terça-feira, 30 de abril de 2013

Principal projeto da MMX vai atrasar, diz CEO

A expansão de Serra Azul, em MG, prevista para o segundo semestre de 2014, com estimativa de produção de 29 milhões de toneladas, não será concluída no prazo



Sabrina Lorenzi, da



Ana Cecília Rezende/EXAME



A MMX procura um entendimento com autoridades de MG para conseguir a autorização para instalar a barragem de rejeitos, fundamental ao projeto

Rio de Janeiro - O principal projeto da MMX deve ser adiado em um ano, em meio à desaceleração nos investimentos da mineradora e às dificuldades de obtenção de licenciamento e crédito --problema que reflete uma crise de confiança enfrentada também por outras empresas do grupo EBX, de Eike Batista.

A expansão de Serra Azul, em Minas Gerais, prevista para o segundo semestre de 2014 --com estimativa de produção de 29 milhões de toneladas--, não será concluída no prazo, afirmou nesta terça-feira o diretor-presidente da MMX, Carlos Gonzalez, durante teleconferência com analistas e investidores para detalhar resultados da mineradora divulgados véspera.


"A revisão do plano de negócios vai trazer atraso... o prazo anteriormente comentado para o segundo semestre de 2014 não vai ocorrer. Estudamos a prorrogação deste prazo para provavelmente em torno de um ano...", afirmou.

A MMX procura um entendimento com autoridades de Minas Gerais, incluindo municípios afetados pelo projeto de expansão de Serra Azul, para conseguir a autorização para instalar a barragem de rejeitos, fundamental ao projeto.

Dificuldades

A empresa de mineração do grupo Eike enfrenta dificuldades para obtenção de financiamento, afirmou Gonzalez durante a teleconferência para detalhar resultados divulgados véspera.

"Há uma prioridade na preservação do caixa... é de conhecimento de todos que o grupo passa por dificuldade de crédito", afirmou o executivo, ao responder pergunta sobre o ritmo mais lento da MMX para execução de investimentos.

Em meio a prejuízos da MMX nos últimos trimestres e a uma crise de confiança de investidores em relação às empresas de Eike, a mineradora espera concluir até junho o processo de revisão de investimentos, disse o executivo.

Em meados de março, a empresa informou que estava revendo projetos com o objetivo de enxugar investimentos e otimizar recursos.

A empresa do Grupo EBX vai procurar melhorar o desempenho das operações de Corumbá (MS), direcionando sua produção de minério para o abastecimento local, com contratos de fornecimento para clientes da região. Ao evitar exportações do minério de Corumbá, a empresa espera enxugar custos de logística.


A MMX teve um prejuízo líquido de 55,2 milhões de reais no primeiro trimestre, ante lucro de 49,3 milhões de reais um ano antes, informou a empresa na véspera.

MMX diz que grupo enfrenta dificuldade de crédito

Em meio a prejuízos últimos trimestres e a uma crise de confiança em relação às empresas de Eike, a MMX espera concluir até junho a revisão de investimentos

Sabrina Lorenzi, da

Divulgação
A MMX teve um prejuízo líquido de 55,2 milhões de reais no primeiro trimestre, ante lucro de 49,3 milhões de reais um ano antes

Rio de Janeiro - A empresa de mineração do grupo EBX, de Eike Batista, enfrenta dificuldades para obtenção de financiamento, afirmou nesta terça-feira o diretor-presidente da mineradora MMX, Carlos Gonzalez, durante teleconferência com analistas e investidores para detalhar resultados divulgados véspera.

"Há uma prioridade na preservação do caixa... é de conhecimento de todos que o grupo passa por dificuldade de crédito", afirmou o executivo, ao responder pergunta sobre o ritmo mais lento da MMX para execução de investimentos.

Em meio a prejuízos da MMX nos últimos trimestres e a uma crise de confiança de investidores em relação às empresas de Eike, a mineradora espera concluir até junho o processo de revisão de investimentos, disse o executivo.

O projeto principal da empresa, Serra Azul, deverá ter seu cronograma revisto, acrescentou o executivo durante teleconferência.

"O prazo de 2014 não deve ocorrer", disse o executivo ao ser indagado sobre o começo de operações. O projeto de expansão da mina Serra Azul, em Minas Gerais, estava previsto para ser iniciado no próximo ano.

A MMX procura um entendimento com autoridades de Minas Gerais, incluindo municípios afetados pelo projeto de expansão de Serra Azul, para conseguir a autorização para instalar a barragem de rejeitos, fundamental ao projeto.

Em meados de março, a empresa informou que estava revendo projetos com o objetivo de enxugar investimentos e otimizar recursos.

A MMX teve um prejuízo líquido de 55,2 milhões de reais no primeiro trimestre, ante lucro de 49,3 milhões de reais um ano antes, informou a empresa na véspera.

A empresa do Grupo EBX vai procurar melhorar o desempenho das operações de Corumbá (MS), direcionando sua produção de minério para o abastecimento local, com contratos de fornecimento para clientes da região. Ao evitar exportações do minério de Corumbá, a empresa espera enxugar custos de logística.

Às 16h30, as ações da mineradora caíam 1,6 %, enquanto o Ibovespa subia 1,5 %.

Em decisão inédita, STF rejeita manobra do governo de MS contra demarcação de terras indígenas

Supremo considera reprovável a tentativa de retardar o processo demarcatório da Terra Indígena Taquara
Justiça Federal de Naviraí deve decidir pela validade da demarcação da TI Taquara

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o pedido do Estado de Mato Grosso do Sul para figurar como parte em processo que questiona a demarcação da Terra Indígena Taquara, em Juti. O Estado justificava a medida argumentando que, caso houvesse demarcação, seria ele o responsável pela indenização aos proprietários.

A Justiça Federal de Naviraí remeteu os autos ao STF em 2010, por considerar que, se o Estado fosse incluído no processo, haveria o chamado conflito federativo entre MS e a União, o que obrigaria o julgamento ser realizado pelo Supremo.

Na decisão, a ministra Cármem Lúcia entendeu que as tentativas do Estado de MS de ingressar em ações judiciais ao lado de proprietários rurais contra a União e a Funai forçam um “aparente conflito federativo”. Para a ministra, esta é uma “prática reprovável, prestante apenas a retardar a solução da controvérsia e a pacificação social que dela se espera”. 

