sábado, 3 de setembro de 2011

MAIS UMA DO AROEIRA SOBRE O BONDE DE SANTA TERESA


RESPOSTA REPÚDIO A CARTA DO REITOR DA UNEB, ENVIADA AO DIRETOR DO CAMPUS XVIII PARA QUE FOSSE LIDA NA AUDIENCIA DA VERACEL.



Eunápolis, 15 de agosto de 2001.
Nós, Estudantes da Universidade Estadual da Bahia (UNEB) que esta subscreve, vimos manifestar publicamente que não concordamos que o Reitor desta universidade, venha a público apoiar a ampliação dos plantios de eucalipto e fábrica de celulose da Veracel, porque:
A empresa Veracel Celulose vem causando grandes impactos para as comunidades rurais e urbanas ao concentrar mais de 200 mil hectares de tarras;
A empresa é acusada de invadir territórios tradicionais Pataxó;
Uso abusivo de agrotóxicos como Sulfuramida e Glofosato, comprovadamente danosos ao meio ambiente e as pessoas;
A empresa é acusada pela Justiça Federal, Estadual e do Trabalho por diversas ilegalidades e exploração dos trabalhadores;
Art. 225, § 1º, Inciso I da Constituição Federal Brasileira, todos tem direito ao meio ambiente Ecologicamente equilibrado, tendo-o como bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida de todos. Impondo ao poder publico e a coletividade a responsabilidade e o dever de defendê-lo e preservá-lo;
Ressaltamos ainda, que não concordamos que a Veracel Celulose venha estimular que o Estado da Bahia não cumpra com suas obrigações perante a sociedade, com isso cobramos da empresa que venha atuar na região com legalidade, perante sua presença que necessita de atuações frente ao seu compromisso para com a comunidade faltando cumprir com suas contrapartidas sociais, essa posição de cobrança não parte somente dos estudantes deste campus, mas também de entidades parceiras que compreende que é preciso cobrar, além do apoio do ministério publico como órgão fiscalizador que tem cumprido o seu papel. Desta forma é inaceitável a postura do reitor e do governo do estado da Bahia, em aceitar somente o espaço como forma de comodato o que retira a autonomia da universidade. Com isso é faz-se necessário a liberação definitiva do espaço para o CAMPUS UNIVERSITÁRIO e ou negociar definitivamente com a empresa o prédio onde está funcionando os cursos acima citados, ficando alunos e professores reféns da Veracel Celulose porque onde só dispõe o prédio em regime de comodato, onde em audiência publica ocorrida no dia 12 do mês e ano corrente afirmou que só viabiliza em regime de comodato por tempo indeterminado e usa esse argumento para manipular as opiniões e garantir apoios. Essa postura é inaceitável pois compreendemos a suma importância da universidade para a cidade e região e com estas limitação impedia a atuação eficaz para a pesquisa ensino e extensão, como podemos aceitar tal postura do Estado, onde em seus planos de meta para 2011, os seus planos para a educação seria de prioridade, refletimos então como tem sido esta prioridade dada pelo Estado.


DIRETÓRIO ACADÊMICO DE HISTÓRIA UNEB EUNÁPOLIS

LEIA ABAIXO A CÓPIA DA CARTA QUE REPUDIAMOS VEEMENTEMENTE, ENVIADA PELO SR Reitor PARA QUE FOSSE LIDA PELO DIRETOR NA AUDIÊNCIA da Veracel em Eunapolis. ( Por motivos que desconhecemos o diretor não leu a carta)



CARTA À COMUNIDADE EUNAPOLlTANA



A Universidade do Estado da Bahia (UNEB) é uma autarquia em regime especial, vinculada à Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Bahia, estruturada sob modelo multicampi de funcionamento, com sede em Salvador, capital do Estado e em 23 cidades do interior do Estado, a exemplo de Eunápolis, que abriga o campus XVIII, no qual está instalado o Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias, responsável pela oferta de 03 cursos regulares de graduação e 09 cursos junto ao Programa de Formação de Professores/MEC/CAPES - Plataforma Freire, totalizando 562 estudantes da região.

Nesta audiência pública, por intermédio do Diretor de referido Deparjamento, Professor Pedro Daniel dos Santos Souza, desejamos ressaltar o apoio que a Empresa Veracel Celulose S.A. tem concedido à comunidade da UNEB do campus XVIII, por meio da celebração de comodato, a partir de outubro de 2008, cujo objeto consiste na disponibilização do imóvel, incluindo o prédio sede das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Tal iniciativa da Veracel representa significativo papel social no âmbito do Território Extremo Sul.

