segunda-feira, 4 de março de 2013

A paralisação da reforma agrária aumenta a violência no campo brasileiro




A matéria abaixo publicada hoje pelo Jornal O GLOBO trata da questão do aumento de mortes por conflitos no campo no Brasil. O que a matéria não aponta é que na origem dessa violência está a efetiva paralisação do programa de reforma agrária que contribuiu, entre outras coisas, para o aumento da violência já que diante da inércia do governo Dilma aparecem todo tipo de aventureiros querendo tirar proveito da situação.

E isso é o mais trágico, pois passado mais de um mês das mortes de Cícero Guedes e Regina dos Santos Pinho, os assassinos continuem soltos, enquanto os assentados e acampados seguem na sua sina de abandono por parte do Estado.

Pelo menos essa matéria acabou com a conversa fiada de que não há conflito agrário em Campos. Os defensores do latifúndio vão ter que inventar outra estória! 


Número de mortes em conflitos por terras cresce 10,3% em todo o país entre 2011 e 2012

No ano passado, foram 32 líderes locais assassinados


GUSTAVO URIBE
Crime. Líder do MST é assassinado em Campos, em janeiro: dez tiros fizeram mais uma vítima da disputa por terras no Brasil. Onze dias houve outra morte na mesma região Mauro de Souza / site Ururau / 26-01-2013


SÃO PAULO — A tensão causada pela disputa por terras tem se agravado e elevado o número de mortos em conflitos agrários no Brasil. No ano passado, o total de líderes locais assassinados, entre sem-terra, indígenas e pescadores, cresceu 10,3% em relação a 2011, subindo de 29 para 32. As mortes aconteceram, em sua maioria, no Pará e em Rondônia, estados onde os conflitos por terras e as disputas em torno da exploração ilegal de madeira têm recrudescido nos últimos anos. Os dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) mostram que o Rio de Janeiro, onde a média de mortes era de uma por ano, contabilizou quatro no ano passado, maior patamar desde 1999, quando foram assassinadas cinco pessoas. No país, de 2000 a 2012, a violência causada por conflitos agrários provocou 458 mortes.

Uma das últimas vítimas foi um dos dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em Campos dos Goytacazes (RJ), Cícero Guedes dos Santos, de 49 anos, assassinado com dez tiros, em janeiro, em uma estrada de terra do município. A Polícia Civil apura o envolvimento no crime de um homem que pretendia assumir a liderança de um assentamento na Usina Cambahyba, invadida em 2012. Em fevereiro, 11 dias após a morte do sem-terra, o corpo da produtora rural Regina dos Santos Pinha, de 56 anos, foi encontrado no assentamento Zumbi dos Palmares, também em Campos dos Goytacazes (RJ).

— Na Usina Cambahyba, o mandante do assassinato foi identificado e, segundo as investigações, é um ex-empregado da fazenda que queria exercer influência no acampamento dos trabalhadores. Como sua influência não foi aceita, ele acabou matando o dirigente. Em relação à outra morte, ainda não foi identificada a motivação do assassinato, explicou o ouvidor agrário nacional do Ministério do Desenvolvimento Agrário, desembargador Gercino José da Silva Filho.

Em novembro ocorreu o maior número de mortes no campo em 2012. Ao todo, sete pessoas foram assassinadas, quase metade delas no Pará. O estado, que costuma registrar o maior número de mortes em conflitos no campo, apresentou queda no total de assassinatos: de 12, em 2011, para 6, em 2012. Em Rondônia, por sua vez, a violência aumentou: de 2, em 2011, para 7, em 2012. O aumento deveu-se sobretudo à disputa entre madeireiros na área de divisa do estado com o Acre e o Amazonas, região que tem sido palco de episódios de violência nos últimos anos. O avanço recente da ocupação de terras no local também é apontado como fator responsável pela grande incidência de conflitos.

— Os conflitos continuam e a violência aumenta não tanto pela ação estatal, como se via há muito tempo, mas agora pela iniciativa privada de pistoleiros, jagunços e até de empresas contratadas para fazerem esse tipo de violência — observou Isolete Wichinieski, da coordenação nacional da CPT.

Ano passado, conflitos em áreas indígenas deixaram sete mortos, a maioria no Maranhão. Em Mato Grosso do Sul, em fevereiro deste ano, um índio guarani-caiová, de 15 anos, foi morto na cidade de Caarapó, crime que teve repercussão internacional. Denilson Barbosa foi assassinado pelo fazendeiro Orlando Gonçalves Carneiro, que confessou o crime um dia após o assassinato. Na última quinta-feira, a família da vítima foi incluída no Programa de Proteção a Testemunhas, que, em 2011, quintuplicou o total de protegidos no campo.

