domingo, 2 de junho de 2013

Alerj terá audiência sobre CSA nesta 3a. feira. Quando teremos uma sobre o Porto do Açu Açu?


Nesta 3a. feira (04/06) a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro realizará uma audiência pública para discutir os impactos socioambientais causados pela Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA).

A questão agora é sobre quando teremos uma sobre o Porto do Açu, que é irmã gêmea do mal que reproduz os mesmíssimos problemas na região Norte Fluminense?

Recep Tayyip Erdogan, primeiro-ministro turco, culpa Twitter pela revolta na Praça Taksim


Recep Tayyip Erdogan é o principal aliado dos EUA na tentativa de derrubada do governo sírio, e vem há tempos denunciando o governo de Bashar Al-Assad e pedindo a sua saída da presidência síria. Por essa postura pró-ocidente, Erdogan é tratado a pão-de-ló pela OTAN. 


Agora pressionado por uma revolta tipo "Primavera Árabe" dentro do seu próprio país, eis que Erdogan vem usando os mesmos argumentos de Al-Assad para mandar a polícia atacar com ferocidade os manifestantes que se opõem à destruição de um parque para a construção de um shopping center no centro de Istambul. 

Mas Erdogan também compartilha outro ódio com Al-Assad, o ódio às redes sociais. Vejamos abaixo o que ele declarou hoje em um pronunciamento em cadeia nacional na Turquia (Aqui!).:

"There is now a menace which is called Twitter," "The best examples of lies can be found there. To me, social media is the worst menace to society."

Em bom português essa declaração significa?

"Agora existe uma ameaça que se chama "Twitter". "Os melhores exemplos de mentiras podem ser encontrados lá". Para mim, as redes sociais são a pior ameça à sociedade".

Bom, vamos ver agora se os norte-americanos e europeus vão também exigir a saída de Erdogan do governo turco! Afinal, ele parece tão ameaçador e contra a liberdade de expressão quanto Al-Assad. Ou será que o conceito de ditador só se aplica aos que contrariam os interesses das potências dominantes?

Merda humana: a cola que une (des) governos

Ao caminhar hoje em direção ao meu local de compras de hortaliças me deparei com um caminhão que drenava numa das ruas mais famosas da cidade de Campos da merda que teimava em brotar do asfalto. Ao passar por aquela cena, não pude deixar de me lembrar que a população de Búzios está indignada com um plano do (des) governo de Sérgio Cabral que pretende despejar ali todo o esgoto (in natura!) que é produzido nas cidades que compõem a região dos Lagos.

Ai é que me vem à mente: a merda é um elemento unificador de (des) governos que tentamse diferenciar em quase tudo, mas que terminam sendo a mesma.....




Nota de Esclarecimento dos atingidos pelo Projeto Minas-Rio em Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas

O conflito envolvendo a mineradora Anglo American, o governo estadual de Minas Gerais e atingidos pelo Projeto Minas-Rio começou com um acordo palaciano, sem a devida consideração sobre os impactos ao povo, ao meio ambiente e às tradições culturais da região de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, no Médio Espinhaço de Minas Gerais.

"O deputado Alberto Pinto Coelho, presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, o governador Aécio Neves e o chairman e presidente da MMX, Eike Batista, no lançamento recente do Projeto Minas-Rio, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte"

Foto publicada no jornal Mato Dentro por dentro – Ago/2007

As consequências deste desleixo e das maquinações especulativas de Eike Batista (primeiro titular da concessão minerária) e seus consortes políticos em Minas são bem conhecidas da imprensa, do Ministério Público, das delegacias e batalhões de polícia locais, da Bolsa de Valores e das vítimas mais prejudicadas da região.

O site Notícias da Mineração publicou em 16/05/2013 que o governador de Minas Gerais Antônio Augusto Anastasia declarou que os “problemas de atrasos de licenciamento enfrentados” pela mineradora Anglo American “estão resolvidos”. A afirmação ocorreu em Nova York, durante evento para investidores e líderes empresariais promovido pelas agências Bloomberg e McKinsey & Company, e Anastasia teria encontro em Londres, na última semana, com Mark Cutifani, dirigente global (CEO) da Anglo American [informação não divulgada pelo governo].