A partir de agora a ação volta a tramitar normalmente na Justiça Federal de Naviraí. O processo demarcatório da Terra Indígena Taquara, no entanto, continua suspenso até que haja uma decisão final. 

História

Na década de 1950, a população indígena que habitava originalmente os 9.700 hectares da TI Taquara foi removida pelo Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e dispersa por várias localidades. Em 1999 alguns índios reocuparam uma fração do terreno (96,8 há), que faz parte da Fazenda Brasília do Sul. Os proprietários entraram no mesmo ano com ação de reintegração de posse, mas a Funai já havia iniciado estudos para demarcação.

Desde então, uma longa disputa judicial está em andamento. Se por um lado os órgãos de proteção aos índios tentam garantir a ocupação tradicional da terra, por outro, os proprietários da fazenda e o Estado de MS sustentam que, à época da aquisição do imóvel, não existia ocupação indígena no local. Após ingressar no STF, em 2010, o processo demarcatório foi suspenso. Agora, a Justiça Federal de Naviraí irá decidir pela validade da demarcação da TI Taquara.

As disputas entre índios e fazendeiros são marcadas pela violência. Em janeiro de 2003 o cacique guarani kaiowá Marco Veron foi brutalmente assassinado. Agressores contratados pelo fazendeiro dispararam e espancaram os indígenas. Veron, à época com 72 anos, não resistiu às agressões e morreu com traumatismo craniano. O caso ganhou repercussão internacional e foi o único homicídio de indígena no MS que teve julgamento e condenação.


Referência processual na Justiça Federal de Naviraí: 2005.60.06.000880-2

Referência processual no Supremo Tribunal Federal: ACO 1606 e AC 2641

Aldeia Taquara foi palco da morte do líder indígena Marco Veron


BNDES, a mãe que todo empresário em dificuldades gostaria de ter


"Parece-me que as notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas". Este foi o comentário do escritor Mark Twain a notícias que o davam como morto antes de o ser... Dada a notícia abaixo é possível que Eike Batista possa recitar Twain para aqueles que andam apregoando o seu apocalipse financeiro.  Isso é, se ele conseguir se sustentar até 2014!

Mas, convenhamos, com a confirmação desse empréstimo, o BNDES terá  a receber de Eike Batista algo em torno de R$ 14 bilhões. Do jeito que vai, ficaria mais barato estatizar as empresas da franquia "X". 

Uma pena que o Capitalismo de Estado do PT não chegue até a reforma agrária!



Possível empréstimo de R$ 3 bilhões do BNDES para a MMX fica para 2014
Por Francisco Góes | Valor


Possível empréstimo de R$ 3 bilhões do BNDES para a MMX fica para 2014


RIO - O presidente da MMX, Carlos Gonzalez, disse que a empresa vem conversando com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre o empréstimo de R$ 3 bilhões para o projeto de Serra Azul. As discussões incluem o atraso no licenciamento do projeto. A empresa deverá acessar o crédito bilionário do BNDES só depois de garantir o licenciamento que ainda falta para o projeto de minério de ferro em Minas Gerais.

Gonzalez afirmou que a empresa trabalha agora com a expectativa de obter em dezembro – e não mais em agosto, como previra antes – o licenciamento ambiental da barragem de rejeitos do projeto. 

Enquanto aguarda a licença ambiental, a MMX está em processo de revisão de seu plano de negócios pensando na preservação do caixa da companhia, que encerrou o primeiro trimestre em R$ 1,2 bilhão. O executivo afirmou que a MMX tem uma empresa contratada para ajudá-la neste processo. A expectativa é que a revisão do plano possa estar concluída em meados deste ano, quando o conselho de administração da MMX deverá aprová-lo. 

Gonzalez reconheceu que a revisão do plano levará a um atraso de um ano no desenvolvimento do negócio da empresa. 

O executivo afirmou que a MMX tentará compensar a falta de receita decorrente do atraso em Serra Azul com possíveis discussões relacionadas aos projetos de Pau de Vinho, arrendado da Usiminas, e de Bom Sucesso, que podem gerar pequenas produções em mais curto prazo e não precisam de licenciamento e de investimentos arrojados, disse Gonzalez.

O projeto de expansão de Serra Azul, cujo cronograma deve se estender para além de 2015, é hoje o principal projeto da MMX. A empresa também está concentrada em entregar o porto do Sudeste, na Região Metropolitana do Rio.


FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3106806/possivel-emprestimo-de-r-3-bilhoes-do-bndes-para-mmx-fica-para-2014#ixzz2Ryfc3n43


Frigoríficos entram na mira do MPF por cumplicidade com trabalho escravo

Da Carta Capital

O Brasil é o maior exportador de carne do mundo: por dia são abatidos 150 mil bovinos no país. Muitas vezes, porém, a cadeia de produção apresenta irregularidades, como utilização de mão de obra escrava ou a produção em áreas ilegais, contribuindo, por exemplo, para o desmatamento na Amazônia.

Na tentativa de inibir essas ações, o Ministério Público Federal (MPF) do Amazonas, Mato Grosso e Rondônia, o Ministério Público do Trabalho e o Ibama resolveram agir no segundo estágio da cadeia de produção da carne, os frigoríficos.

O MPF está processando 26 estabelecimentos desses três estados pela compra e comercialização de carne proveniente de fazendas acusadas de produzir às custas de trabalho escravo, devastação ambiental e violação dos direitos indígenas. Esses frigoríficos se recusaram a assinar o termo de ajustamento de conduta (TAC) proposto pelo órgão.

Entre as empresas processadas pelo MPF estão frigoríficos da BRF e da Sadia, empresa que pertence ao grupo BRF, um dos maiores do setor no Brasil e que exporta para mais de 140 países. Segundo o site do grupo, ele é responsável por 9% das exportações mundiais.

Uma pesquisa realizada em 2012 pela ONG Repórter Brasil, que atua no combate ao trabalho escravo e aos danos socioambientais, afirma que a BRF fornece carne para as dez maiores redes varejistas do mundo.

Segundo Carlos Juliano Barros, da Repórter Brasil, ainda não há uma preocupação internacional nesse sentido. “A pressão internacional é mais focada na questão sanitária do que social e trabalhista. Os países suspendem a compra por doenças, mas não por questões trabalhistas”, afirma.

