segunda-feira, 3 de junho de 2013

Anthony Garotinho levanta duas boas questões sobre as desventuras de Eike Batista


Como não é de deixar passar uma boa oportunidade de dar estocadas em seus desafetos, o deputado Anthony Garotinho usou hoje o espaço de seu blog pessoal para jogar pedra na Geni corporativa em que se transformou o Grupo EBX (

Mas nessa balada, Anthony Garotinho levantou duas excelentes questões que clamam por algum tipo de resposta. Vejamos:


"1) Mas quero chamar a atenção para dois fatos que ainda não foram devidamente abordados pela mídia. O primeiro é a reforma do Hotel Glória. Eike apanhou R$ 200 milhões com o BNDES, a juros mais que camaradas, dentro do programa de incentivo à criação de vagas na rede hoteleira visando a Copa do Mundo. Acontece que já foi noticiado que o Hotel Glória não fica pronto para a Copa. E o financiamento com o BNDES como é fica? 

2) Outra questão, essa que ninguém nunca tocou, diz respeito às centenas de desapropriações feitas pelo governador Sérgio Cabral no município de São João da Barra para Eike erguer o Complexo do Açu. Foram gastos milhões, famílias de produtores rurais foram praticamente expulsas de suas terras, e uma imensa área não vai servir para nada. O complexo que teria uma siderúrgica e dezenas de grandes empresas, agora se limita a um porto. Além disso existem os incentivos fiscais do governo estadual."

E agora o que terão a nos dizer acerca dessas duas questões bem práticas, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o (des) governador Sérgio Cabral?

Mais sobre a extinção da área de sustentabilidade do Grupo EBX

EBX extingue área de sustentabilidade

Foram demitidos em torno de 50 funcionários, incluindo pessoal da área de suprimentos, departamento jurídico e tesouraria

Irany Tereza e Mariana Durão, do

Brendan McDermid/Reuters
Uma fonte ligada ao grupo EBX, de Eike Batista, disse que a empresa antecipou uma reestruturação da área de sustentabilidade prevista para o ano de 2016

Rio de Janeiro - O grupo EBX, do empresário Eike Batista, extinguiu, há cerca de um mês, uma diretoria e um conselho de sustentabilidade, criados há três anos.
Foram demitidos em torno de 50 funcionários, incluindo pessoal da área de suprimentos, departamento jurídico e tesouraria. A diretoria de sustentabilidade, que chegou a ter 30 pessoas, iniciou o ano bem mais reduzida.

Procurada, a empresa não quis comentar o assunto. Integrante do conselho, formado por oito pessoas, o almirante Ibsen de Gusmão Câmara, que foi vice-chefe do Estado Maior das Forças Armadas, disse que foi comunicado da dissolução do grupo por telefone, pelo diretor da área, Paulo Monteiro, há pouco mais de um mês, dias depois de a decisão ter sido tomada.

O Conselho de Sustentabilidade, de caráter consultivo, reunia-se trimestralmente mas, segundo o almirante Câmara, não serviu para muita coisa na prática.

"Decidimos alguma coisa em termos de recomendação, mas nunca tivemos um retorno significativo. Na verdade, havia uma certa insegurança de como deveria funcionar o conselho, que era uma novidade para o grupo, e a coisa ficou um pouco imprecisa", disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

Uma fonte ligada ao grupo EBX disse que a empresa antecipou uma reestruturação da área de sustentabilidade prevista para o ano de 2016. O processo começou a ser desenhado no início do ano passado e previa a extinção da diretoria.

Os assuntos ligados ao tema seriam absorvidos por gerências executivas ou diretorias de sustentabilidade das próprias controladas. Desde o ano passado, os assuntos já vinham sendo transferidos a cada uma delas.

A decisão vem na esteira da redução de custos. A lógica é que, em lugar de novas contratações para as empresas X, realocaram o pessoal da diretoria de sustentabilidade da holding.

O diretor Paulo Monteiro, conforme informou a fonte, permanecerá como consultor mas sem contrato de exclusividade com o grupo. Monteiro ficou 13 anos com Eike, participou da fundação da MPX, onde foi diretor de Novos Negócios e Meio Ambiente, além de ter assumido cargos nos conselhos da OGX, LLX e OSX.

O almirante Gusmão Câmara disse não ter sido informado do motivo para a dissolução do conselho, mas desconfia que seja porque o grupo "passa por dificuldades financeiras". Cada conselheiro recebia cerca de R$ 8 mil por reunião. Para ele, a extinção trará prejuízos ao grupo.

"Seria importante (manter) porque, naturalmente, muitas atividades do grupo podem ser agressivas ao meio ambiente. Eles (os controladores) demonstraram, nesse período em que estivemos lá, que estavam um pouco por fora desse tipo de problema.