Atualmente, segundo a Secretaria de Direitos Humanos, 391 pessoas estão incluídas no Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos. Os dados da CPT mostram que o número de pessoas “marcadas para morrer” no meio rural em 2012 foi menor que em 2011, mas permaneceu em nível elevado. O total de pessoas ameaçadas de morte passou de 347, em 2011, para 280, em 2012, o segundo maior patamar desde 2006. No Norte, os próprios integrantes da CPT têm sofrido ameaças e perseguições de pessoas que exploram ilegalmente a madeira da região.

O tráfico de madeira vitimou, no ano passado, duas pessoas em Rondônia. Na frente do filho, de 5 anos, a extrativista Dinhana Nink, de 28 anos, foi assassinada após ter denunciado um grupo de grileiros que extraía madeira ilegalmente na região. Outra vítima foi o índio João Oliveira da Silva Kaxarari, assassinado em agosto por traficantes de maneira que invadiram uma propriedade indígena, na fronteira entre Rondônia e Amazonas.

Apartheid em Israel: palestinos são proibidos de compartilhar ônibus com israelenses


Depois do fim do apartheid na África do Sul, eis que em Israel estão sendo aplicadas novas formas de separação entre palestinos e israelenses como mostra a matéria abaixo publicada no jornal Haaretz.  Ainda que o apartheid israelense tivesse sido iniciado com a construção de um muro gigantesco separando Israel da Palestina, a proibição de que palestinos usem os mesmos ônibus que os israelenses é um passo adicional no estabelecimento de um sistema do tipo do apartheid sul africano.

O que a maioria das pessoas normalmente não sabe é milhares de palestinos entram em Israel para trabalhar todos os dias, e essa medida vai impor problemas adicionais para que possam entrar e sair do território israelense.

Pelo jeito os palestinos vão precisar de uma Rosa Parks para mostrar o absurdo dessa situação que, alíás, é apenas mais uma entre muitas quando a coisa se refere às relação entre Israel e a Palestina.


Israel introduces 'Palestinian only' bus lines, following complaints from Jewish settlers

Afikim bus company to have special buses for Palestinian workers commuting from the West Bank to jobs in central Israel; announcement follows complaints from settlers that Palestinians are a security risk.



Palestinian protesters on an Israeli bus line in the West Bank last year.

Illustration: A passanger waits at a bus stop.Photo by Eliyahu Hershkovitz

Starting on Monday, certain buses running from the West Bank into central Israel will have separate lines for Jews and Arabs.

The Afikim bus company will begin operating Palestinian-only bus lines from the checkpoints to Gush Dan to prevent Palestinians from boarding buses with Jewish passengers. Palestinians are not allowed to enter settlements, and instead board buses from several bus stops on the Trans-Samaria highway.


Last November, Haaretz reported that the Transportation Ministry was looking into such a plan due to pressure from the late mayor of Ariel, Ron Nahman, and the head of the Karnei Shomron Local Council. They said residents had complained that Palestinians on their buses were a security risk.

The buses will begin operating Monday morning at the Eyal crossing to take the Palestinians to work in Israel. Transportation Ministry officials are not officially calling them segregated buses, but rather bus lines intended to relieve the distress of the Palestinian workers. Ynet has reported that fliers are being distributed to Palestinian workers notifying them of the coming changes.

Any Palestinian who holds an entrance permit to the State of Israel is allowed by law to use public transportation. Officials at the Samaria and Judea District Police have said there is no change in the operation of the rest of the buses, nor is there any intention to remove Palestinians from other bus lines. But Haaretz has in the past reported incidents when Palestinians were taken off of buses, and witnesses at checkpoints say that such incidents are ongoing.

Ofra Yeshua-Lyth is a member of Machsom Watch, a female advocacy group monitoring West Bank checkpoints. She says that recently, Bus 286 from Tel Aviv to Samaria arrived at a checkpoint filled with Palestinian workers. She filed the following report:

"Police officer Advanced Staff Sergeant Major Shai Zecharia stops the bus at the bus stop. Soldiers order all the Palestinians off the bus. The first thing they do is collect all their identity cards as they get off. One by one, the Palestinians are told to go away from the bus stop and walk to the Azzun Atma checkpoint, which is about 2.5 kilometers away from the Shaar Shomron interchange. All of them responded with restraint and sadness, at most asking why. Here and there they received answers such as, ‘You’re not allowed on Highway 5’ and ‘You’re not allowed on public transportation.’ Advanced Staff Sergeant Major Zecharia gave some vital information to one of the older Palestinians who had arrived there, telling him: You should ride in special vans, not on Israeli buses.”

In response to the report, the Transportation Ministry said it "has not issued any instruction or prohibition that prevents Palestinian workers from riding the public bus lines in Israel or in Judea and Samaria. Furthermore, the Transportation Ministry is not authorized to prevent any passangers from riding those lines."