BRF critica conduta do MPF

Em nota, a assessoria de comunicação da BRF afirmou que o grupo ainda não foi informado oficialmente sobre a ação do MPF e está verificando a procedência dos bois comprados. Os 1.800 animais adquiridos representariam apenas 0,45% do total comprado e abatido no período correspondente, diz a nota. Do total, 1.500 foram adquiridas de áreas em situação regular, afirma a empresa. “Ainda estamos investigando os registros dos demais 300″, diz a BRF.

A empresa alega que não assinou o TAC, pois já adota as medidas propostas no termo e entende que não há conduta a ser ajustada. “A BRF defende a regularização das propriedades e reafirma sua política de não comprar animais de fazendas em situação irregular. No entanto, discorda da forma como o MPF vem conduzindo o debate em torno da questão”, conclui a nota.

Fiscalização nos frigoríficos

O procurador do MPF no estado do Amazonas, Leonardo Macedo, disse à DW Brasil que a investigação é de longa data, e há dois anos havia uma negociação com o setor de frigoríficos. “O termo de ajustamento de conduta foi construído a partir do diálogo com os próprios frigoríficos, não é um documento unilateral do MPF”, explica.

Pelo acordo, os frigoríficos se comprometem a não abater bois provenientes de áreas irregulares – ou seja, de produtores incluídos na “lista suja” do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego, na lista de áreas embargadas pelo Ibama por desmatamento ilegal, de fazendas no interior de terras indígenas e de unidades de conservação, assim como daquelas com problemas fundiários.

Além disso, foram estabelecidos prazos de cinco anos para que os produtores se adaptem e se regularizem, com o pedido do licenciamento ambiental e a adesão ao cadastro ambiental rural.

No Amazonas estão sendo investigados todos os oito frigoríficos formalizados do estado. A investigação já foi concluída em quatro, e todos estavam com problemas, mas apenas um deles assinou o TAC. Os outros três estão sendo processados.

Macedo diz que há outra investigação em curso que tem como alvo o abate clandestino. “São frigoríficos ilegais que não têm inspeção sanitária”, explica. Segundo o procurador, há 50 estabelecimentos desse tipo no Amazonas.

Macedo afirmou que cabe aos frigoríficos restringir a aquisição de carnes de áreas irregulares. “A legislação ambiental brasileira considera como poluidor todo aquele que contribui de forma direta ou indireta para a degradação ambiental. À medida que o frigorífico se beneficia e adquire essa matéria-prima, ele deve se certificar de que ela tem origem legal. Isso se dá em qualquer cadeia produtiva”, afirma o procurador.

Reações das empresas frigoríficas

A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) entrou nesta segunda-feira (22/04) com uma ação na Justiça Federal de Brasília contra as medidas adotadas pelo MPF. Segundo o presidente executivo da Abrafrigo, Péricles Salazar, a associação concorda com os objetivos do Ministério Público, porém discorda dos meios da instituição.
Brasil é maior exportador de carne do mundo. Foto:Thomas Samson/ AFP

“Diante da recusa inicial das empresas em assinar o termo de conduta, o MPF ameaça e pratica a coação, travando as operações comerciais das empresas que não querem assinar”, argumenta Salazar à DW Brasil. “O frigorífico não é o réu, o frigorífico é o terceiro, quem desmata e emprega trabalho escravo é o pecuarista”, acrescenta.

Segundo o executivo da Abrafrigo, uma medida que facilitaria a identificação de produtos irregulares seria o repasse das informações das listas do trabalho escravo e dados do Ibama para as secretarias estaduais da Agricultura. São elas que emitem as Guias de Trânsito de Animais (GTA), que identificam a origem do gado.

Assim, essas informações também fariam parte da GTA e produtores com problemas não a receberiam. “Sem a via, os frigoríficos não comprariam o gado, porque já sabem que a propriedade está embargada”, afirma o presidente.

O valor total das indenizações por danos morais, ambientais e sociais que os 26 frigoríficos processados podem pagar pelo abate de 55 mil bois chega a 557 milhões de reais. Ações como essa já foram realizadas no estado do Pará, e, segundo o promotor do Amazonas, realizam-se investigações parecidas em outros estados da Amazônia legal.

Problemas de longa data

Segundo Barros, da Repórter Brasil, nos últimos anos organizações não governamentais vêm fazendo um trabalho de conscientização junto aos frigoríficos. Como resultado, muitos deles assinaram pactos empresariais, comprometendo-se a adotar critérios para evitar a compra de produtos ilegais.

“Mas esses pactos eram muito frágeis, pois careciam de um mecanismo forte de fiscalização. Eles se comprometiam, mas era complicado ter a garantia de que respeitavam esses acordos”, explica Barros, que juntamente com Caio Cavechini dirigiu o documentário Carne, osso sobre as condições de trabalho nos frigoríficos brasileiros.

Para Barros, os frigoríficos são responsáveis pela carne que adquirem. “Tanto do ponto de vista legal, quanto do ponto de vista da responsabilidade social, as empresas têm responsabilidade sobre sua cadeia produtiva. Elas não podem simplesmente lavar as mãos e dizer que a responsabilidade é do fornecedor da carne.”

O especialista afirma que as ações do MPF são muito importantes para combater esses crimes. “Quando há fiscalização e as empresas têm que responder na Justiça, elas se movimentam muito mais do que quando são apenas pressionadas pela opinião pública e por ONGs”, diz Barros.

Rômulo Batista, da ONG Greenpeace, é da mesma opinião: “O trabalho do MPF é muito importante no combate ao desmatamento”. Segundo o biólogo, outro fator que evitaria dados ambientais é o aumento da produtividade.

“Há vários estudos mostrando que a pecuária na Amazônia ainda tem uma produtividade muito baixa, ou seja, menos de uma cabeça de gado por hectare de pasto. Se conseguirmos melhorar a produtividade para 1,4 cabeça, toda a demanda projetada para os próximos anos, para o Brasil e a exportação, seria atendida sem desmatar um hectare de floresta”, explica.

Estado de alto estresse também entre os vigilantes que trabalham na UENF


Não são apenas os funcionários do Porto do Açu que impere um alto nível de estresse, e o problema dessa vez não tem nada a ver com Eike Batista. Os afetados dessa vez são os vigilantes da empresa Hopevig que prestam serviço na Universidade Estadual do Norte Fluminense. 