Seria útil para o grupo (manter o conselho) não só para sua atividade normal, mas também como uma demonstração pública de que estavam dando importância ao meio ambiente", disse. Eike Batista, segundo ele, participou de apenas uma reunião do conselho, desde a sua criação.

Ato político contra megaempreendimentos na ALERJ



Pelo que tudo indica, felizmente o pulso ainda pulsa! Pelo menos é isso que mostra o cartaz que convoca um ato contra os megaempreendimentos que estão sendo construídos no Rio de Janeiro.

Vai ser na próxima quinta-feira (06/06) a partir das 13 horas. O palco deste ato será a escadaria da ALERJ.


Ururau confirma: Sustentabilidade em risco e menos 50 funcionários da EBX no Superporto

Carlos Grevi/Vagner Basilio

Sindicato estima que mais de 1 mil pessoas foram dispensadas

O jornal Valor Econômico anunciou na tarde desta segunda-feira (03/06) que o Grupo EBX teria extinguindo sua diretoria de Sustentabilidade demitindo os mais de 50 funcionários ligados diretamente a área, inclusive Paulo Monteiro, então diretor do segmento, que perdera o cargo e estaria assumindo a condição de consultor do grupo.

Questionada, a companhia informou via assessoria de imprensa ao Valor Econômico que “não vai comentar” o assunto. Demais áreas como tesouraria, jurídico e suprimentos também sofreram cortes.

Já a OSX, também empresa do Grupo EBX, anunciou demissões recentemente, que acompanharam segundo a assessoria uma reformulação do plano de negócios da empresa.

A OSX, que constrói um estaleiro no Porto do Açu, em São João da Barra, informou em 8 de maio que dispensou cerca de 150 profissionais próprios, ligados diretamente às atividades do estaleiro (UCN Açu).

Mas notícias não oficiais dão conta de que cerca de 1000 funcionários ligados a empresas contratadas pelo Grupo EBX já teriam sido demitidos e a grande maioria, do nordeste brasileiro, retornando para suas cidades.

MINISTÉRIO DO TRABALHO NO PORTO

Uma equipe de fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) se alojou em meados de maio no Superporto do Açu para vistoriar denúncias contra direitos trabalhistas dos funcionários do complexo. A medida foi tomada após denúncias encaminhadas pelo Sindicato dos Trabalhados da Indústria e Construção Civil.

Entre as denúncias feitas estavam atraso no pagamento dos salários dos funcionários das empresas terceirizadas, que chegaram há três meses, trabalhadores alojados no Porto mas sem trabalhar, e uns sem mesmo saber onde fica o complexo. Ainda havia a denuncia de não cumprimento da convenção coletiva e até mesmo falta de pagamento do reajuste desde o mês de fevereiro.

No final de mês de maio, o Ministério Público do Trabalho (MPT) anunciou a instauração de uma representação para apurar como estavam sendo conduzidas as demissões por empresas que operam no Porto do Açu, com a condução da Procuradoria do Trabalho em Campos, apurando a possível falta de negociação prévia às dispensas.

As demissões estão concentradas nas obras do estaleiro da OSX, braço de construção naval da EBX, holding que reúne as empresas de Eike Batista.

Localizado dentro do Açu, o estaleiro empregava até o início de 2013, entre contratações diretas e indiretas, cerca de 3 mil pessoas em suas obras.


Nos últimos meses, porém, pelo menos 800 funcionários foram demitidos. A OSX confirma apenas a dispensa de 315 dos 575 contratados diretos. A companhia informou que "com o ajuste da equipe de colaboradores da OSX, serviços de apoio e terceirizados também passam por adequações".

A LLX, responsável pelo Complexo Industrial do Açu, informou que realizou apenas dispensas pontuais decorrentes do fim de etapas de construção. Ao todo, foram dispensadas 50 pessoas em 2013.

A decisão do MPT foi tomada a partir de informações prestadas pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário em Campos, em uma audiência realizada nesta segunda-feira (27/05). As empresas contratadas para tocar a obra foram convocadas, mas não compareceram.

O sindicato estima que mais de 1 mil pessoas foram dispensadas.


REDAÇÃO / JORNAL VALOR ECONÔMICO



É grave a crise! EBX acaba com diretoria de sustentabilidade e demite mais 50

Outras áreas, como tesouraria, jurídico e suprimentos, também sofreram cortes

Tatiana Vaz, de

FABIO MOTTA/Agência Estado
Eike Batista: mais de 300 já foram dispensados com reestruturação da OSX

São Paulo – As demissões não param de acontecer nas empresas de Eike Batista – e, desta vez, o corte foi o de uma diretoria inteira. Segundo informações do Valor Econômico, o grupo EBX teria demitido mais de 50 funcionários da área de Sustentabilidade, incluindo o diretor, Paulo Monteiro. 