"The two new lines that will be run as of tomorrow (Monday) are intended to improve the services to Palestinian workers that enter Israel via the Eyal Crossing," the ministry's statement continued, adding that the new lines will replace the "pirate" driving services who have been transporting Palestinian workers "at exorbitant prices and in an irregular fashion."

According to the ministry, the new lines will depart from the Tzofim area near Qalqilyah and will transport workers to their places of work in the Sharon region and Tel Aviv, at "especially cheap prices." For example, the tariff for traveling to Kfar Sava or Raanana will be NIS 5.1, and to Tel Aviv will cost NIS 10.6. This is compared to some NIS 40 that passengers have been charged by the private transportation services for each direction, the ministry said.

"The new lines will lessen the burden that has formed on buses as a result of the increase in numbers of working permits provided to Palestinians, who are permitted to work in Israel and will contribute to the improvements of services, for the betterment of Israelis and Palestinians as one", the statement said.

The Samaria and Judea District Police have yet to respond to the report.

domingo, 3 de março de 2013

05 de Março: Ato em Defesa da Educação Pública na cidade do Rio de Janeiro


DIVULGANDO!

Os professores Universitários do Brasil inteiro estão no Rio de Janeiro por conta do Congresso do ANDES, discutindo a luta pela educação. Professores do Ensino de Base começarão em breve suas campanhas salariais e por melhores condições de trabalho. Os estudantes se preparam para dar o gás da Juventude que quer uma Educação de Qualidade.



O Rio de Janeiro viverá um grande ATO PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA. No dia 5 de Março estaremos todos caminhando juntos para fazer valer o que anos de luta, greves (como a greve nacional do ano passado) e mobilizações vêm exigindo uma Educação Pública, Gratuita, de Qualidade e Socialmente referenciada que nós tanto buscamos.

Venha para a luta você também!


Fale com seu sindicato/ Grêmio/ C.A/ DCE/ Associação de Moradores e entre nessa luta que também é sua.

Porto do Açu: estatização como única salvação?


Ontem tive uma conversa com uma pessoa bastante perspicaz que me chamou a atenção para um detalhe bastante significativo em torno da crescente dependência do Grupo EBX dos financiamentos do BNDES. Para esse interlocutor no ritmo que as coisas vão, a única saída que haverá para o Porto do Açu será a sua estatização.

Ainda que isso vá totalmente de encontro ao que está sendo engendrado pelo governo Dilma com a chamada Medida Provisória dos Portos (rotulada pelos portuários de MP do Eike), eu já aprendi que no Brasil nada é impossível quando se trata de resgatar bilionários em perigo, nem que isso custe bilhões aos cofres públicos.

Nesse sentido, o site BRASIL 247 já até acendeu o sinal de alerta quando publicou uma matéria intitulada "Eike tenta empurrar "mico" para o governo" (Aqui!). 

Então, esperemos para ver se o meu interlocutor e o site BRASIL 247 têm razão ou não.

Eike e Garotinho: uma relação que claramente não vai bem


 A postagem que vai abaixo foi retirado do blog do deputado federal Anthony Garotinho e vale mais pelas entrelinhas do que pela manchete (Aqui!). À primeira vista a postagem se refere à análise da fantasiosa candidatura de Eike Batista à presidência da República.


O que realmente importa é a forma com que Garotinho aborda a situação financeira de Eike que, segundo o nobre deputado, "está de pires na mão pedindo US$ 1 bilhão do BNDES, além disso depende mais do que nunca da PETROBRAS para salvar o Complexo do Açu". 

Garotinho diz ainda que Eike "já anda descapitalizado a ponto de ter que vender uma parte da Marina da Glória para ter recursos para as obras que pretende fazer imaginem num quadro como esse que tracei"


Mais do que o conteúdo da informação, que já é pública, importa mais a forma com que a mesma é entregue à audiência por Garotinho. Não é preciso ser gênio para notar que a boa amizade de outrora azedou. Para quem não se lembra, nas eleições de 2010 a candidatura de Garotinho recebeu R$ 1,5 milhão de contribuição de Eike Batista. 

O que será que atrapalhou a boa convivência entre o milionário e o deputado? Será que a razão é Sérgio Cabral ou tem mais angu nesse caroço?