Após realizarem uma paralisação por falta de pagamento de seus salários em abril, os vigilantes estão novamente em alerta porque a empresa Hopevig está alegando que a UENF não deposita o valor referente à folha salarial de seus empregados há cinco meses. Além disso, os valores que estão sendo anunciados para os salários e o vale alimentação também não incluem os valores acrescidos pelo dissídio da categoria que ocorreu em março de 2013.

Pelo que tudo indica, a situação dos vigilantes terceirizados ainda vai render muita dor de cabeça para a reitoria da UENF. Afinal, sem salários e direitos pagos em dia a tendência é que os trabalhadores voltem a paralisar suas atividades. Nada mais justo, pois quem trabalha quer receber tudo o que tem direito e em dia. 

Em nota, OGX atribui informações da mídia a “rumores e suposições”


Por Valor

SÃO PAULO - A OGX, empresa de óleo e gás do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, divulgou na noite desta segunda-feira um comunicado em que afirma que informações divulgadas pela mídia são suposições de profissionais da imprensa baseadas em rumores. O informe não faz menção a quais são essas ‘informações’.

A nota reproduz praticamente os mesmo termos de outro documento divulgado pela OGX, na semana passada, no qual ela desmentia e atribuía a rumores algumas notícias publicadas pela imprensa sobre a venda de parte dos ativos da OGX para empresas como Lukoil e Petronas.

As notícias coincidiram com um forte movimento de alta nas ações da OGX, que acumularam ganho de 34,56% na semana passada, maior ganho semanal do papel desde a estreia na bolsa. Nesta segunda-feira, as ações da petrolífera de Eike registraram a maior alta do Ibovespa: 18,58%, para R$ 2,17. As demais empresas do Grupo EBX também foram destaque no pregão. Os papéis da mineradora MMX subiram 8,18%, a R$ 2,38, os da empresa de logística LLX avançaram 5,32%, a R$ 1,98, e da companhia de estaleiros OSX valorizam em 1,93%, a R$ 3,17. Os papéis da empresa de energia MPX, por outro lado, caíram 1,19%, a R$ 8,30.

Publicado no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o documento é assinado por Roberto Bernardes Monteiro, diretor Financeiro e de Relações com Investidores da OGX. A seguir, a íntegra do comunicado:

“A OGX Petróleo e Gás Participações S.A. (“Companhia”), com sede na Praça Mahatma Gandhi nº14 - 19º andar, Cidade do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, inscrita no CNPJ/MF sob o nº 07.957.093/0001-96, representada por seu Diretor Financeiro e de Relações com Investidores vem, respeitosamente, em atendimento ao OFÍCIO/CVM/SEP/GEA-1/Nº 143/2013 (“Ofício”), esclarecer a V.Sas. que as informações divulgadas pela mídia constituem suposições de profissionais da imprensa baseadas em rumores, o que a Companhia tem como política não comentar. Conforme posições reforçadas anteriormente, os diversos contatos existentes com diferentes empresas, tratando de variadas oportunidades de negócio, são, ainda, prematuros e, portanto, sem as características necessárias a ensejar sua divulgação ao mercado. 

Sem mais, para o momento, permanecemos à inteira disposição de V.Sas. para prestar os esclarecimentos adicionais que eventualmente entendam necessários.”


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Revista: queda de Eike tem sido rápida, mas governo vai apoiar



A petrolífera de Eike Batista perdeu 90% de seu valor em bolsa em 12 meses Foto: Getty Images

A revista Exame do mês de maio traz como reportagem principal uma narrativa sobre o que chama de queda "cruelmente rápida" de Eike Batista. Segundo a publicação, no caso da petrolífera do empresário, a OGX, a queda no valor da ação foi de 90% em 12 meses, o que faz a revista perguntar se "o sonho acabou".

De acordo com a Exame, Eike criou um modelo de interdependência entre as companhias do grupo EBX e o que era um trunfo, já que quando uma vai bem, todas se beneficiam, virou um problema, pois quando uma vai mal, contamina as demais. A revista também cita que o empresário não entregou uma série de promessas, como produção de minério de ferro pela MMX e petróleo pela OGX.

Segundo a reportagem, Eike tem tido problemas para manter seus principais executivos, já que o modelo de remuneração era vinculado ao desempenho das ações das empresas - em queda há mais de 1 ano. Com isso, as companhias estão tendo que reajustar os salários - a OGX propôs aumento de 54% para os executivos. Porém, segundo um alto funcionário do grupo "está todo mundo procurando emprego".

O grupo EBX já trocou nos últimos três anos nove presidentes, nove conselheiros e 22 diretores, entre eles os presidentes da OGX, MMX (duas vezes) e o vice-presidente da holding, a EBX.

A revista ainda afirma que o governo federal tem negociado ajudar o grupo de Eike Batista. A reportagem diz que Eike e seu pai, Eliezer Batista, encontraram-se com a presidente Dilma Rousseff em Brasília e ouviram que seriam apoiados. A Exame também afirma que Eike "é muito grande para quebrar" e que grandes bancos que emprestaram dinheiro ao empresário perderiam dinheiro com sua falência.

Ao final da reportagem, a revista compara Eike ao Brasil dos "anos de euforia", quando o País crescia sem fazer esforços e o presidente da República, então Luiz Inácio Lula da Silva, dava conselhos sobre capitalismo aos americanos, e sugere que Eike e o Brasil devem falar menos e entregar mais.

Em uma rede social, Eike deu uma breve resposta à Exame: "o empresário brasileiro nunca vai parar de sonhar!".


União Européia bane o uso de agrotóxicos neonicotinóides


A matéria abaixo publicada no jornal britânico "The Guardian" informa que a União Européia acaba de aprovar o banimento dos pesticidas neonicotinóides no velho continente. Assim, a despeito do lobby contrário da multinacional Syngenta, a maioria dos países membros aprovou a proibição destes compostos que estão sendo responsabilizados pelo quase extermínio das abelhas na Europa, o que vem implicando em sérios problemas para a agricultura. 

Agora, há que se ver se a Syngenta não vai querer despejar no mercado brasileiro a produção que vai encalhar. Como aqui viramos o paraíso dos agrotóxicos banidos, especialmente durante o governo de Dilma Rousseff, todo cuidado e atenção é pouco!



