores companhias de petróleo da Ásia, que espera uma reestruturação da dívida da petroleira de Eike Batista para prosseguir com o negócio.

A recomendação do Bank of America para a ação é de underperform (desempenho abaixo da média do mercado). O banco manteve o preço alvo para a ação em 0,10 centavos de real, um potencial de desvalorização de mais 85%.

Ontem, a OGX comunicou ao mercado que desistiu de nove blocos da 11ª rodada. Pela desistência, a empresa deverá arcar com o pagamento de uma penalidade no valor estimado de 3,420 milhões de reais. A medida é reflexo do novo plano de negócios da OGX, criado após os problemas da empresa no desenvolvimento dos campos Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia.

No acumulado de 2013, as ações da OGX amargam forte queda de 84%, enquanto oIbovespa, principal referência da bolsa brasileira, cai 17%.





LLX informa: Eike Batista está fora do seu conselho de administração

Abaixo segue nota que acabo de receber via e-mail da Assessoria de Imprensa da LL(X) dando conta que Eike Batista, como já ocorreu no caso da MP(X), também está se retirando do Conselho de Administração da empresa.

Mais tarde comentarei em mais detalhe essa situação, mas a nota da LL(X) segue logo abaixo. Entretanto, salta aos olhos o fato de que a parte da  certeza da saída de Eike Batista do conselho de administração, todo o resto parece estar ainda cercado de dúvidas, incluindo o acordo com o Grupo EIG.


LLX anuncia mudanças no Conselho de Administração

Rio de Janeiro, 28 de agosto de 2013 – A LLX anunciou hoje (28) ao mercado que Roberto D’Araújo Senna é o novo presidente do Conselho de Administração da companhia. Ele assume no lugar de Eike Batista, que renunciou ao cargo.

Senna já era conselheiro e foi eleito, em abril deste ano, para o seu segundo mandato. O novo presidente foi eleito por votação dos membros do Conselho.

“É uma honra presidir o Conselho de Administração da LLX num momento tão importante da companhia, onde se inicia uma nova fase. Estou comprometido com o sucesso da empresa e convencido da importância do Superporto do Açu para o Brasil”, destacou Senna.

Roberto D’Araújo Senna é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal da Bahia, com MBA em Estratégia Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas.

Além de Eike Batista, Aziz Bem Ammar também renunciou ao seu cargo no Conselho de Administração da LLX.

Termo de Compromisso

No último dia 14, a LLX divulgou a assinatura de Termo de Compromisso com o Grupo EIG para investimento de R$ 1,3 bilhão na companhia por meio de participação em operação de aumento de capital privado.

A operação está ainda sujeita a condições precedentes, como a celebração dos contratos definitivos, aprovações regulatórias e societárias aplicáveis, além da finalização de due diligence pelo Grupo EIG.

Quando a operação for concluída, o Grupo EIG se tornará o novo acionista controlador da LLX. O atual acionista controlador deixará de integrar a administração da companhia, mas continuará a ser um acionista relevante e preservará o direito de indicar um membro do conselho de administração da LLX.

Os recursos provenientes deste aumento de capital somados às linhas de crédito existentes deverão prover a LLX com os recursos necessários na execução do plano de investimento da Companhia na Construção do Superporto do Açu, além de reforçar sua estrutura de capital.