A assessoria de imprensa da EBX não comenta a informação. 

Outras áreas, como tesouraria, jurídico e suprimentos, também sofreram cortes, bem como outras empresas do grupo. 

A OSX, responsável pela construção do estaleiro no Porto do Açu, em São João da Barra, passa por uma reestruturação e já demitiu mais de 300 funcionários diretos e indiretos. Os cortes seriam para reduzir gastos, adequar o quadro às necessidades de operação da companhia e focar em rentabilidade. 

Leitor do blog dá informes preciosos sobre a Cidade "X" e levanta questões importantes sobre atividades do Grupo EBX


Apesar deste blog não ter uma seção de comentários, os leitores que possui estão sempre trazendo informações preciosas sobre coisas que eu não tenho como saber. Esse é o caso do material abaixo que chegou no endereço eletrônico do blog no dia de hoje, e que traz informações importantes e que nos ajudam a entender alguns desdobramentos recentes que foram inclusive sinalizados no blog do Prof. Roberto Moraes (Aqui!).

Vamos então que este leitor nos informa:

1) o INEA publicou a instrução técnica para a elaboração do EIA/RIMA da Cidade "X".
2) Esta instrução técnica está disponível aos interessados em conhecê-la.
3) Desde já existem problemas causados pelo atraso da aprovação do novo Plano Diretor Municipal de São João da Barra.
4) A RE(X), empresa da franquia "X" estava tendo problemas para vender lotes dentro deste empreendimento mesmo antes da crise que assola o Complexo do Açu.

Diante de todos esses elementos é que se pergunta:  que mais angu existe debaixo desse caroço? Afinal, lançar a possibilidade de produção do EIA/RIMA da Cidade "X" em meio a uma crise tão profunda do projeto portuário-industrial do Açu?

Além disso, em face do que está dito pelo nosso leitor, que mais angu existe debaixo desse caroço? Mas uma coisa é certo: se eu fosse os agricultores do V Distrito que ainda resistem dentro de suas propriedades, eu colocaria a barba literalmente de molho, pois coisa boa para eles não deve estar vindo!

Finalmente saiu a instrução técnica do INEA para elaboração do EIA/RIMA para a Cidade X.


Instrução técnica está na página do INEA na área Instruções Técnicas para Críticas e Sugestões


O pior é que levou tanto tempo (o processo foi aberto em Abril de 2011) que a REX já estava com o EIA/RIMA quase todo pronto. Algo como 90% aguardando apenas a IT (que todos sabemos foi feita pelo técnicos do INEA junto com o pessoal da EBX para que não tivesse nenhuma surpresa).

Resta saber o que eles vão fazer já que sem a aprovação do novo Plano Diretor Municipal, parte do terreno destinado à Cidade X (Fazenda Pontinhas) é área rural e não permite esse tipo de construção (por que será que foi a REX quem pagou para o Jayme Lerner fazer o projeto da revisão do PDM?).


Até onde se sabe, o que eles pretendiam era lançar um empreendimento no lote chamado Fazenda Experimental (1o lote colado na Estrada do Cajueiro da Fazenda Pontinhas). Eles iriam lançar um pequeno empreendimento (o que também gerou dúvidas a quem teve acesso às informações sobre se isso não seria uma fragmentação do projeto da Cidade X apenas para fugir da necessidade de EIA/RIMA (chegou a ser aberto processo para licenciamento ambiental simplificado da Fazenda Experimental). Mas é preciso lembrar que mesmo antes da crise do Grupo EBX, a REX  já não estava conseguindo vender internamente seus projetos.


Marketing acadêmico. palestra sobre globalização, dependência e neoliberalismo na América Latina


Abaixo segue cartaz-convite para palestra a ser ministrada na Sala de Multimídia do Centro de Ciências do Homem pelo professor Carlos Eduardo Martins, chefe do Departamento de Ciência Política da UFRJ.

Na ocasião também será feito o lançamento do livro de autoria do Prof. Carlos Eduardo Martins que dá título à palestra em questão.

A entrada é franca e a presença está aberta a todos os interessados!


Sem palavras: índios e o agronegócio por Carlos Latuff


Rio de Janeiro: cidade à venda?


Por Raquel Rolnik

Depois de anunciar o projeto “Estação Patrocinada”, o Metrô Rio, concessionária que administra o metrô do Rio de Janeiro, teve que voltar atrás em seus planos de “vender” o nome das estações de metrô da cidade, que passaria a ser associado ao nome de empresas privadas. No dia 16 de maio, o governador Sérgio Cabral vetou a proposta, que, de acordo com a imprensa, havia sido idealizada pela empresa IMX, de Eike Batista. O site do Metrô Rio já tirou do ar todas as informações relativas ao projeto.