Os Atingidos pela Anglo American em Alvorada de Minas, Conceição do Mato Dentro e região esclarecem que, ao fazer tal declaração, o governador mostra desconhecimento sobre as denúncias recentes, publicadas em jornais, compartilhadas em reuniões de conselhos ambientais do Estado, audiências públicas dos Ministérios Públicos Estadual e Federal (MPE e MPF), bem como aquelas trazidas pelas comunidades atingidas pelo Projeto Minas-Rio na Audiência Pública realizada na17ª Reunião Extraordinária da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no último dia 6 de maio de 2013. Nesta audiência, foram apresentados fatos graves, de violações de direitos humanos e ambientais, bem como do não cumprimento de condicionantes do licenciamento estadual pela mineradora(confira aqui as Notas Taquigráficas, e os registros audiovisuais de alguns depoimentos no youtube[1]).

As declarações do governador Anastasia também sugerem que ele ignora que a direção da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de seu governo, bem como a Superintendência Regional de Meio Ambiente do Jequitinhonha (Supram Jequitinhonha/Sisema) vem protelando a discussão de um diagnóstico independente concluído em 2011, determinado pela própria Unidade Regional Colegiada do Conselho Estadual de Política Ambiental no Jequitinhonha (URC Copam Jequitinhonha). O diagnóstico demonstra que os Estudos de Impacto Ambiental (EIA) que fundamentaram o licenciamento do Projeto Minas-Rio subestimaram o alcance dos respectivos impactos socioambientais na região de Alvorada de Minas e Conceição do Mato Dentro, assim reduzindo radicalmente o universo dos atingidos pelo empreendimento. A insistência do Estado em mais uma vez protelar a análise deste trabalho pelo colegiado que determinou sua realização mereceu uma Moção de Repúdio da URC Copam Jequitinhonha e motivou a Recomendação 01/2013 do Ministério Público Estadual, para que o governo paute o assunto na URC e não concorra mais para o prejuízo da população afetada pela Anglo American.

Em 1º de abril (sic), dirigentes da Anglo American informaram à imprensa que de 90 a 93% das licenças ambientais do Projeto Minas-Rio estavam solucionadas – notícias publicadas nos sites da revista Exame e dos jornais O Globo e Estado de Minas, entre outros. Os dirigentes da Unidade Minério de Ferro Brasil, da Anglo American, também informaram que “os pedidos das licenças de operação serão feitos em outubro [de 2013] para que não haja mais impactos sobre o cronograma”. Partem contudo de uma avaliação dos resultados totalmente diversa da realidade. Quer dizer, ou os dirigentes maiores do Governo de Minas e da Anglo American não estão agindo com honestidade ou não estão informados por suas equipes sobre o que realmente se passa em relação ao Minas-Rio.

Fazemos nesta oportunidade o favor de repassar-lhes a seguinte avaliação, feita no último dia 18 de abril, pela Superintendente de Meio Ambiente da Regional Jequitinhonha do Sisema (Sistema Estadual de Meio Ambiente), em reunião da Rede de Acompanhamento Socioambiental (Reasa) organizada pela Coordenadoria de Mobilização e Inclusão Social do Ministério Público Estadual (Cimos/MPE). Admitiu a senhora Eliana Machado, aos atingidos pelo Projeto Minas-Rio presentes à reunião, a existência de um total de 341 condicionantes do empreendimento (desde a Licença Prévia/LP até a Licença de Instalação-Fase 2/LI-2) – e que, destas 341 condicionantes,

“162 estão assim, ... ou em análise ou dependendo de análise. Se o secretário do Meio Ambiente, Dr. Adriano, chegar hoje e me perguntar: ‘- Eliana, quais são as condicionantes que estão cumpridas e quais estão descumpridas’ - eu não tenho esta resposta.”

Mais do que isso, a superintendente da Supram Jequitinhonha reconhece que, atualmente, os atingidos “estão muitos mais atualizados com relação ao empreendimento [do] que a própria Supram”. Isso, por ser também obrigada a constatar que a Supram já “não tem memória”, isto é, não conta mais com“praticamente nenhuma das pessoas que participaram da análise deste processo” (nas fases de análise do EIA/RIMA , para a LP e LI, fases 1 e 2).

Por sua vez, a Anglo American não desconhece os problemas externados nas reuniões da URC Jequitinhonha, desde 2008, como nos vários encontros e audiências públicas mensais de que tem participado, desde abril de 2012, nos municípios de Alvorada de Minas e Conceição do Mato Dentro – cujas atas estão disponíveis no sitehttp://blogs.mp.mg.gov.br/cimos/reasa/. Além disso, a mineradora tem conhecimento de que, além de alguns acordos e Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) já celebrados com o Ministério Público, vários inquéritos civis continuam tramitando no MPE, por ilegalidades e denúncias de crimes ambientais e sociais cometidos pela empresa.