Bee-harming pesticides banned in Europe

EU member states vote ushers in continent-wide suspension of neonicotinoid pesticides


Damian Carrington, The Guardian

A bee collects pollen from a sunflower in Utrecht, the Netherlands. EU states have voted in favour of a proposal to restrict the use of pesticides linked to serious harm in bees. Photograph: Michael Kooren/Reuters


Europe will enforce the world's first continent-wide ban on widely used insecticides alleged to cause serious harm to bees, after a European commission vote on Monday.

The suspension is a landmark victory for millions of environmental campaigners, backed by the European Food Safety Authority (EFSA), concerned about a dramatic decline in the bee population. The vote also represents a serious setback for the chemical producers who make billions each year from the products and also UK ministers, who voted against the ban. Both had argued the ban would harm food production.

Although the vote by the 27 EU member states on whether to suspend the insect nerve agents was supported by 15 nations, but did not reach the required majority under voting rules. The hung vote hands the final decision to the European commission, which will implement the ban.

Tonio Borg, health and consumer commissioner, said: "Our proposal is based on a number of risks to bee health identified by the EFSA, [so] the European commission will go ahead with its plan in coming weeks."

Friends of the Earth's head of campaigns, Andrew Pendleton, said: "This decision is a significant victory for common sense and our beleaguered bee populations. Restricting the use of these pesticides could be an historic milestone on the road to recovery for these crucial pollinators."

The UK, which abstained in a previous vote, was heavily criticised for switching to a "no" vote on Monday.

Joan Walley MP, chair of parliament's green watchdog, the environmental audit committee, whose investigation had backed a ban and accused ministers of "extraordinary complacency", said the vote was a real step in the right direction, but added: "A full Commons debate where ministers can be held to account is more pressing than ever."

Greenpeace's chief scientist, Doug Parr, said: "By not supporting the ban, environment secretary, Owen Paterson, has exposed the UK government as being in the pocket of big chemical companies and the industrial farming lobby."

On Sunday, the Observer revealed the intense secret lobbying by Paterson and Syngenta.

The environment minister, Lord de Mauley, countered, saying: "Having a healthy bee population is a top priority for us but we did not support the proposal because our scientific evidence doesn't support it. We will now work with farmers to cope with the consequences as a ban will carry significant costs for them."

Syngenta, which makes one of the three neonicotinoids that have been suspended, said: "The proposal ignores a wealth of evidence from the field that these pesticides do not damage the health of bees. The EC should [instead] address the real reasons for bee health decline: disease, viruses and loss of habitat."

Bees and other insects are vital for global food production as they pollinate three-quarters of all crops. The plummeting numbers of pollinators in recent years has been blamed on disease, loss of habitat and, increasingly, the near ubiquitous use of neonicotinoid pesticides.

A series of high-profile scientific studies has linked neonicotinoids – the world's most widely used insecticides – to huge losses in the number of queen bees produced and big rises in the numbers of "disappeared" bees – those that fail to return from foraging trips.

The commission proposed the suspension after the EFSA concluded in January that three neonicotinoids – thiamethoxam, clothianidin and imidacloprid – posed an unnacceptable risk to bees. The three will be banned from use for two years on flowering crops such as corn, oilseed rape and sunflowers, upon which bees feed.

A spokesman for Bayer Cropscience said: "Bayer remains convinced neonicotinoids are safe for bees, when used responsibly and properly … clear scientific evidence has taken a back-seat in the decision-making process."

Prof Simon Potts, a bee expert at the University of Reading, said: "The ban is excellent news for pollinators. The weight of evidence from researchers clearly points to the need to have a phased ban of neonicotinoids. There are several alternatives to using neonicotinoids and farmers will benefit from healthy pollinator populations as they provide substantial economic benefits to crop pollination."

Neonicotinoids have been widely used for more than decade and are less harmful than some of the sprays they replaced, but scientific studies have increasingly linked them to poor bee health.

Many observers, including the National Farmers' Union, accept that EU regulation is inadequate, as it only tests on honeybees and not the wild pollinators that service 90% of plants. The regulatory testing also only considers short-term effects and does not consider the combined effects of multiple pesticides. The chemical industry has warned that a ban on neonicotinoids would lead to the return of older, more harmful pesticides and crop losses but campaigners point out this has not happened during temporary suspensions in France, Italy and Germany and that the use of natural pest predators and crop rotation can tackle problems.

"It is imperative that any alternative chemicals to be used in their place must first pass the same tests failed by the neonicotinoids," said Dr Christopher Connolly, a bee expert at the University of Dundee. "The recent findings have highlighted an urgent need for more rigorous safety testing protocols."

In Brussels, the countries that voted against the ban were: the UK, Czech Republic, Italy, Hungary, Romania, Slovakia, Austria and Portugal. Ireland, Lithuania, Finland and Greece abstained. Belgium, Bulgaria, Denmark, Estonia, Spain, France, Cyprus, Germany, Latvia, Luxembourg, Malta, the Netherlands, Poland, Slovenia and Sweden voted in favour.

OGX reconduz conselho de administração por mais um ano

Eike Batista permanece na presidência do conselho, ao lado de seu pai, Eliezer Batista da Silva, no cargo de vice-presidente

Fernanda Nunes, do

Fernando Cavalcanti/EXAME.com
OGX: durante a assembleia foi aprovada também a decisão da companhia de não pagar dividendos aos acionistas referentes ao exercício de 2012, já que o resultado financeiro foi negativo

Rio de Janeiro - A OGX aprovou nesta segunda-feira, 29, em Assembleia Geral Ordinária (AGE), a recondução do seu Conselho de Administração (CA) para um novo mandato com validade de um ano. Eike Batista permanece na presidência do conselho, ao lado de seu pai, Eliezer Batista da Silva, no cargo de vice-presidente.

Além deles, o conselho da OGX conta com Aziz Bem Ammar, Paulo Monteiro Barbosa Filho e Rodolfo Riechert. Eduardo Karrer deixou o grupo.

Na condição de conselheiros independentes permanecem Ellen Gracie Northfleet, Luiz do Amaral de França Pereira, Pedro Sampaio Malan, Rodolpho Tourinho Neto e Samir Zraick. Saiu apenas Claudio Thomaz Lobo Sonder.