Na oportunidade, registramos, ainda, que a mencionada empresa também tem apoiado projetos desenvolvidos pela UNEB na área de extensão, a exemplo do Congresso Internacional de Educação do Estado da Bahia (CIDEB), promovido por esta Instituição Universitária e a Elvento, em junho passado, com a participação de 1.500 pessoas, aproximadamente.

Ratificamos que investir na Veracel, significa trazer desenvolvimento e crescimento econômico para a região, mas vamos mais além, representa reconhecer o papel que esta grande empresa tem desempenhado no seu compromisso com a educação superior. Significa, sobretudo, consolidar o espaço físico que abriga a estrutura acadêmica da UNEB, a qual, certamente, será agraciada com a posse definitiva do espaço que hoje ocupa e com isso beneficia toda a população do território e do Estado.

Lourisval Valentim da Silva- Reitor

Reitor
ESPERANDO DILMA NA BIENAL


Bonde da covardia *Pronunciamento de Marcelo Freixo (PSOL-RJ)
“Eu, não podia ser diferente, venho fazer referência ao acidente dramático, lamentável, ocorrido no bondinho de Santa Tereza, que vitimou diversas pessoas.

Eu tenho um pequeno ponto de divergência com a fala anterior do Deputado Luiz Paulo. Na verdade, nem é uma divergência. O Deputado Luiz Paulo, de forma muito educada, diz que a diferença que existe em relação a outros sistemas de transportes que utilizam o bonde é a falta de investimento. Na verdade, eu acrescento, Deputado Luiz Paulo, um ponto a mais: além da falta de investimento, falta também vergonha na cara dos nossos governantes. Falta investimento e falta vergonha na cara, porque se tivesse um pouco de cada coisa, essa tragédia não teria ocorrido.

Eu quero ler algo que foi publicado no jornal Extra de hoje, uma sentença de 2009. Dois mil e nove!

(Lendo)

“Número 1 – cabe ao governo do Estado adotar todas as medidas necessárias para o funcionamento seguro do sistema de bondes de Santa Tereza; restaurarem, no prazo de 120 dias, o gradil sobre os Arcos da Lapa; restaurarem os bondes pendentes de reforma, no prazo de 60 dias, a contar da intimação da decisão, sob pena de multa diária de 50 mil reais”.

Essa sentença contra o Governo do Estado não foi cumprida porque o Governo recorreu, perdeu novamente, recorreu novamente, ou seja, a Justiça já havia dito que aquilo ali era previsível. Isso aqui foi antes da morte do francês, nos Arcos da Lapa e, evidentemente, antes do acidente desta semana, que vitimou tantas pessoas.

Pois bem, o Estado tem essa prática de não cumprir com suas obrigações mínimas e apelar, judicialmente, para que não cumpra os investimentos que deve, que a lei determina isso.

Mas o mais interessante é que os bondes de Santa Tereza são tombados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Nacional – Iphan. E mais do que isso: são extremamente úteis. Santa Tereza não admite, não consegue imaginar a sua vida sem os bondes, não só por uma questão turística, mas é um meio de transporte mais barato. É fundamental e aquela comunidade não abre mão de ter o bondinho de Santa Tereza funcionando em condições adequadas. Portanto, não é um investimento qualquer. Ele precisa ser feito com os investimentos que já existem.

O mais impressionante, Deputada Janira Rocha, é que já tivemos 14 milhões destinados à reforma dos bondes, dos quais 9,8 milhões foram repassados à TTRANS, para investirem em novos veículos e não reformar os antigos bondes. O mais curioso é que esse contrato com a TTRANS foi suspenso, por irregularidades, pelo Tribunal de Contas. Então, há dinheiro, não se faz o que deveria ser feito, e ainda investe em algo que o Tribunal de Contas diz que é ilegal. Ou seja, o que falta não é investimento; o que falta é vergonha na cara, é decência, é dignidade. É isso que falta a este governo e aos seus Secretários. Não é dinheiro. Dinheiro tem, mas sobra picaretagem. São 17 milhões do Banco Mundial, Deputada Janira Rocha; 17 milhões do Banco Mundial para reformar 14 bondes. Isso não foi feito.

Há verba. Há investimento. Eles investiram nos chamados pseudos bondes de VLTs, e os bondes antigos, que vitimaram essas pessoas, nesta semana, foram abandonados.

