sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Revista Forbes diz que Eike Batista não é mais o homem mais rico do Brasil


A Revista Forbes que reproduz uma famosa lista com o nome das pessoas mais ricas do planeta acaba constatar que Eike Batista não é mais o homem mais rico do Brasil. A honra agora cabe a Jorge Paulo Lemann – o maior acionista da AmBev.

Mas Eike Batista, ao contrário das famílias de agricultores do V Distrito que tiveram suas terras desapropriadas e continuam esperando pelo devido ressarcimento financeiro por suas perdas, continua bastante rico. A única coisa que deve estar sofrendo neste momento é o seu imenso ego.


Segundo a Bloomberg, Eike Batista não é o homem mais rico do Brasil


Extra! Como adiantamos aqui nessa quinta-feira, Eike Batista estava prestes a perder o título de homem mais rico do Brasil. Pois bem: o empresário perdeu! A Bloomberg, que publica um ranking com as 200 pessoas mais ricas do mundo, atualizado diariamente, acaba de confirmar a informação. Com patrimônio pessoal de US$ 18,9 bilhões, Jorge Paulo Lemann – o maior acionista da AmBev - agora é o mais rico entre os brasileiros. Batista, que no início do ano chegou a ter US$ 34,5 bilhões, agora possui US$ 18,6 bilhões, segundo a Bloomberg.

Sinal de que a situação está crítica vem de Nova York


Os trabalhadores do setor de "Fast Food" nos Estados Unidos da América estão entre os mais exploradores e possuem os piores salários pagos naquele país. De certa forma, a relativa apatia dos trabalhadores do Fast Food, diretamente relacionada à impossibilidade que eles têm de se sindicalizar, é um termômetro da situação a que boa parte da classe trabalhadora norte-americana está exposta.

Pois bem, no dia de ontem (29/11) algo veio abalar a calmaria dos donos das redes de Fast Food no coração de Nova York, quando trabalhadores da MC Donald´s, Burger King, Wendy´s e Domino´s entraram em greve por melhores salários.

Esta greve certamente acionará alarmes por lá já que o setor não vê um movimento massivo como esse há muito tempo.

Aliás, como os trabalhadores das franquias brasileiras dessas corporações não têm um destino melhor, já passou da hora de termos um movimento semelhante por aqui também. 

Para maiores detalhes leia abaixo matéria publicada no Huffington Posr.


Fast Food Strikes In NYC Hit Wendy's, Burger King, McDonald's As Workers Demand Better Pay

At 11:30 am on Thursday, the start of the lunch hour rush, 100-some raucous protesters swarmed a Burger King near New York City’s Penn Station, chanting and holding up signs decrying low wages at the restaurant and other New York fast food purveyors.

Standing behind a metal barricade outside the store, the crowd included clergy, union organizers and workers from Burger King and other fast food restaurants who had gone on strike earlier in the day.

Customers were avoiding the chaos. Inside, the usually bustling restaurant was empty save for its cashiers, a security guard and two customers.

“If there’s no workers inside, there’s no money for [Burger King],” said Saavedra Jantuah, a cashier who was scheduled to be working behind the counter. “I make $7.25 an hour and that’s barely enough to live on.”

At McDonald’s, Domino’s, Wendy’s and other fast food restaurants across the city, more workers went on strike Thursday, protesting what they say are wages that keep them in poverty. Strikers hope the walkouts will represent a turning point in the low-wage fast-food industry, where workers typically drift from job to job and the franchise-operated structure creates a hurdle for union organizing. The strikes come on the heels of nationwide strikes at Walmart, the world’s largest retailer, which is widely criticized for its low-paying jobs.

Organizers cite the changing demographics of fast-food industry as one reason strikes are necessary: "It’s not just your teenagers with after school jobs. It’s mothers, fathers and families,” said Jonathan Westin, organizing director at New York Communities for Change, who helped coordinate Thursday's protests. “Especially now after the recession, a lot of people who lost work are now taking these jobs. Our economy is becoming a service sector economy but most of these jobs are minimum wage. This is a huge problem.”

The workers in New York City are demanding the ability to form unions and to be paid at least $15 an hour. Currently, the median wage for food service or food preparation worker is $8.90 an hour in New York City, according to the New York State Department of Labor, the lowest of any occupation.

Thursday afternoon, the total number of workers striking was not yet known, as people were continuing to walk out throughout the day, organizers said. At a McDonald’s on Madison Avenue at 6:30 am, 16 workers picketed. According to Raymond Lopez, one of the 16, that was almost half of the store’s total workforce of 40 people.

Lopez and other striking workers said they don’t even get paid enough to afford meals at their restaurants on off-duty hours. “I qualify for food stamps but my husband doesn’t want me to use them,” said Pamela Waldron, who after eight years at KFC makes $7.75 an hour, which typically amounts to around $10,000 a year. “There are other people who need them more who don’t even have jobs,” she said. Waldron’s family comes up short on the rent nearly every month, she said.