Durante a assembleia foi aprovada também a decisão da companhia de não pagar dividendos aos acionistas referentes ao exercício de 2012, já que o resultado financeiro foi negativo.

O conselho permanecerá sem a presença de representantes dos acionistas minoritários, embora existam duas vagas abertas para isso. Durante a AGE, foi negado o pedido de alguns representantes para que fosse aberta uma votação pela eleição dos novos membros.

Alguns minoritários reivindicaram ainda a instauração de um Conselho Fiscal, o que também foi negado. A presidência da AGE argumentou que não havia na assembleia quórum suficiente que justificasse a abertura da votação pela eleição de um novo membro no CA ou pela instauração do Conselho Fiscal.

"Por que a empresa não quer a instauração de um Conselho Fiscal, se isso está previsto em seu estatuto?", questionou o minoritário Willian Magalhães, demonstrando a intenção de ingressar em um dos dois conselhos.

Para que fosse aberta a vaga de minoritários no CA, seria necessária a presença de 10% dos investidores, enquanto para a criação do Conselho Fiscal seria necessária a presença de, pelo menos, 2% dos minoritários.

Magalhães, representante de 420 mil ações ordinárias, afirma que as reivindicações tinham como objetivo conferir transparência às atividades da empresa e não questionar a capacidade operacional da petroleira.

MMX sai de lucro para prejuízo de R$ 55,2 milhões no 1º trimestre


Por Rafael Rosas e Francisco Góes | Valor

RIO -  A MMX, mineradora do Grupo EBX, fechou o primeiro trimestre com prejuízo de R$ 55,2 milhões, revertendo um lucro de R$ 49,3 milhões registrado em igual período do ano passado.

A receita líquida da companhia entre janeiro e março ficou em R$ 236,9 milhões, uma alta de 49% na comparação com os R$ 159,2 milhões dos três primeiros meses de 2012.

O Ebitda ajustado da companhia passou de R$ 10,9 milhões nos três primeiros meses do ano passado para R$ 3,1 milhões em igual período deste ano, uma queda de 71%.

A MMX produziu 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro no primeiro trimestre de 2013, com queda de 1% sobre igual período do ano passado. A produção do sistema Sudeste da MMX sofreu o impacto negativo das chuvas, em janeiro, em Minas Gerais, informou a empresa em relatório.

O sistema Sudeste da MMX produziu 1,3 milhão de toneladas de janeiro a março, com alta de 7% na comparação anual. O outro polo de produção da empresa, o sistema Corumbá, produziu 242 mil toneladas, com queda de 27% sobre o mesmo período de 2012.

A companhia informou ainda que realizou a venda de 1,4 milhão de toneladas de minério de ferro no primeiro trimestre, com queda de 2% sobre o período janeiro-março de 2012. As exportações tiveram participação expressiva no total de vendas, aumentando sua fatia de 23% no quarto trimestre de 2012 para 71% no primeiro trimestre deste ano.

Dívida

A MMX encerrou o primeiro trimestre do ano com uma dívida total de R$ 3,12 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão de curto prazo e R$ 1,9 bilhão de longo prazo. O endividamento total se manteve praticamente estável em relação ao quarto trimestre de 2012, de R$ 3,11 bilhões.

A empresa informou que o prazo médio da dívida em moeda estrangeira ficou em 23 meses no primeiro trimestre, enquanto o prazo médio da dívida em reais foi de 29 meses.

A posição de caixa da companhia, ao final do primeiro trimestre, foi de R$ 1,2 bilhão


FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3105414/mmx-sai-de-lucro-para-prejuizo-de-r-552-milhoes-no-1#ixzz2Rtjwhd43

Jogo com resultado mais do que esperado: Consórcio de Eike Batista vence licitação do Maracanã




O consórcio integrado pelo grupo IMX, do bilionário Eike Batista, venceu a licitação para a administração do Estádio do Maracanã pelos próximos 35 anos. O Consórcio Maracanã, que conta ainda com a Odebrecht e a AEG, obteve o primeiro lugar, com 98,26 pontos, deixando para trás o consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio de Janeiro, composto pela Construtora OAS, a Stadion Amsterdam e a Lagardère Unlimited , que obteve 94,4624 pontos.

O resultado, no entanto, só será ratificado depois da abertura da documentação de habilitação do consórcio classificado em primeiro. Isso ocorrerá no dia 9 de maio. "Somente após o julgamento dos documentos e esgotada a fase de recursos será anunciado o vencedor da licitação",informou a Casa Civil do Rio, por meio de nota.


O consórcio de Eike Batista tinha apresentado a proposta de maior valor financeiro para obter a concessão do estádio. Foram oferecidos R$ 181,5 milhões, em 33 parcelas de R$ 5,5 milhões anuais.

Já o grupo rival na disputa propôs o pagamento de R$ 155,1 milhões, divididos em 33 parcelas de R$ 4,7 milhões por ano. O edital prevê que o consórcio vencedor terá que pagar, pelo menos, R$ 4,5 milhões por ano pela concessão do estádio que vai sediar a final da Copa do Mundo 2014.

O valor financeiro teve peso de 40% da proposta, enquanto a parte técnica representou 60%. O concessionário do Maracanã terá que investir ainda pouco mais de R$ 594 milhões em adequações no complexo esportivo, que incluem a derrubada do estádio de atletismo Célio de Barros e do Parque Aquático Julio Delamare, e a posterior construção desses equipamentos em um local próximo.

O governo do Rio estima que o consórcio vencedor poderá ter retorno do investimento em até 12 anos. A projeção é que o concessionário possa ter receitas anuais de R$ 154 milhões, diante de despesas que podem beirar os R$ 50 milhões.

Eike contrata consultora esotérica para EBX, diz blog

Segundo Radar Online, do colunista Lauro Jardim, mudanças na logo do grupo deverão ser adotadas para chamar "energias positivas"


Marcela Ayres, de

Reprodução
Logo da EBX, holding de Eike Batista: depois de diagnóstico de consultora esotérica, sol passará a girar para a direita

São Paulo - O sol, símbolo do grupo EBX, estaria girando para o lado errado. Segundo o blog Radar Online, a avaliação foi feita por "consultora filosófica e psicológica" contratada pela holding de Eike Batista para fazer um diagnóstico da má situação enfrentada pelo grupo.