Há uma Ação Civil Pública do Ministério Público – e me estranha o Ministério Público não ter pedido a execução disso – que condena o Governo do Estado.

Por fim, tudo isso é inaceitável, Sr. Presidente, mas quero dizer que o mais inaceitável de tudo foi o Secretário Júlio Lopes – que parece sempre mais preocupado com seu penteado do que com a vida das pessoas – dizer que o único transporte que ele conhece é o transporte escolar, porque não entende nada de transportes. Foi um empresário da Educação colocado na pasta de Transportes, sei lá por que razão, talvez faça muito bem a razão pela qual o colocaram lá, que não é entender de transportes.

O mesmo Secretário Júlio Lopes, que, quando fala, mais parece um advogado de defesa das empresas privadas que investem no transporte do que alguém que representa o poder público como secretário. Foi o mesmo secretário que defendeu o fim das barcas de madrugada, alegando que não dava lucro para a empresa, como se fosse papel do secretário estar preocupado com o lucro da empresa e não com os usuários do transporte público. Foi esse mesmo cidadão, ao qual quero evitar adjetivos, para não quebrar decoro, que vem a público, primeiro, dizer frase dessa pessoa, digamos assim:

(Lendo)

“O Secretário de Transportes Júlio Lopes esteve em Santa Tereza ontem à noite e lamentou o acidente, que, segundo ele, ‘representa uma tragédia para o turismo da cidade’.”

(Conclui a leitura)

Ora, francamente! Fica calado que é melhor! Morre gente, morre criança, uma tragédia atrás da outra e ele está preocupado com o turismo da cidade! Esta é a primeira preocupação dele. É porque só pensa em dinheiro. É por isso que ele está na pasta do Transporte. É porque é um agente da Fetranspor, é o cara para fazer acordo – por isso que ele está lá. Não entende “chongas” de transporte e não tem nem respeito à vida humana!

É isso que tem que ser dito aqui. Não é falta de investimento, não! É falta de caráter! É isso que falta a este Governo: vergonha na cara.

Agora ele vem, de novo, a público, dizer que a culpa é do Sr. Nelson Correia da Silva, o motorneiro que faleceu no acidente. Sinceramente, o Secretário tem que lavar a boca com água sanitária antes de falar desse senhor. Esse senhor morreu tentando salvar a vida das pessoas. Ele podia ter pulado e não pulou. Ele estava trabalhando lá – coisa que o Secretário não sabe o que é fazer, desde criança, porque nunca trabalhou direito – ele morreu porque ficou no bonde até o final, tentando frear, tentando salvar, trabalhando naquelas péssimas condições que esse Secretário incompetente, idiota, fornece a essas pessoas. Por isso que esse senhor morreu! De forma covarde! De forma covarde, leviana! É um monstro, é um covarde! Vai colocar a culpa nessa pessoa, nesse trabalhador que morreu.

A família do motorneiro está chorando sua morte, indignada. O Secretário, de forma desrespeitosa, aviltante, no lugar de reconhecer que não fez o que deveria, no lugar de pedir demissão, de pedir desculpas, de ir para o inferno, de ir para onde quiser, coloca a responsabilidade nesse pobre coitado que morreu. Se não tem competência, tenha ao menos o mínimo de respeito a essa família.

É inaceitável, Sr. Presidente, é inaceitável que esse incompetente continue na pasta! Não dá! Não dá!

Espero que ele venha à audiência pública. Espero que venha aqui! E espero que a saída não seja, como ele adora: “Vamos privatizar, vamos fazer qualquer coisa”. Admita a responsabilidade! Peça demissão! Vai cuidar dos seus investimentos na Educação privada, o que fez durante sua vida inteira, porque de Transporte não entende nada! E a sua incompetência gerou a morte dessas pessoas.

Mas ao colocar a culpa na pessoa que morreu, tentando salvar a vida dos outros, ele extrapolou todos os limites possíveis. Não dá!

Obrigado”.

*Marcelo Freixo em pronunciamento no plenário do Alerj no dia 30/8/11.
A "GENEROSIDADE" DO GOVERNO CABRAL PARA COM AS GRANDES CORPORAÇÕES NÃO TÊM MESMO LIMITES. MAS CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO?