Só faltava essa: Eike para presidente
Eike posando ao lado do Mercedes - Maclaren que decora a sala da sua casa; abaixo nota do jornal O Dia
Eike posando ao lado do Mercedes - Maclaren que decora a sala da sua casa; abaixo nota do jornal O Dia


Só acreditaria nisso se ouvisse da própria boca de Eike Batista. Não tem a menor lógica, e não me refiro à questão política, mas sim ao mundo dos negócios onde Eike transita. Embora ainda tenha mais de US$ 10 bilhões e seja o quarto mais rico do Brasil, Eike vive um momento difícil. Está de pires na mão pedindo US$ 1 bilhão do BNDES, além disso depende mais do que nunca da PETROBRAS para salvar o Complexo do Açu. Ou seja depende do governo Dilma, que vai ser candidata à reeleição. Eike lançando-se candidato a presidente sabe que o governo passaria a tratá-lo como adversário político. Além do mais os investidores ficariam temerosos. Podem estar certos que seria Eike se lançar candidato para suas ações despencarem. Se já anda descapitalizado a ponto de ter que vender uma parte da Marina da Glória para ter recursos para as obras que pretende fazer imaginem num quadro como esse que tracei. Eike pode ser tudo menos burro, não iria se meter numa aventura como essa. 

Folha de São Paulo denuncia "Fast food acadêmico":Advogados vão à Argentina fazer doutorado "express"


FLÁVIA FOREQUE
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

Advogados brasileiros têm investido cada vez mais numa modalidade "express" de cursos de doutorado, ofertada principalmente por universidades da Argentina.

O modelo é criticados pela Capes, fundação responsável por avaliar os cursos de mestrado e doutorado no Brasil.

Mas é recomendado no país por empresas e entidades de classe diante da "possibilidade de conciliação de tempo para pessoas atarefadas", como afirma um dos sites de divulgação dos cursos.

Esse tipo de pós-graduação está tão popular que, segundo estimativa da Capes, há três vezes mais estudantes de doutorado em direito na Argentina do que em território nacional.

Aqui, segundo números de 2011, há 1.590 matriculados em doutorados de direito.

O aumento do fluxo de brasileiros para o país vizinho vem preocupando o órgão, que aponta fragilidades nesses cursos. Para a Capes, há o surgimento de um "mercado paralelo" para burlar as exigências de abertura de novas vagas de pós-graduação no Brasil.

Editoria de Arte/Folhapress 

Nesse modelo de doutorado, as aulas presenciais acontecem num período de duas semanas, nos meses de janeiro e julho, com uma carga horária média de nove horas por dia.

O aluno desenvolve sua pesquisa à distância e retorna ao país vizinho para apresentar sua tese perante a banca de docentes.

"Como um professor que dá dez horas de aula pode dar orientação para esse aluno? E quando o aluno termina os 15 dias de aula, ele volta para suas atividades.

É uma qualidade extremamente duvidosa", afirmou Martonio Lima, coordenador da área de direito na Capes.

O elevado número de alunos para cada orientador, o baixo convívio acadêmico e a não exigência de mestrado como pré-requisito são alguns pontos que diferenciam o doutorado brasileiro do modelo intensivo, aponta Lima.

"RESERVA DE MERCADO"

Procuradas pela Folha, entidades que divulgam as vagas no país vizinho alegam uma "reserva de mercado" no Brasil, daí a grande demanda pelos cursos argentinos.

"Infelizmente, o acesso é muito restrito. As pessoas buscam formas alternativas, já que no Brasil só uma minoria consegue o ingresso", disse Thiago Gonzaga, coordenador da Lego Cursos.

Uma das parceiras da empresa é a UMSA (Universidad del Museo Social Argentino), que organiza turmas somente para brasileiros. A Universidad Católica Argentina e a Universidad Nacional de Lomas de Zamora também oferecem cursos intensivos.

As entidades lembram ainda que a carga horária de aulas presenciais dos cursos argentinos (360 horas) é a mesma exigida no Brasil.

"No Brasil há esse equívoco: confundem os cursos de pós-graduação com presença em aula.

Em cursos de strictu sensu [mestrado e doutorado], o que se exige é pesquisa", afirma Elpídio Donizetti, coordenador acadêmico do Iunib (Instituto Universitário Brasileiro).

"Nós queremos conhecimento ou o aluninho levantando o dedo para dizer 'presente'? O nosso modelo não serve de inspiração para o mundo", disse Donizetti.

sábado, 2 de março de 2013

Acusado de matar casal recebe do Incra a terra que motivou conflito


JOÃO CARLOS MAGALHÃES
DE BRASÍLIA

Na manhã de 24 maio de 2011, José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, dois dos mais atuantes ativistas da Amazônia, foram alvo de uma tocaia numa estrada de terra em Nova Ipixuna (PA).
,
France Presse
José Cláudio e sua mulher, mortos no mês passado, foram homenageados em Belém


Tiros de escopeta e de revólver perfuraram seus corações e pulmões. José Cláudio teve parte da orelha direita cortada como prova de sua morte. Corpos abandonados à beira de um riacho, os extrativistas entraram em uma lista na qual já estão Chico Mendes e Dorothy Stang.

Após dois meses, investigações concluíram que houve um crime de mando executado por dois homens.