Como se sabe, as empresas do bilionário vêm sofrendo com uma desconfiança generalizada do mercado em relação à sua capacidade de entregar os projetos prometidos. Do começo do ano até agora, a queda da petroleira OGX na bolsa, por exemplo, passa de 65%.

A partir de agora, a comunicação visual da EBX será trocada e os raios do astro-rei passarão a girar para a direita. O desenho do sol aparece ao lado da logomarca de cada uma das empresas de Batista.

Procurada por EXAME.com, a EBX ainda não se pronunciou oficialmente. De acordo com o blog, a consultora "andou pelo edifício-sede na segunda-feira passada para carregar de 'energias positivas' os projetos do grupo". Até ao Porto do Açu, megaprojeto da LLX, ela chegou a viajar a bordo do helicóptero de Eike.

Padre que defendeu homossexuais é excomungado

A Igreja Católica decidiu excomunhar, na segunda-feira 29, o padre de uma paróquia em Bauru (SP) que criticou, durante uma cerimônia, o tratamento oferecido pelo Clero aos homossexuais. O vídeo, hospedado no site Youtube, gerou uma forte repercussão nas redes sociais e causou impacto na Diocese da região.

O padre Beto, excomungado por defender gays, durante entrevista coletiva em Bauru

No vídeo, Roberto Francisco Daniel, mais conhecido como Padre Beto, defendeu que a “hoje em dia não dá mais para enquadrar o ser humano em homossexual, bissexual ou heterossexual” e “que o amor pode surgir em qualquer desses níveis”.

Segundo o padre Beto, a Igreja precisa “analisar criticamente aquilo que está acontecendo na sociedade”. Para ele, é necessário “ter humildade de ver que o Espírito Santo sopra onde Ele quiser”.

As declarações do padre, que é historiador e jornalista, culminaram na exigência de um pedido de retratação e na posterior excomungação do clérigo por heresia e cisma.

Em seu perfil no Facebook, o padre escreveu que não vai retirar nenhum material postado por ele nas redes sociais, em seu site ou em qualquer outro espaço na internet. E reiterou: “A Igreja precisa ser um espaço dialogal para que as pessoas possam transcender de fato e se tornarem verdadeiros filhos de Deus em nosso universo contemporâneo. Se refletir é um pecado, eu sempre fui e sempre serei um Pecador”.

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Segundo ele, o único objetivo de suas falas é fazer com que as pessoas se aproximem mais da vivência do amor pregado por Cristo nos Evangelhos.

Na mesma nota, ele disse preferir se desligar da Igreja a cumprir com a retração exigida pelo Bispo Dom Frei Caetano Ferrari. De acordo com o comunicado da Diocese de Bauru, “em nome da ‘liberdade de expressão’, (o padre Beto) traiu o compromisso de fidelidade à Igreja à qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal”. A carta elenca como motivos do desligamento do padre a recusa do diálogo e da colaboração.

Apoio. Ao menos mil fiéis lotaram a paróquia de São Benedito no domingo 28 para participar da missa de despedida do padre Beto. Durante a celebração, ele afirmou: “O mandamento do amor não é um mandamento, é algo vivo. Não se força, acontece. Cristo amou o ser humano como ser humano em si. Sem olhar rosto, sem olhar raça, sem olhar religião, sem olhar sexualidade. Cristo amou o ser humano, mas não se prendeu a preconceitos. É justamente assim que devemos amar. Temos que romper os preconceitos da nossa cabeça”.

“Vou continuar minha vida procurando, através de minhas reflexões, contribuir para a construção de uma sociedade mais humana e dialogal”, escreveu em seu perfil no facebook.

Confira a íntegra do comunicado de excomungação de Padre Beto abaixo:

Comunicado ao povo de Deus da Diocese de Bauru 
É de conhecimento público os pronunciamentos e atitudes do Reverendo Pe. Roberto Francisco Daniel que, em nome da “liberdade de expressão” traiu o compromisso de fidelidade à Igreja a qual ele jurou servir no dia de sua ordenação sacerdotal. Estes atos provocaram forte escândalo e feriram a comunhão eclesial. Sua atitude é incompatível com as obrigações do estado sacerdotal que ele deveria amar, pois foi ele quem solicitou da Igreja a Graça da Ordenação. O Bispo Diocesano com a paciência e caridade de pastor, vem tentando há muito tempo diálogo para superar e resolver de modo fraterno e cristão esta situação. Esgotadas todas as iniciativas e tendo em vista o bem do Povo de Deus, o Bispo Diocesano convocou um padre canonista perito em Direito Penal Canônico, nomeando-o como juiz instrutor para tratar essa questão e aplicar a “Lei da Igreja”, visto que o Pe. Roberto Francisco Daniel recusa qualquer diálogo e colaboração. Mesmo assim, o juiz tentou uma última vez um diálogo com o referido padre que reagiu agressivamente, na Cúria Diocesana, na qual ele recusou qualquer diálogo. Esta tentativa ocorreu na presença de 05 (cinco) membros do Conselho dos Presbíteros.

O referido padre feriu a Igreja com suas declarações consideradas graves contra os dogmas da Fé Católica, contra a moral e pela deliberada recusa de obediência ao seu pastor (obediência esta que prometera no dia de sua ordenação sacerdotal), incorrendo, portanto, no gravíssimo delito de heresia e cisma cuja pena prescrita no cânone 1364, parágrafo primeiro do Código de Direito Canônico é a excomunhão anexa a estes delitos. Nesta grave pena o referido sacerdote incorreu de livre vontade como consequência de seus atos.

A Igreja de Bauru se demonstrou Mãe Paciente quando, por diversas vezes, o chamou fraternalmente ao diálogo para a superação dessa situação por ele criada. Nenhum católico e muito menos um sacerdote pode-se valer do “direito de liberdade de expressão” para atacar a Fé, na qual foi batizado.

Uma das obrigações do Bispo Diocesano é defender a Fé, a Doutrina e a Disciplina da Igreja e, por isso, comunicamos que o padre Roberto Francisco Daniel não pode mais celebrar nenhum ato de culto divino (sacramentos e sacramentais, nem mais receber a Santíssima Eucaristia), pois está excomungado. A partir dessa decisão, o juiz instrutor iniciará os procedimentos para a demissão do estado clerical para enviar a Roma o procedimento penal para sua “demissão de estado clerical”.