Odebrecht ganha a área do terminal do trem-bala

Governo do Rio cedeu o direito sobre a Estação Barão de Mauá (mais conhecida como Leopoldina) 

Até 2048, a construtora poderá explorar comercialmente o prédio e seu entorno, com quase 200 mil m2 



DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA


A Odebrecht ganhou do governo do Rio de Janeiro, sem custos, o direito de administrar até 2048 toda a área da Estação Barão de Mauá, onde está previsto o terminal do trem-bala na cidade.

O prazo pelo qual a Odebrecht tem o direito de explorar comercialmente um prédio da estação e seu entorno, que somam quase 200 mil metros quadrados, é quase o mesmo da concessão do trem de alta velocidade.

O projeto, orçado em R$ 38 bilhões, é a maior obra pública em gestação no país.

A exploração comercial das estações e áreas do entorno é considerada receita importante dentro do projeto do trem-bala brasileiro e, com frequência, em outros lugares do mundo.

Quem vencer o leilão terá que negociar com a Odebrecht para utilizar a área.

Pelo contrato com o governo do Rio, a Odebrecht pode "usar os bens (...) vinculados à concessão (...) para a realização de atividades correlatas ou que, de alguma forma, se prestem à obtenção de receitas alternativas ou complementares".

A Odebrecht não será dona do terreno e da estação, tendo que devolver ao governo, no fim da concessão, tudo o que for construído.

O metro quadrado de um terreno simples na região pode passar dos R$ 2.000, o que faria o terreno ser estimado em cerca de R$ 400 milhões.

Mas, para um arquiteto ouvido pela Folha, o valor é inestimável, pois fica entre três áreas que terão grandes investimentos.

A primeira é o Porto Maravilha, onde a prefeitura aprovou permissão para prédios de mais de 50 andares. Também fica próximo à Cidade Nova, onde já ocorre uma remodelação urbana, e do Maracanã, que terá seu entorno revitalizado para a Copa.

A empresa já reclamou das novas regras do trem-bala, que preveem que a companhia que construirá a linha não poderá ser sócia da que vai gerenciar as estações e a linha. O grupo quer participar das duas etapas.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/me0309201102.htm
 
O MST e a saúde dos  brasileiros

Por Emanuel Cancella



A única entidade de visibilidade nacional e internacional que faz campanha em defesa da saúde dos brasileiros, denunciando o uso indiscriminado de agrotóxicos e transgênicos, é o MST.

O Brasil já é o país que mais utiliza agrotóxicos, desde 2008. Ativistas ambientais e pesquisadores,como a professora Raquel Rigotto, do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, denunciam: além de contaminar a água, os agrotóxicos são responsáveis por diversos tipos de câncer e chegam até a provocar abortos.

Os transgênicos são ruins para os produtores e para os consumidores: os produtores serão obrigados a pagar pelas sementes; os consumidores correm alto risco, já que as pesquisas que estudam o efeitos desses alimentos em nossos organismos ainda não estão concluídas.

Os trabalhadores rurais ligados ao MST e à Via Campesina, através da Agricultura Familiar, praticam a agricultura orgânica sem o uso de agrotóxicos e transgênicos. A Agricultura Familiar é responsável pela maior parte dos alimentos produzidos no campo que vão para a mesa dos brasileiros.

É preciso que as entidades ligadas ao governo, o Ministério Público e os produtores rurais previnam a população sobre os riscos do uso de alimentos que utilizam agrotóxicos e transgênicos.

O filme "O veneno está na mesa", do cineasta Silvio Tendler, faz esse alerta. Além das campanhas que chamam atenção para os riscos provocados pelos cigarros, bebidas e drogas, também é preciso alertar a sociedade para o perigo dos agrotóxicos e transgênicos.

Se não querem proibir uso dos agrotóxicos e dos transgênicos, pelo menos alertem à população, nos rótulos dos alimentos e em campanhas publicitárias, sobre os riscos que se corre. Até quando vamos continuar agindo como se veneno não estivesse na mesa!

Fonte: Emanuel Cancella é diretor do Sindipetro-RJ/Agência Petroleira de Notícias
PODE NÃO APARECER NA MÍDIA, MAS OS BOMBEIROS CONTINUAM SUA LUTA

Uma das principais características da mídia capitalista é de que muita de sua influência é utilizada para estabelecer agendas que favoreçam a expansão do Capitalismo. Assim, aqueles elementos que reflitam a contra-corrente onde os trabalhadores se mobilizam para conseguir melhores salários e condições de trabalho dignas só ficam nas manchetes quando os enfrentamerntos são agudos. Do contrário, estes movimentos são ignorados e colocados como insignificantes. 