E um ano e meio depois, o Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) considerou a mulher do homem acusado de ordenar a morte do casal apta a ocupar a terra cuja disputa supostamente levou ao assassinato dos dois.

Editoria de Arte/Folhapress

Antonia Nery de Souza, mulher do pequeno fazendeiro José Rodrigues Moreira, réu por duplo assassinato qualificado, consta como assentada, segundo lista do Incra obtida pela Folha, no lote 41 do Núcleo Maçaranduba 2, dentro do assentamento Praialta-Piranheira. A situação foi homologada no dia 14 de dezembro de 2012.

É a mesma terra que Moreira, segundo a polícia, comprou ilegalmente por R$ 100 mil (lotes de reforma agrária não podem ser vendidos) em 2010 e da qual tentava expulsar três famílias apoiadas pelo casal de ativistas.

Moreira --que está preso-- nega envolvimento nos assassinatos. Se não estivesse, teria o direito de ser assentado junto com Antonia, que ocupa o lote.

INVESTIGAÇÃO

A polícia entendeu que o fazendeiro tramou o assassinato após perceber que José Cláudio e Maria eram o maior empecilho para que ele ocupasse a área. Além de defender as famílias, o casal, já em conflito com outros madeireiros e fazendeiros da região, poderia denunciar Moreira caso ele resolvesse desmatar o lote para criar gado.

Antes mesmo do crime ele já pedira a posse da área. A possibilidade de seu assentamento já era conhecida por organizações de trabalhadores rurais --que avisaram o Incra da situação em 21 de maio do ano passado.

"Agir assim é legitimar o processo ilegal de venda de lotes em assentamentos e, ainda mais grave, é premiar o [suposto] mandante do assassinato brutal das duas lideranças", disseram a Comissão Pastoral da Terra, a Fetagri e o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Nova Ipixuna ao superintendente do Incra em Marabá, Edson Bonetti.

No texto, as organizações afirmam que pessoas ligadas a Moreira, "laranjas", haviam sido enviadas ao local para garantir a posse da terra e que continuavam ameaçando as lideranças do assentamento.

Elas alegam também que as três famílias que incomodavam Moreira --e que ainda não eram assentadas-- foram embora logo depois dos assassinatos, temendo elas próprias serem mortas.

O suposto mandante do assassinato e os dois homens acusados de terem executado o casal devem ser julgados no dia 3 de abril.

OUTRO LADO

O Incra diz que houve erro em considerar Antonia Nery de Souza, mulher de José Rodrigues Moreira, apta a ser assentada, e que tentará na Justiça retomar o lote. Segundo o órgão, apesar de ocupar o lote, Antonia ainda não chegou a entrar na lista de beneficiários da reforma.


Tarso Sarraf - 26.mai.2011/Folhapress 
Funeral do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva no Pará

No dia 20, "a Superintendência Regional do Incra encaminhou à Procuradoria Federal Especializada o pedido de ajuizamento de ação de retomada do lote que Antonia Nery ocupa no projeto Praialta-Piranheira", diz o órgão.

O Incra diz que Moreira não pode se enquadrar como assentado por ser "elemento de perturbação para o bem estar socioeconômico" do projeto de assentamento, e a Procuradoria deve dar parecer sobre a retomada do lote.

Moreira e os dois acusados de serem os executores dos assassinatos alegam ser inocentes e dizem ter sido usados como bodes expiatórios.

À Folha o advogado de Moreira disse que não poderia comentar seu assentamento.