Com esta declaração, a Diocese de Bauru entende colocar “um ponto final” nessa dolorosa história.

Rezemos para que o nosso Padroeiro Divino Espírito Santo, “que nos conduz”, ilumine o Pe. Roberto Francisco Daniel para que tenha a coragem da humildade em reconhecer que não é o dono da verdade e se reconcilie com a Igreja, que é “Mãe e Mestra”.

Bauru, 29 de abril de 2013.
Por especial mandado do Bispo Diocesano, assino os representantes do Conselho Presbiteral Diocesano.

Boatos sobre onda de demissões assombram operários no Porto do Açu



Acabo de ser informado que o dia de hoje está sendo de alta ansiedade no Porto do Açu, especialmente no canteiro de obras do estaleiro da OS(X). É que corre solto o boato de que um grande número de demissões vai ocorrer em duas empresas que prestam serviços para a OS(X), sendo a espanhola Acciona uma delas. Segundo a "rádio tamanco" poderá até haver uma parada total de atividades por um período mínimo de 15 dias para que as coisas sejam reordenadas.

E eu fico imaginando se o grupo da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campos dos Goytacazes que está, segundo a Folha da Manhã, no dia de hoje visitando o canteiro de obras do Porto do Açu poderá nos trazer informações mais precisas sobre essa assombrosa onda de demissões.  Aliás, eu teria a dizer ao pessoal da CDL: "great timing!".

Polícia Federal: Até 50 podem responder por fraudes ambientais


Esquema criminoso acelerava licenças ambientais no RS

Dezoito pessoas foram presas pela PF suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica

Polícia Federal concedeu coletiva durante a manhã para maiores esclarecimentos sobre a operação  Crédito: Vinícius Roratto

O esquema criminoso desarticulado na Operação Concutare, deflagrada pela Polícia Federal (PF) gaúcha nesta segunda-feira, envolvia empresários, consultores ambientais e servidores públicos. Após 10 meses de investigação, a PF identificou diversas quadrilhas que atuavam na aceleração da liberação de licenças ambientais no Rio Grande do Sul. Uma rede de corrupção aliciava funcionários públicos para que requisitos legais fossem desconsiderados. Os setores de construção civil e mineração foram alguns dos segmentos beneficiados com as fraudes.

Em coletiva concedida na sede da PF em Porto Alegre, o titular da Unidade de Repressão a Desvios de Recursos Públicos do órgão, delegado Thiago Machado Delabary, destacou um dos casos que chamaram a atenção dos agentes federais no curso da investigação, que teve início em junho de 2012. “Teve prazo que levou uma tarde. Isso, sem dúvida, é um recorde”, declarou.

O esquema funcionava de duas maneiras. A mais comum era empresários contratarem consultores da área ambiental que faziam a interlocução com servidores públicos corruptos em órgãos ambientais gaúchos. “Quando o empresário precisava de uma licença, ele procurava um despachante que fazia essa ponte com o servidor público corrupto”, explicou o titular da Delegacia da PF contra Crimes Ambientais, delegado Roger Cardoso. No entanto, alguns empresários contatavam diretamente servidores que atuavam na área ambiental há bastante tempo e eram conhecidos do empresariado.

Além de acelerar a obtenção de licenças, alguns requisitos legais, como a observância de todos os estudos de impacto ambiental, eram desconsiderados. “Quando o empresário contava com alguém de dentro do esquema, o prazo era bastante célere em relação aos prazos normais. Outro aspecto é quando a própria licença ambiental deixava de observar requisitos legais. Aí existe um favorecimento maior, uma vez que o dano ao meio ambiente ficava mais evidente”, contou Delabaray.

Propina

Conforme a PF, a rede de corrupção era sustentada via propina. “Não tinha um valor definido. Ia desde a entrega de presentes até milhares de reais: R$ 20 mil, R$ 70 mil”, explicou o delegado. “Nós observamos que algumas licenças só seriam emitidas se houvesse o pagamento dessas quantias em dinheiro. A agilização da licença pretendida pelo empresário devia estar acompanhada de valores e de uma militância dentro do órgão por parte desses intermediadores”, completou.

Segundo o superintendente da PF no Estado, delegado Sandro Moraes, os órgãos públicos não foram alvo da investigação. “A operação investigou alguns integrantes daqueles órgãos. Ao longo dos trabalhos, nós percebemos que tinham servidores que tentavam cumprir sua tarefa e faziam de tudo para evitar que as ilegalidades acontecessem”, ressaltou.

Operação Concutare

Cerca de 150 policiais federais participaram da Operação Concutare. Foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão temporária, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. As ordens judiciais foram executadas nos municípios gaúchos de Caçapava do Sul, Canoas, Caxias do Sul, Pelotas, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, São Luiz Gonzaga e Taquara, além de Florianópolis, em Santa Catarina. No total, 18 pessoas foram presas.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados já que o processo corre em segredo de Justiça. Porém, tanto o prefeito José Fortunati quanto o governador Tarso Genro afastaram seus secretários do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia (PMDB) e Carlos Niedersberg (PC do B), dos cargos. “O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, me avisou a respeito da prisão que seria realizada no início da manhã”, revelou Tarso em Israel, onde está a comitiva gaúcha que visita o Oriente Médio.

A primeira medida, segundo Fortunati, foi afastar o secretário Záchia do cargo. Cauteloso, porém, ele garante que não faz juízo de valor e quer contribuir com as investigações. “Sem fazer juízo de valor, mas afastei como tenho feito em todos os processos de onde surgiram dúvidas sobre a postura ou de secretários ou de outros servidores. Nós queremos colaborar de forma absoluta, isso é de interesse público, e é meu interesse como gestor da cidade”, esclareceu em entrevista à Rádio Guaíba.

Os investigados devem ser indiciados por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, além de crimes ambientais, conforme a participação individual de cada envolvido no esquema. 

O superintendente da PF informou ainda que está convocando peritos ambientais de todo o País para avaliar documentos e analisar supostos danos ambientais, especialmente em função da instalação de empreendimentos imobiliários em Porto Alegre e no Litoral Norte.