Burger King, Wendy’s, McDonald’s and Yum! Brands, which owns KFC, Pizza Hut and Taco Bell, had yet to respond to The Huffington Post’s requests for comment by press time Thursday afternoon.

In a statement, Tim McIntyre, VP of Communications at Domino's said: “We place a lot of value on maintaining an open door culture with our team members that allows them to communicate with us directly without going through a third party... We will be talking to [our team members] openly and honestly about the implications of these activities."

In the past, fast-food workers have tended to move onto other jobs instead of fighting for better conditions, according to Ken Margolies, a senior associate at the Worker Institute at Cornell University. The fact that fast-food chains are owned by various franchisees also makes unionization and collective bargaining difficult, he said.

Westin and other organizers were not willing to go into detail on Thursday about how exactly they plan to unionize workers. Strikers aren’t looking to change the behavior of individual franchises so much as influence standards across the entire industry, he said.

But even with a motivated group of workers willing to risk their jobs by striking, the problem of individual franchise owners setting their own wages on a store-by-store basis will likely remain an obstacle to setting a standard $15 an hour wage across New York City.

One Burger King employee who did not go on strike, a security guard who asked that his name be withheld, seemed to think that his individual restaurant was being picked on. “I understand their cause but why do you have to target one location?” he said. “We're usually packed and now no one wants to eat here.”

Joe Van Brussel contributed reporting.

Feijoada chinesa: feijão preto agora vem da China


Feijão chinês ganha espaço na mesa do brasileiro

Nestor Tipa Júnior 

Consumo no país aumentou, enquanto a produção nacional diminuiu em razão de o agricultor dar prioridade à soja

Cultivo de feijão no Brasil teve pouco avanço tecnológico, sem grande aumento de produtividadeFoto: Roberto Witter / Agencia RBS


Nesse cenário, a China aumenta em ritmo acelerado a participação no mercado nacional, mesmo no prato mais típico da mesa brasileira.Enquanto em 2009 os chineses enviaram 11,63 mil toneladas de feijão para o Brasil, só até setembro deste ano o volume de importação, conforme o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, foi de 100,5 mil toneladas do grão. Os argentinos, porém, ainda lideram com 101,3 mil toneladas do produto importado nos primeiros nove meses do ano.

Conforme o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, o preço está entre os fatores que motivaram essa alta nas importações do produto chinês. No ano passado, o valor da saca de 60 quilos vinda da China era de R$ 60, enquanto no Brasil, custava R$ 85. Além disso, a qualidade do grão asiático melhorou nos últimos anos.

"Hoje, os preços pagos pelo feijão chinês chegam a R$ 130 a saca, pois o produto se valorizou em razão da demanda maior por causa da queda da produção, não só no Brasil, mas em todo o mundo, devido à troca do feijão por outras culturas, como soja" diz Brandalizze.

Demanda maior também eleva preços do grão

Especialistas avaliam ainda que houve reação no consumo per capita do produto nos últimos anos em 2005, era 12,8 quilos por habitante e, em 2011, chegou perto dos 18 quilos. Só a produção nacional não será suficiente para atender ao consumo.

"A produção de feijão na última safra ficou abaixo dos 3 milhões de toneladas no país, enquanto o consumo neste ano está estimado em 3,7 milhões de toneladas" afirma o analista da Correpar Corretora e consultor da Câmara Setorial do Feijão, Marcelo Lüders.

Neste ano, o Brasil já importou 233,5 mil toneladas de feijão, ante 207 mil toneladas de 2011. A situação se reflete no preço ao consumidor. Conforme a Fundação Getulio Vargas (FGV), o feijão teve alta de 40,32% nos últimos 12 meses para o consumidor de Porto Alegre.

"Isso se deve à redução de oferta, tanto por causa da diminuição de área plantada quanto pela quebra de safra causada pela seca" destaca o coordenador do escritório regional do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, Márcio Mendes Silva.

Para os produtores, o mercado não é tão atraente quanto o da soja, em que há demanda por exportações e pela venda antecipada do grão. Além disso, pouco se avançou em tecnologia na cultura, o que não permitiu grande aumento de produtividade, segundo Dulphe Pinheiro Machado Neto, gerente técnico da Emater:

Em 1970, foram colhidos 259 mil hectares com produtividade de 943 quilos por hectare. Hoje, mal passamos de mil quilos por hectare.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O derretimento de geleiras da Groenlândia e da Antártica



Segundo o jornal britânico "The Guardian", as calotas polares da Groenlândia e da Antártica estão derretendo numa velocidade três vezes maiores do que na década de 1990 de acordo com uma pesquisa feita com satélites.

Abaixo imagens de diferentes formas em que isto está ocorrendo.