Verdades reveladas



Por Jackslene Silva

Sônia. “Pau de arara? Choque elétrico? Pancadas? Chutes? Pode escolher”, insistia o cabo Anselmo, esperando que sua vítima fizesse a escolha. Depois de ter o corpo completamente despido e molhado, Sônia, a jovem militante pernambucana, teve o corpo enrolado por fios elétricos e recebeu choques nos ouvidos numa voltagem tão alta que chegou a inflamar sua garganta. O golpe a impediu de comer e beber durante dias. Mesmo assim, ela não parava de urinar e, ao pedir para usar o banheiro, foi conduzida a mais uma sessão de tortura com choques intermináveis.
Sônia Arruda Beltrão
Os golpes lhe causaram uma tensão neurológica incontrolável que fazia sentir os choques todo o tempo. “Tenho a impressão de que fiquei com cara de louca”, contou Sônia Arruda Beltrão, hoje arquiteta, ao lembrar a única vez em que teve companhia na cela. Quando uma nova detenta a viu ficou apavorada com a situação. Sônia avisava para a recém-chegada não deitar, sentar, nunca tocar o chão, as paredes e todo o resto. Sônia dava choque em tudo. Diante do estado perturbado em que Sônia se encontrava, a novata pediu aos gritos para trocar de cela.
O questionamento mais intrigante para a maioria das pessoas, quando se fala da ditadura militar é: por que estas pessoas foram torturadas? Mais: o que realmente aconteceu neste período? Como Sônia, dezenas de pessoas foram torturadas no Brasil, mas muitas não sobreviveram para responder às várias perguntas ainda hoje em aberto. Muitas foram sequestradas e, depois desapareceram. Mas muitas ainda vivem para contar o que viram e viveram no cárcere da ditadura pernambucana. Este foi o tema de meu trabalho de conclusão de curso.
Em uma dessas entrevistas, ouvi de Sônia: “Sentaram-me numa cadeira e me mandaram ficar com a coluna reta. Um soldado com um fuzil mediu minhas costas e, fazendo mira, tentava ver onde seria melhor para me dar um tiro. Eu acreditei, pensei que iria morrer”. Ela ainda chora só de recordar o episódio.
Lourdes e as operárias
Lourdes. Em outro local do Recife, a voluntária da Juventude Operária Católica (JOC), Maria de Lourdes Silva, foi sequestrada dentro de seu apartamento simplesmente porque desenvolvia um trabalho de inclusão social com jovens prostitutas da cidade de Timbaúba, no interior pernambucano. Era uma espécie de porta-voz das trabalhadoras das fábricas da capital. Lourdes estava com três meses de gravidez quando foi presa. Nos quatro meses seguintes, recebeu choques pelo corpo inteiro e foi obrigada a engolir um remédio desconhecido. Só usava o banheiro quando era observada. Ela passou todo o período da prisão sem tomar banho, pois tinha medo de sofrer abuso sexual.
Lourdes temia por sua vida, preocupava-se com sua família, mas principalmente temia pela vida do filho que estava se desenvolvendo num ventre materno atormentado por choques, pancadas e gritos diários. As explosões nas ruas não lhe permitiam dormir; e como o bebê não mexia, pensou que ele pudesse ter morrido. Um certo dia, para sua surpresa, o bebê se mexeu, como se desejasse tranquilizar a mãe. “Foi impossível conter a emoção, chorei incontrolavelmente mesmo correndo o risco de ser agredida por isso”, lembra com os olhos marejados.
Ivo: Ivo, carteiro e pichador
Maurílio. Abaixa a ditadura! Dizia a pichação feita às pressas nos murros das lojas, fábricas e, casas próximas ao centro do Recife. Maurílio Cruz era um jovem idealista. Começou a fazer coro aos protestos na capital pernambucana quando ativista que se dizia comunista no pátio da escola onde estudava. Este encontro fez Maurílio ganhar um nome secreto. Ivo. Era como era chamado pelos integrantes do Movimento Revolucionário Cristão (MCR). A partir deste dia, fez pichações e panfletagens em frente às fábricas e, especialmente, entregou cartas vindas de todas as partes do país com orientações sobre como os companheiros deviam agir para alcançar seus objetivos.
A opressão existente entre os que buscavam uma sobrevivência justa e sem exploração tornou a vida dos trabalhadores e militantes um tormento, sobretudo para a população de Recife, que tinham como no resto do país uma longa jornada de trabalho e recebiam cerca de 10% do valor total do produto final.
Tal fato causou a indignação em muitos militantes que se reuniram nas ruas e praças para orientar o povo a buscar as mudanças necessárias. As condições de trabalho brasileiras eram sub-humanas em todos os setores, e não eram raras as notícias de funcionários que perdiam membros por tétano causado pelo contato com objetos enferrujados ou que adoeciam com tuberculose, pneumonia, febre reumática entre outras doenças que se proliferavam no ambiente de trabalho devido à falta de prevenção ou tratamento das doenças, a má alimentação ou ausência da mesma no local de trabalho.
A população era orientada a entregar qualquer suspeito de atitude antipatriótica. A delação era feita para a rádio local. Maurílio fora entregue por vizinhos e, em questão de horas, estava na sede do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Depois do interrogatório, foi transferido para a Casa de Detenção do Recife, onde logo conheceu a solitária. A cela da tinha cerca de 80 centímetros quadrados e sem a passagem de ventilação o calor tornava-se insuportável ao fechar a porta. Com um buraco no canto da parede substituindo o vaso sanitário e o excesso de fezes deixado pelos presos anteriores, respirar tornou-se uma tarefa custosa. Depois de algumas horas, o corpo solicitava outra posição e Ivo só tinha duas opções: de pé, encostado nas paredes apenas surradas com pedregulhos e molhadas de urina, ou sentado sobre as fezes no chão. As horas se passaram e o cansaço o venceu, e Ivo terminou decidiu se sentar. Parte do rosto, braços e pernas foram cortados pelos pedregulhos.