Em nota, a assessoria de imprensa da concessionária afirmou que “o projeto Estação Patrocinada não muda em absoluto o nome das estações, e sim permite a adoção comercial de cada uma. Destacamos que a receita acessória é revertida para o conforto dos usuários e ambientação das estações, conforme previsto no contrato de concessão.” A assessoria diz ainda que “os patrocinadores se comprometerão a oferecer serviços adicionais para os usuários nessas estações. [...] Desta forma, poderão surgir nas estações espaços de convivência, internet Wi-fi, ações culturais e exposições.” Parece que o que foi enterrado, portanto, foi apenas a possibilidade de associação do nome das empresas às estações.

Essa possibilidade de fato surpreendeu muita gente. Pelo visto, nem o governador aguentou. Vale a pena lembrar, porém, que desde o final de 2011, a SuperVia, concessionária privada que administra os trens suburbanos e o teleférico do Alemão, já deu início a uma iniciativa semelhante. Das seis estações do sistema, duas já tiveram seus nomes “vendidos”: Alemão-Kibon e Bonsucesso-Tim. Mas o fato é que estamos falando de coisa pública. Por serem administrados por concessionárias, o metrô, os trens e os teleféricos não são menos públicos. As concessionárias não são “donas” nem das estações, nem dos trens…

Catapultado pelo boom internacional de sua imagem, o Rio de Janeiro está passando por um intenso processo de transformações. Se por um lado o Brasil inteiro se alegra em ver a dinâmica positiva por que passa a cidade, com criação de empregos, geração de oportunidades e melhoria da autoestima dos cariocas, por outro, chega a ser assustador o sentido comercial e a selvageria privatizante dessas mudanças. Qual o limite da comercialização da cidade e de seus atributos? Até onde a publicidade pode tomar conta da cidade e se sobrepor aos agentes e processos que a constroem?

Depois do frenesi imobiliário (que tem expulsado muitos moradores da zona sul e do centro), depois de tantos recursos públicos transferidos para empresas privadas na PPP do Porto Maravilha, de remoções forçadas de favelas, da metáfora do processo em curso na cidade expressa no jogo Banco Imobiliário Cidade Olímpica (produzido pela Estrela com recursos da prefeitura), vender os nomes das estações de metrô pode até parecer normal… No limite, se a toada é esta, o próximo passo será vender os próprios cariocas?

Em tempo: Soube recentemente que a prefeitura do Rio teve que recolher as unidades do Banco Imobiliário distribuídas para as escolas públicas municipais e que o Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou um inquérito para investigar o contrato com a Estrela.

A CODIN, o MPE e as problemáticas desapropriações do Açu



Acabo de ler no blog do Prof. Roberto Moraes (Aqui!) que "nos bastidores aumentam os rumores de que o governo do estado, através da Codin, e agora, com apoio do Ministério Público Estadual (MPE) lançará todas forças para tomar as áreas desapropriadas para instalação do Distrito Industrial de SJB e do Corredor Logístico."

Se isto for mesmo verdade, e como bem assinala o Prof. Moraes, estaremos diante de uma situação bastante curiosa. Afinal, o Complexo do Açu está afundando em uma crise agônica junto com o conjunto do Grupo EBX que passa por um forte processo de desnacionalização. 

E, em meio a isso, aparecem rumores de que a CODIN e o MPE (!) vão atuar para acelerar as desapropriações? Por mais estranho que isso possa parecer, penso que dois fatos podem explicar essa situação:

1) Em maio ocorreu uma audiência pública da Ouvidoria Agrária Nacional cuja consequência mais concreta foi agendar uma específica para discutir os desmandos ocorrendo no V Distrito do Açu. Como nesse evento havia um promotor do MPE, essa informação deve ter gerado repercussões dentro da CODIN e do MPE.

2) Neste mês de junho deveremos ter uma audiência do Ministério Público Federal que irá analisar uma série de fatos envolvendo a construção do Complexo do Açu. Este fato também poderá trazer consequências graves para o andamento já atrasado das obras do Porto do Açu.  Em função disso, a aceleração das desapropriações faria parte de um cenário de fato acabado que deixaria o MPF sem objeto prático para essa audiência.

De toda forma, como bem levanta o Prof. Moraes as desapropriações no Açu continuam envoltas num grande mistério, e o cenário de aceleração de desapropriações em meio à falta de qualquer instalação objetiva de indústria nas áreas tomadas dos agricultores soa muito, mas muito estranho!