OAB lança campanha por desaparecidos no Rio


Ordem dos Advogados do Brasil vai pedir à Secretaria Estadual de Segurança Pública dados sobre os autos de resistência e desaparecimentos; anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Felipe Santa Cruz, no lançamento da campanha Desaparecidos da Democracia: Pessoas Reais, Vítimas Invisíveis; sobre a ação, disse: "Não é só um ato de protesto, é um grupo de trabalho que vai se reunir para elaborar propostas e dialogar com o Poder Público"
Vinícius Lisboa, Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ) vai pedir à Secretaria Estadual de Segurança Pública dados sobre os autos de resistência e desaparecimentos, como a identidade dos policiais que estiveram em confrontos que resultaram em mortes. O objetivo é criar um banco de dados sobre o tema e preparar propostas de mudanças nos procedimentos policiais. O anúncio foi feito hoje pelo presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, no lançamento da campanha Desaparecidos da Democracia: Pessoas Reais, Vítimas Invisíveis.
"Não é só um ato de protesto, é um grupo de trabalho que vai se reunir para elaborar propostas e dialogar com o Poder Público", disse. "Queremos fazer um banco de dados com essa atuação multidisciplinar, e a partir dele teremos propostas concretas em relação às ações da polícia, como procedimentos de gravação, de acompanhamento de operações e procedimentos em manifestações. Não é uma tentativa de criminalizar as polícias ou as autoridades públicas, é, a partir do movimento que começou com as UPPs [unidades de Polícia Pacificadora], construir a polícia cidadã que nós esperamos".
O trabalho será feito pelo tesoureiro e diretor da OAB-RJ, Luciano Bandeira; pelo diretor da Comissão de Direitos Humanos do órgão, Marcelo Chauréo; e pelo sociólogo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Michel Misse; cuja pesquisa sobre autos de resistência contabilizou, entre 2001 e 2011, 10 mil mortes sob suspeita de confronto com a polícia no estado do Rio.
De acordo com Misse, dos 707 autos registrados na capital em 2005, 355 tiveram inquéritos instaurados e 19 chegaram ao Tribunal de Justiça até o fim de 2007, com 16 arquivamentos e uma condenação.
"Não estou afirmando que eles foram mortos sem confronto, estou dizendo que não sabemos o que aconteceu. Precisamos melhorar a qualidade dos registros. Não se trata de acusar, temos que melhorar o sistema de Justiça Criminal. Para isso, temos que nos indignar com esses números. Se acharmos isso normal, estamos fora da curva do mundo civilizado", defendeu o sociólogo.
Depois de criar o banco de dados, a campanha entrará na segunda etapa, que é a de cruzar as informações e ouvir depoimentos de parentes de vítimas e desaparecidos, para então chegar a elaboração de propostas. Um ponto, já defendido pelo diretor de Direitos Humanos da OAB, é a regulamentação do crime de desaparecimento forçado no Brasil, que ele considerou uma "prática repressiva de estados de Exceção, que se manteve mesmo com o fim da ditadura".
Representando o grupo Mães da Cinelândia, Regina Célia da Rocha Maia, que teve a morte do filho registrada como auto de resistência há 17 anos, defendeu que seja cumprida a recomendação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República de não usar mais o termo, e sim "lesão corporal decorrente de intervenção policial" ou "morte decorrente de intervenção policial". "Essa campanha é uma vitória para nós [mães], uma vitória pela dor, mas uma vitória. Somos todas invisíveis, as portas estão sempre fechadas para nós e nossos filhos continuam a ser chamados de bandidos, por mais educação e dignidade que tenhamos dado".
Integrante da Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, Maurício Campos dos Santos disse que a principal vítima é jovem, negro, do sexo masculino, de baixa escolaridade e morador de áreas pobres. "Não é uma realidade só do Rio de Janeiro, é uma realidade nacional, e outros estados têm uma situação até mais grave proporcionalmente", disse.
Procurada por e-mail, a Secretaria de Segurança Pública ainda não se manifestou sobre a campanha.
Edição: Carolina Pimentel


O Diário: MPF-MG pede a paralisação das obras do Mineroduto Minas-Rio

Divulgação
Empreendimento do Porto do Açu, em SJB, recebe minério de ferro do mineroduto

Uma ação civil pública, ajuizada em 2009 pelo Ministério Público Federal (MPF) de Minas Gerais (MG), pede a paralisação das obras do Mineroduto Minas-Rio, construído pela empresa multinacional Anglo American, responsável por parte do projeto de instalação do Complexo Portuário do Açu, em São João da Barra (SJB), idealizado pelo empresário Eike Batista.

A ação está pronta para ser julgada desde maio deste ano. O processo questiona a fragmentação do procedimento de licenciamento do empreendimento, tornando difícil um estudo globalizado dos impactos socioambientais provocados pelas obras nos estados de MG e Rio de Janeiro.

O Mineroduto Minas-Rio é um empreendimento composto por três elementos: a mina, de onde será extraído o minério; o mineroduto propriamente dito, com cerca de 500 km de extensão; e o Porto de Açu, construído especialmente para viabilizar a exportação do produto. O mineroduto começa no município mineiro de Conceição do Mato Dentro, que fica a 167 quilômetros de Belo Horizonte (MG), e deságua no 5º Distrito de Barra do Açu, em SJB, atravessando 32 municípios entre os dois estados. Pelos dutos, vem o minério de ferro que é utilizado na construção do Porto do Açu. 

Fracionamento do empreendimento

Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu a queixa crime apresentada por agricultores do Açu, contra o empresário Eike Batista, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que está atuando nas desapropriações das áreas do traçado do porto através da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que liberou recursos para os investimentos.

Em MG, a Procuradoria da República entendeu que o fracionamento do empreendimento de Eike Batista foi totalmente ilegal e só ocorreu numa tentativa de driblar os entraves ambientais próprios de programas amplos como o Complexo do Portuário do Açu e que deveria ser realizado num licenciamento único. "Um empreendimento que irá gerar impactos em mais de uma unidade da federação, com significativa degradação ambiental, atingindo localidade reconhecida pela Unesco como reserva da Biosfera, comunidades tradicionais, áreas de Mata Atlântica em estágio primário, áreas de preservação permanentes, além do próprio mar territorial brasileiro, deve, por força da legislação nacional, ter o processo de licenciamento conduzido pelo Ibama", explicou o procurador da República, Lucas Moraes, que está à frente das investigações.

A equipe de reportagem do O Diário entrou em contato com a assessoria da Anglo American em Belo Horizonte, mas até o fechamento desta edição, no início da noite de ontem, nenhuma resposta havia sido enviada.