Iberé. Iberé da Costa, militante do Partido Comunista do Brasil (PCB) conheceu Engenho Galiléia em 1964. Em visita aos engenhos encontrou Rogaciano, um camponês simples que ganhava a vida nos canaviais da região. O corte de cana rendia pouco aos trabalhadores que não conheciam o que era um banheiro em seu domicílio. Rogaciano convidou Iberé para dormir em sua casa de choupana, toda de palha, de três cômodos. Ali havia uma rede, uma pequena mesa com dois bancos, e três pedras que usava como fogão onde cozinhava sempre que voltava do canavial. A influência dos socialistas trouxe possibilidades de transformações na vida dos camponeses. Após denúncias realizadas pelas Ligas Camponesas, os espancamentos e assassinatos constantes realizados contra os agricultores da região reduziram, mas não terminaram. Fora aberta investigação e comprovada a veracidade dos fatos quando encontraram cabeças, dedos, pés, e ossadas inteiras dentro do açude do Engenho Serra. “Esses corpos nunca foram identificados nem seus assassinos foram descobertos ou punidos, os açudes, barragens e rios estão cheios de sangue de inocentes”, afirma Iberé, que morou nos engenhos por vários meses.
Teresa. A professora de Historia, Teresa Vilaça resolveu ajudar os camponeses porque o campo havia se tornado um ambiente de discussão e participação popular. A escolha lhe rendeu quatro anos nos porões da ditadura. Militantes de vários partidos e de vários estados vinham socorrer Pernambuco que havia atingido o nível máximo de absoluta miséria social.
As reuniões aconteciam à noite na zona canavieira, muitas vezes às escondidas e depois de longas caminhadas a pé no meio do mato. “Muitos morriam de fome ou assassinados por terem reagido aos desmandos dos senhores e seus capangas. Chegara a vez de buscar melhorias para as famílias que levavam seus parentes para enterrar em redes durante o dia e dormiam nas mesmas redes à noite”, defende a historiadora.
Toda interrogação na sede do DOPS gerava pânico nos militantes. Para Tereza, era mais que isso. Ela foi levada a uma sala e pode conhecer o rosto do temido torturador Luiz Miranda, que sempre era chamado quando o investigado não queria colaborar. “Ele olhou para mim e disse ‘eu sou Miranda e eu vou lhe torturar’. Em resposta eu disse ‘diz isso porque eu estou algemada’. Recebi a maior tapa na cara da minha vida, que deu início a muitas torturas”, recorda chorando.
Como historiadora, Tereza teve a oportunidade de saber que caminho a história do Brasil tomava quando dentro do presídio, o Instituto Bom Pastor, teve contato com as presas comuns, e soube que várias delas também eram camponesas presas por roubar para tentar alimentar seus filhos. Ou jovens que se prostituíram e eram expulsas de casa. “Lembro de uma jovem que foi presa por tentativa de assassinato dos três filhos, porque ela pulou no rio com os três filhos por não suportarem a fome e não terem a ajuda de ninguém. Estas eram as criminosas do Brasil”, lembra.
Gabriel Veloso
Gabriel. A forma desumana e avassaladora com que as desigualdades foram expostas contribuiu para a reflexão sobre o sentido real de tamanha indiferença social. E esta meditação reuniu mais jovens idealistas como Gabriel Veloso, que tinha apenas 27 anos quando, como membro ativo do Partido Comunista do Brasil (PCB), visitou as regiões usineiras do estado historicamente conhecidas como desenvolvido pelo fino açúcar, o “ouro branco”, que trouxe riqueza para alguns e fome para outros. A disparidade causou um choque de realidade no jovem idealista, pois não esperava encontrar o gado morto de sede na estrada, crianças pálidas de anemia ou inchadas de verminose, desnutridas e analfabetas com pais em semelhante situação. “Jamais pensei que alguém vivesse assim; queria que a vida daquelas pessoas fosse diferente”, comenta.
Em 20 de abril de 1964, Gabriel recebeu a visita de Selma, uma namorada que lhe trouxe um recado de um delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). “Ele disse que é melhor você se entregar.” Convencido de que Selma fora coagida e para evitar mais represálias, ele se dirigiu no mesmo dia à delegacia e foi conduzido a um setor de tortura chamado de Bunker para que falasse sobre sua atuação junto às Ligas Camponesas e, principalmente, revelar os nomes de quem participava e o que faziam. Foram seis dias de interrogatório até ser levado à Secretaria de Segurança Pública e depois conduzido à Casa de Detenção do Recife.
Em sua cela no segundo andar da prisão, Gabriel podia ver a Estação de Metrô do Recife e observar os detalhes de sua arquitetura como os pássaros em estilo barroco que mesmo com asas estavam presos à construção. Esta imagem gerava piadas de alguns presos. “Certa vez, um dos presos políticos disse em tom de ironia que só sairíamos daqui quando aqueles pássaros voassem. Os pássaros não precisaram voar e eu estou livre. O lamentável é que outros companheiros não tiveram a mesma sorte.”
Hoje as ex-presas e presos políticos e seus familiares pedem que as Comissões da Verdade tragam à sociedade a veracidade dos fatos ocorridos no período. Sabem que a Justiça brasileira inocentou a maioria dos torturadores do período. Enquanto isso, os relatos de Lourdes, Gabriel, Sônia, Iberé, Maurílio e Teresa Vilaça ajudam a revelar as verdades escondidas no período fora do eixo Rio-São Paulo, os epicentros da opressão.