Os problemas do Projeto Minas-Rio têm origem em erros de avaliação da própria empresa, mas também são causados pela precipitação e miopia da administração estadual – possivelmente instigada por interesses eleitorais –, quanto à extensão e insuportabilidade dos impactos sociais e ambientais da mineração no estado.

Fazendo coro a esta constatação, nos últimos dias, uma articulação governista emergiu para enfrentar a crescente indignação social com relação ao modus operandigovernamental e empresarial associados ao Projeto Minas-Rio. O vice-governador de Minas Gerais Alberto Pinto Coelho (pré-candidato ao governo do Estado na eleição de 2014) e o desembargador Herbert Carneiro, presidente da Associação Mineira dos Magistrados, uniram forças, com o “de acordo” do prefeito de Conceição do Mato Dentro, para a criação de um Conselho de Desenvolvimento Econômico daquela cidade, composto essencialmente pela tradicional oligarquia municipal.

Ora, nestes últimos cinco anos, os autoproclamados beneméritos conceicionenses nunca se apresentaram para defender aqueles seus conterrâneos atingidos pelas arbitrariedades de uma empresa e as deliberadas vistas grossas da administração pública estadual, não raramente abençoadas pela segunda instância da Justiça Estadual. Com este ensaio ou pacto de “elites” em torno de um “desenvolvimento” apelidado de “sustentável”, têm suas excelências a dignidade de finalmente assumir que representantes do Poder Judiciário formam com o Executivo do Estado e meia dúzia de representantes de cartórios, mineradoras e empresas fornecedoras de equipamentos pesados para a mineração um só corpo e pensamento, para legitimarem o rolo compressor da Anglo American, e, brevemente, da Vale S.A. e da estreante mineradora Manabi sobre o povo mais simples e a região que dizem “defender”.

Em outubro de 2012, pouco antes de renunciar à direção da Anglo American, a geóloga norte-americana Cynthia Carroll afirmava que o “baixo custo da logística” era fator essencial para a competividade do Projeto Minas-Rio. Em abril de 2013, o diretor de Minério de Ferro da Anglo American no Brasil, Paulo Castellari Porchia afirmou que “a garantia de sucesso do empreendimento (...) está no baixo custo de produção de um minério de qualidade” – e que este é “um projeto muito bem posicionado na curva de custos” (matérias de Marta Vieira e Zulmira Furbino, no jornal Estado de Minas: 26/10/2012 e 02/04/2013).

Percebe-se que mesmo com todos os problemas e atrasos, os mais altos dirigentes da mineradora estimam um alto retorno com o Minas-Rio. Se, ao invés de ficar buscando subterfúgios e interpretações legais diversos dos princípios que regem o ordenamento jurídico vigente, se não insistisse em justificar e enrolar por tanto tempo as graves omissões do EIA e estudos complementares, se reconhecesse e demonstrasse estar tomando as providências objetivas para solucionar os impactos e danos ambientais que está causando, e se a Anglo American, fundamentalmente, e seus amigos no Estado agissem com menos truculência e mais zelo pelo bem comum, se teria evitado boa parte dos problemas atuais que estão enfrentando – por total desconhecimento e desrespeito aos movimentos sociais e suas lideranças, e pela absoluta intransigência pela perpetuação de um modelo de mineração que está com os dias contados, e que só se sustenta pelo uso da violência, da improbidade administrativa e da afronta às leis e à Constituição.

Os problemas decorrentes da ignorância dos tomadores de decisão corporativos e governamentais recrudescerão enquanto os mesmos ignorarem a crise de legitimidade institucional e política por que passa o Brasil, que a sociedade está à frente deles e o presente caso não será resolvido, sem revisão de posturas e com base em acordos de coronéis.


Bacia do Rio Santo Antônio, Serra do Espinhaço Meridional, Minas Gerais/BR,
27 de maio de 2013.


Atingidos pelo Projeto Minas-Rio/Anglo American e também atingidos pelo Governo do Estado de Minas Gerais


Debate na ALERJ desnuda o (des) governo de Sérgio Cabral



O vídeo abaixo mostra um intercâmbio de discursos entre os deputados André Corrêa (líder do (des) governo de Sérgio Cabral) e Marcelo Freixo (PSOL). Vale a pena ver, pois a propaganda enganosa do (des) governo Sérgio Cabral fica mais do que destrinchada a partir do que seus defensores adoram, números e estatísticas!