Felizmente a supremacia das idéias emanadas pelos donos da mídia burguesa já provocaram muitas surpresas desagradáveis para os seus aliados dentro do aparelho de Estado. Deste modo, de tempos em tempos se vê uma revolta que explode aparentemente do nada e sem razão alguma. Esse tipo de situação é causada por esta tendência da mídia burguesa de estabelecer agendas para nos oferecer as versões que mais lhe interessam da realidade. E não sou eu quem fala isto pela primeira vez, e certamente não serei o último.

Mas a situação reinante  em frente do Palácio Tiradentes no centro da cidade do Rio de Janeiro mostram diferentes ângulos do acampamento que os bombeiros fluminenses estão mantendo ali para pressionar os deputados da Assembléia Legislativa a se colocar do seu lado, e não do lado do governo de Sérgio Cabral.  Nessas imagens podem não estar as centenas de bombeiros que ali estavam faz pouco tempo. Por causa disto, a mídia burguesa não está dando a mínima cobertura para este evento que demonstra que os bombeiros continuam liderando a luta por melhores salários para os servidores fluminenses. Que ninguém se surpreenda se de uma hora para a outra, o conflito com o governo Cabral retomar com toda força. Parece ser apenas uma questão de tempo. 

E que depois o governador-turista não venha nos brindar com mais uma daquelas coletivas de imprensa (burguesa) onde distribui muitos adjetivos pejorativos contra diferentes categorias de servidores e nenhuma explicação aceitável sobre as causas da sua mobilização.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

AROEIRA E AS MÚLTIPLAS POSSIBILIDADES DOS OCUPANTES DOS TRILHOS DO BONDE DE SANTA TERESA!




ESSE SETEMBRO SERÁ DIFERENTE COM O GRITO DOS EXCLUÍDOS DE LUTA!



Sindicato mantém greve no Maracanã e manda operários para casa

Maria Clara Serra e Pedro Ivo Almeida
No Rio de Janeiro





A sexta-feira amanheceu tensa nos arredores do Maracanã, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Lutando por melhorias nas condições de trabalho das obras no estádio, cerca de mil operários se reuniram em frente ao portão 13 com caminhão de som e muita disposição para reivindicar. A paralisação continua e o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) marcou uma audiência de conciliação entre os trabalhadores e o Consórcio Maracanã 2014 para a próxima segunda, às 13h.

A manifestação desta manhã deu um nó no trânsito da Avenida Maracanã e cerca de sete viaturas da Polícia Militar, além de guardas municipais, fazem a contenção dos trabalhadores. Sobre o caminhão de som, o presidente do Sitraicp (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada), Nilson Duarte, mandou os trabalhadores para suas casas e garantiu que ninguém volta a trabalhar se as reivindicações não forem atendidas.

"Vamos dar a chance a quem é de direito que converse com a gente. Não adianta ceder às pressões públicas e continuar essa indignação. Temos que manter a paralisação. Só assim as condições de trabalho poderão melhorar. Vamos tomar como exemplo o caso do Mineirão. Estamos de braços cruzados até que os pedidos sejam atendidos. Não vamos recuar. A greve não é por acaso. Vamos lutar pelos nossos direitos", disse Nilson em discurso para os trabalhadores, se referindo a manifestação em Belo Horizonte, onde os operários do Mineirão pararam de trabalhar por cinco dias e, após audiência de conciliação, conseguiram aumento salarial e na cesta básica, participação nos lucros, plano de saúde e adicional de 100% para horas extras.

A greve no Maracanã começou na madrugada da última quinta. No final da tarde, o Consórcio Maracanã 2014, formado pelas empresas Odebrecht, Delta e Andrade Gutierrez, emitiu nota afirmando que a greve era abusiva:

"A nova paralisação ocorre 10 dias após o Consórcio chegar a um acordo com representantes dos trabalhadores. dessa forma, o Consórcio entende não haver motivo para o movimento e decidiu buscar a Justiça do Trabalho para que a paralisação seja declarada abusiva".

No acordo anterior, as empresas se comprometeram a aumentar o vale-refeição de R$ 110 para R$ 160 e dar plano de saúde aos trabalhadores, mas prometeram uma nova elevação na alimentação e a ampliação do plano para os familiares dentro de um período de três meses. Os operários reclamam agora da má qualidade da comida servida na obra e da falta de um profissional para auxiliar os trabalhadores. Eles querem o aumento do vale-refeição para R$ 180 e atendimento de saúde para os familiares imediatamente.