Três presos políticos Palestinos entram em greve de fome em presídio israelense

De acordo com os advogados do Departamento Ibrahim al-Araj para Prisioneiros, três palestinos em prisão administrativa em Ofer iniciaram campanha aberta de greve de fome há três dias. São eles: Muhammad Amjad Al-Najjar, Abdullah Alasaas e Ibrahim Sheikh Khalil. 


O advogado disse que "a administração prisional tem tomado medidas rigorosas em relação aos prisioneiros. Uma das medidas é a aplicação de multas contra os grevistas. Os presos políticos palestinos terão de pagar 150 shekels por cada dia em greve de fome. 

E acrescentou que "as forças repressivas invadiram seções da prisão, realizando inspeções provocantes, brutais, agindo com vandalismo e quebrando as propriedades dos presos, e que a situação é tensa na prisão". 

Após três altas seguidas, Bovespa recua 0,94% e inicia o mês de março em baixa

Agência Estado, por Ana Luísa Westphalen


A valorização da Bolsa nos últimos três dias teve fôlego curto e o Ibovespa inicia o mês de março de volta ao vermelho, novamente abaixo dos 57 mil pontos. A queda foi conduzida por Vale, OGX e siderúrgicas.

Além da realização dos lucros recentes, essas ações foram prejudicadas por indicadores que apontam para uma atividade global mais fraca. Já os papéis da Petrobrás, que caíram 20% em fevereiro, no caso das ON, começaram março em alta e, juntamente com os bancos, amenizaram as perdas do índice à vista na sessão de hoje.

Em queda desde a abertura, o Ibovespa encerrou os negócios hoje em queda de 0,94%, aos 56.883,99 pontos. Na mínima, o índice registrou baixa de 1,56%, aos 56.526 pontos e, na máxima, marcou 57.422 pontos (estável). O volume financeiro somou R$ 7,271 bilhões (dado preliminar). Na semana, a Bolsa acumula ganho de 0,33%, mas, no ano, tem desvalorização de 6,67%.

Para um operador de renda variável de uma corretora paulista, as recentes altas da Bovespa estão relacionadas ao tradicional “embelezamento de carteiras” de fim do mês, em que os gestores puxam uma valorização dos papéis na tentativa de melhorar a performance dos fundos. “Hoje a Bolsa voltou ao mundo real, a um mercado ruim, sem muita gente comprando, apenas fazendo operações de rolagem. O comprador final continua ausente”, observa o profissional.

As ações da Vale realizaram os ganhos recentes e encerraram em baixa de 2,78% as ON e de 3,56% as PNA, na mínima. No exterior, os contratos de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam majoritariamente em queda, em meio a uma série de indicadores negativos sobre a economia da China e da Europa.

Sempre volátil, OGX ON perdeu 3,49%. “Os papéis da OGX são muito baratos e líquidos, por isso, sempre caem muito ou sobem muito”, destaca um operador.

Na contramão, a Petrobrás, que vive um inferno astral neste ano, finalmente trouxe uma boa notícia ao mercado – o número recorde de produção no pré-sal brasileiro – o que foi suficiente para estimular a alta de seus papéis hoje. Petrobrás ON e PN tiveram ganho de 1,31% e 1,75%, respectivamente.

Assim como a Petrobrás, o setor financeiro ajudou a amenizar a perda da Bovespa hoje, com os investidores digerindo a aprovação das resoluções que permitem a implementação no Brasil do acorde de Basileia 3. Os destaques foram Banco do Brasil ON (+1,22%), Bradesco PN (+1,22%) e as units do Santander (+0,70%).

Os destaques de alta do Ibovespa foram liderados por BR Malls ON, que subiu 2,27%. Em seguida, aparecem Natura ON (+2,13%), Banco do Brasil ON (+1,82%), Cia Hering ON (+1,80%) e Petrobrás PN (+1,75%).

Já a principal queda do índice foi MMX ON, que perdeu 5,69%, seguida por PDG Realty ON (-4,98%), Eletropaulo PN (-4,60%), Marfrig ON (-4,57%) e Gafisa ON (-4,21%).

Em Wall Street, as Bolsas fecharam em alta. O índice Dow Jones subiu 0,25%, o S&P 500 avançou 0,23% e o Nasdaq registrou valorização de 0,30%.