Eike Batista é destaque em lista da Revista Exame, mas não por motivos desejados

A Revista Exame acaba de publicar uma lista dos 13 "figurões" que estiveram em destaque no mundo dos negócios no mês de Maio. Eike Batista encabeça a lista, mas não pelos motivos que ele e seus fãs (Eiketes ou Eike boys) aqui na planície Goytacá devem apreciar!

                                   FABIO MOTTA/Agência Estado


Eike Batista

São Paulo - O bilionário que não saiu dos holofotes em maio foi Eike Batista e as razões foram diversas. No mês, as companhias do grupo EBX apresentaram seus resultados financeiros e os números não foram muito positivos.

A OGX, por exemplo, acumulou perdas de 804,6 milhões de reais, valor cinco vezes maior ao de um ano atrás. A petrolífera também vendeu 40% do campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campo, no Rio de Janeiro, para a Petronas, da Malásia.

A OSX, por sua vez, acabou demitindo cerca de 800 trabalhadores diretos e indiretos, fato que será investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). 

Istambul e Porto Alegre: a defesa das árvores no foco dos conflitos

É provável que nem mesmo o mais utópico dos pensadores urbanos tenham vislumbrado o poder das árvores como aglutinadores da revolta contra os aspectos mais predatórios do Capitalismo. Mas é justamente o que está acontecendo nas ruas de Istambul e Porto Alegre, onde a juventude turca e gaúcha defendem as árvores contra os planos de reestruturação capitalista que pretendem auferir bilhões ao custo da qualidade ambiental das cidades.

E o interessante é que os escudos, bombas e algemas parecem ter sido fabricados sob o encomenda da mesma fábrica! Esta é a globalização da repressão em todo o seu esplendor. 

Mas esplendor que se quer mesmo só o das árvores! Longa vida à resistência contra os seus inimigos!








A banalidade do "Não seja mau", artigo de Julian Assange


O artigo abaixo, de autoria de Julian Assange, fundador do Wikileaks é mais extraordinário não pelo conteúdo, que por si só já seria merecedor do uso do Google Tradutor para quem não domina a língua inglesa, mas pelo fato de ter sido publicado no "The New York Times". 

Por seu conteúdo de denúncia da internet mais como um instrumento de opressão do que de libertação, este material já é importante. Mas a mensagem aqui parece ser uma adicional, e parte dos donos do maior jornal dos EUA. É que confrontados pela intrusão dos órgãos de segurança contra o que se convenciona chamar de liberdade de expressão (expresso principalmente nas escutas realizadas contra jornalistas da Associated Press), o The New York Times resolveu dar voz justamente a Assange que é visto como o símbolo maior de uma força de resistência contra a transformação da internet naquilo que ela já é, qual seja, um elemento de controle social extremamente poderoso a partir da centralização da informação.

A partir da leitura desse artigo eu já posso dizer que ninguém me verá usado o tal óculos que a Google está vendendo sabe-se lá com qual finalidade prática. De quebra, o aviso final da peça do artigo de Assange deveria guiar a todos que se valem da internet para quaisquer objetivos: conheça o seu inimigo! 


The Banality of ‘Don’t Be Evil’

Matt Rota
By JULIAN ASSANGE


“The New Digital Age” is a startlingly clear and provocative blueprint for technocratic imperialism, from two of its leading witch doctors, Eric Schmidt and Jared Cohen, who construct a new idiom for United States global power in the 21st century. This idiom reflects the ever closer union between the State Department and Silicon Valley, as personified by Mr. Schmidt, the executive chairman of Google, and Mr. Cohen, a former adviser to Condoleezza Rice and Hillary Clinton who is now director of Google Ideas.

The authors met in occupied Baghdad in 2009, when the book was conceived. Strolling among the ruins, the two became excited that consumer technology was transforming a society flattened by United States military occupation. They decided the tech industry could be a powerful agent of American foreign policy.

The book proselytizes the role of technology in reshaping the world’s people and nations into likenesses of the world’s dominant superpower, whether they want to be reshaped or not. The prose is terse, the argument confident and the wisdom — banal. But this isn’t a book designed to be read. It is a major declaration designed to foster alliances.

“The New Digital Age” is, beyond anything else, an attempt by Google to position itself as America’s geopolitical visionary — the one company that can answer the question “Where should America go?” It is not surprising that a respectable cast of the world’s most famous warmongers has been trotted out to give its stamp of approval to this enticement to Western soft power. The acknowledgments give pride of place to Henry Kissinger, who along with Tony Blair and the former C.I.A. director Michael Hayden provided advance praise for the book.

In the book the authors happily take up the white geek’s burden. A liberal sprinkling of convenient, hypothetical dark-skinned worthies appear: Congolese fisherwomen, graphic designers in Botswana, anticorruption activists in San Salvador and illiterate Masai cattle herders in the Serengeti are all obediently summoned to demonstrate the progressive properties of Google phones jacked into the informational supply chain of the Western empire.

The authors offer an expertly banalized version of tomorrow’s world: the gadgetry of decades hence is predicted to be much like what we have right now — only cooler. “Progress” is driven by the inexorable spread of American consumer technology over the surface of the earth. Already, every day, another million or so Google-run mobile devices are activated. Google will interpose itself, and hence the United States government, between the communications of every human being not in China (naughty China). Commodities just become more marvelous; young, urban professionals sleep, work and shop with greater ease and comfort; democracy is insidiously subverted by technologies of surveillance, and control is enthusiastically rebranded as “participation”; and our present world order of systematized domination, intimidation and oppression continues, unmentioned, unafflicted or only faintly perturbed.

The authors are sour about the Egyptian triumph of 2011. They dismiss the Egyptian youth witheringly, claiming that “the mix of activism and arrogance in young people is universal.” Digitally inspired mobs mean revolutions will be “easier to start” but “harder to finish.” Because of the absence of strong leaders, the result, or so Mr. Kissinger tells the authors, will be coalition governments that descend into autocracies. They say there will be “no more springs” (but China is on the ropes).

The authors fantasize about the future of “well resourced” revolutionary groups. A new “crop of consultants” will “use data to build and fine-tune a political figure.”

“His” speeches (the future isn’t all that different) and writing will be fed “through complex feature-extraction and trend-analysis software suites” while “mapping his brain function,” and other “sophisticated diagnostics” will be used to “assess the weak parts of his political repertoire.”

The book mirrors State Department institutional taboos and obsessions. It avoids meaningful criticism of Israel and Saudi Arabia. It pretends, quite extraordinarily, that the Latin American sovereignty movement, which has liberated so many from United States-backed plutocracies and dictatorships over the last 30 years, never happened. Referring instead to the region’s “aging leaders,” the book can’t see Latin America for Cuba. And, of course, the book frets theatrically over Washington’s favorite boogeymen: North Korea and Iran.

Google, which started out as an expression of independent Californian graduate student culture — a decent, humane and playful culture — has, as it encountered the big, bad world, thrown its lot in with traditional Washington power elements, from the State Department to the National Security Agency.

Despite accounting for an infinitesimal fraction of violent deaths globally, terrorism is a favorite brand in United States policy circles. This is a fetish that must also be catered to, and so “The Future of Terrorism” gets a whole chapter. The future of terrorism, we learn, is cyberterrorism. A session of indulgent scaremongering follows, including a breathless disaster-movie scenario, wherein cyberterrorists take control of American air-traffic control systems and send planes crashing into buildings, shutting down power grids and launching nuclear weapons. The authors then tar activists who engage in digital sit-ins with the same brush.

I have a very different perspective. The advance of information technology epitomized by Google heralds the death of privacy for most people and shifts the world toward authoritarianism. This is the principal thesis in my book, “Cypherpunks.” But while Mr. Schmidt and Mr. Cohen tell us that the death of privacy will aid governments in “repressive autocracies” in “targeting their citizens,” they also say governments in “open” democracies will see it as “a gift” enabling them to “better respond to citizen and customer concerns.” In reality, the erosion of individual privacy in the West and the attendant centralization of power make abuses inevitable, moving the “good” societies closer to the “bad” ones.

The section on “repressive autocracies” describes, disapprovingly, various repressive surveillance measures: legislation to insert back doors into software to enable spying on citizens, monitoring of social networks and the collection of intelligence on entire populations. All of these are already in widespread use in the United States. In fact, some of those measures — like the push to require every social-network profile to be linked to a real name — were spearheaded by Google itself.

THE writing is on the wall, but the authors cannot see it. They borrow from William Dobson the idea that the media, in an autocracy, “allows for an opposition press as long as regime opponents understand where the unspoken limits are.” But these trends are beginning to emerge in the United States. No one doubts the chilling effects of the investigations into The Associated Press and Fox’s James Rosen. But there has been little analysis of Google’s role in complying with the Rosen subpoena. I have personal experience of these trends.

The Department of Justice admitted in March that it was in its third year of a continuing criminal investigation of WikiLeaks. Court testimony states that its targets include “the founders, owners, or managers of WikiLeaks.” One alleged source, Bradley Manning, faces a 12-week trial beginning tomorrow, with 24 prosecution witnesses expected to testify in secret.

This book is a balefully seminal work in which neither author has the language to see, much less to express, the titanic centralizing evil they are constructing. “What Lockheed Martin was to the 20th century,” they tell us, “technology and cybersecurity companies will be to the 21st.” Without even understanding how, they have updated and seamlessly implemented George Orwell’s prophecy. If you want a vision of the future, imagine Washington-backed Google Glasses strapped onto vacant human faces — forever. Zealots of the cult of consumer technology will find little to inspire them here, not that they ever seem to need it. But this is essential reading for anyone caught up in the struggle for the future, in view of one simple imperative: Know your enemy.


sábado, 1 de junho de 2013

Defensores de árvores e tropa de choque se enfrentam em Porto Alegre

A indignação de muitos residentes da cidade de Porto Alegre contra a derrubada de milhares de árvores supostamente para atender demandas de acessibilidade durante a Copa do Mundo está causando seguidos enfrentamentos onde o uso de força excessiva vem se tornando uma marca registrada.

Mas essa repressão toda não parece estar amedrontando os defensores de um modelo de cidade que privilegia o verde em vez dos automóveis. Aliás, que herança maldita a Copa do Mundo deixará em todas as cidades-sede no Brasil!





Jornal “O Perú Molhado” mostra em foto o cheiro do que Cabral quer fazer

Projeto que tramitou na Alerj em regime de urgência transforma Búzios numa verdadeira privada 

Jornal do Brasil

A população de Búzios está revoltada com a possibilidade do balneário se transformar numa latrina gigante por conta do projeto de lei aprovado na semana passada na Assembleia Legislativa em regime de urgência, que libera R$ 11,5 milhões para a transposição dos efluentes das estações de tratamento de esgoto de Araruama, São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande para o Rio Una, que deságua na Praia Rasa, em Búzios. O Governo do Estado, além de não resolver o problema de saneamento da Lagoa de Araruama, que recebe a maior parte do esgoto da Região dos Lagos e por isso vem morrendo ao longo dos anos, quer agora desviar para Búzios todo esse esgoto.

Governador e vice sentem o cheiro do que estão fazendo com Búzios

O projeto aprovado estranhamente às pressas, sem praticamente ouvir a população do Município, vai à sanção de Cabral que poderá dar o golpe fatal num dos locais mais bonitos e famosos do Estado. A única audiência pública realizada para discussão do projeto foi feita após sua aprovação. “É destruir três praias e recuperar meia. Esse projeto de lei vai realmente destruir parte de Búzios”, define a presidente da ONG Ativa Búzios, Monica Werkhauser. A moradora conta que a população está se mobilizando para sensibilizar os parlamentares a votarem contra o projeto. “Queremos evitar que Búzios vire o pinico da Região dos Lagos”, diz ela. Uma petição pública foi feita e um protesto está marcado na cidade para o próximo dia 5 – Dia Internacional do Meio Ambiente.


Os recursos para a obra serão administrados pela Prolagos - concessionária responsável pelo serviço de saneamento e abastecimento de água da Região dos Lagos – na execução da obra. A concessionária explica em seu site que quando chove muito e por um período prolongado, as comportas são abertas evitando inundações. O sistema de abertura das comportas é automatizado e abre quando a água represada atinge um nível pré-estabelecido. Quando isso acontece, o esgoto também vaza para o meio ambiente. A Prolagos afirma que quando isso ocorre, os detritos já estão suficientemente diluídos pela água da chuva, sem prejuízo para a natureza.

“Mais absurdo é dizer que este despejo não faria nenhum mal ao meio ambiente, pois já estaria diluído. Como se a água pudesse diluir microorganismos muito nocivos à saúde humana”, afirma o biólogo e morador de Búzios, Carlos Simas. Segundo ele, o modelo de tratamento utilizado pela Prolagos é totalmente ineficiente e será um verdadeiro desastre para o Município.