Reforma agrária e soberania alimentar não são metas do governo de Dilma Rousseff


Marcos A. Pedlowski, artigo publicado originalmente no site da Revista Somos Assim



O ano de 2012 tem sido pouco memorável em muitos aspectos no que se refere ao desempenho da agricultura brasileira e de todas as questões que a afetam. Não falo apenas da aprovação da trágica reforma do Código Florestal que liberou o latifúndio para avançar o processo de desmatamento em todos os biomas brasileiros, especialmente na Amazônia. Ainda na área ambiental, tivemos a recente divulgação de que um número ainda desconhecido de agrotóxicos está sendo colocado no mercado sob pressão dos proprietários de latifúndios, sem o devido processo de análise por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para completar o escândalo, a pessoa que notou, denunciou e procurou punir essa flagrante ilegalidade, Luiz Carlos Meirelles, foi exonerada do cargo que ocupava há 13 anos. Neste caso, perderam o ambiente e a saúde dos brasileiros, e ganharam as empresas que fabricam venenos agrícolas. Para quem ainda não sabe, hoje as plantações brasileiras consomem 7,3 bilhões de dólares de agrotóxicos, equivalente a 19% do mercado global. Assim, pessoas como Meirelles são vistas como entraves para o lucro de um grupo muito pequeno de fabricantes que ficam com a maior fatia deste bolo bilionário.

Por outro lado, a reforma agrária foi claramente abandonada pelo governo Dilma. Isto fica evidente quando observamos que o desempenho de Dilma Rousseff é tão pífio que consegue perder, em termos de famílias assentadas, até para o governo de Fernando Henrique Cardoso. Esse tipo de abandono não é apenas problemático para as milhares de famílias que se encontram em acampamentos em todas as partes do território brasileiro, já que essa indiferença para com a reforma agrária aumenta de forma perigosa a nossa dependência de alimentos importados, que aliado ao fato de a agricultura nacional ter um número muito restrito de culturas, pode produzir um encarecimento sem precedentes da cesta básica dos brasileiros. Isto fica ainda ressaltado quando se analisa o funcionamento da agricultura brasileira: em uma recente publicação, o IBGE estimou que o PIB agrícola total do ano 2012/13 vá ficar em torno de R$289 bilhões; a questão é que este PIB está totalmente vinculado aos resultados obtidos com commodities, tais como soja, cana-de-açúcar e milho, que deverão responder por 65% de toda a produção agrícola brasileira. Esse modelo, além de tornar o Brasil muito dependente dos humores da economia mundial, deixa a nossa agricultura totalmente dependente de empresas estrangeiras e do mercado externo.

Uma questão que sempre me deixa curioso tem a ver com a lógica disto tudo. Apesar de todos os malabarismos discursivos dos porta-vozes do governo Dilma, a opção que foi feita e que está sendo efetivamente aplicada é por um modelo que é ambiental e socialmente insustentável. Essa opção revela uma clara aposta no latifúndio agroexportador, e é justificada pela necessidade de garantirmos reservas de dólar. O que os mentores deste modelo não falam claramente é que tal opção representa um abandono da competição no mercado internacional de produtos industrializados. E isto já pode ser visto não apenas na participação relativa da indústria brasileira no mercado mundial, mas no avanço de um processo de industrialização que está tornando o Brasil totalmente dependente da exportação de commodities agrícolas e minerais.

A questão é que esta dependência está se aprofundando num momento muito negativo da economia mundial. Assim, as chances de que tenhamos uma profunda débâcle em nossa balança comercial não são pequenas. Para piorar ainda mais as perspectivas econômicas, a chamada nova classe média brasileira parece ter chegado ao limite da sua capacidade de endividamento. Como o presidente Lula conseguiu evitar os piores efeitos da crise econômica iniciada em 2008 justamente por causa deste endividamento, as opções disponíveis para Dilma Rousseff agora estão mais restritas. O peculiar é que apesar de todas estas evidências de que o curso adotado é equivocado, as indicações são no sentido de que não haverá mudança de rumo nas macro-políticas que orientam a ação do governo federal. Em outras palavras, apesar das evidências de estarmos indo no sentido errado, tudo indica que Dilma pretende aprofundar a aposta no latifúndio agro-exportador.

Alguém pode se perguntar de forma legítima: o que nós temos a ver com isso tudo? Se ainda não ficou claro, a confirmação deste diagnóstico vai se traduzir na falta de alimentos, no aumento da degradação ambiental e do envenenamento dos produtos que chegarem às nossas mesas, e poderá nos levar a um cenário de estrangeirização da propriedade da terra. Só estas possibilidades deveriam nos levar a exigir que haja uma imediata reorientação da forma com que a agricultura brasileira está funcionando neste momento. Como isto não acontecerá de forma espontânea, o que se espera é que os movimentos e organizações sociais que defendem outro modelo agrícola saiam da posição hesitante com que vem premiando o governo de Dilma Rousseff. Para mim está cada vez mais claro que este não é um governo interessado em nos garantir soberania e segurança alimentar ou, tampouco, que irá realizar a reforma agrária. 

FONTE:http://www.somosassim.com.br/pedlowski/reforma-agraria-e-soberania-alimentar-nao-sao-metas-do-governo-de-dilma-rousseff

InterTV noticia o protesto da UENF BR 101



A InterTV, emissora afiliada da Rede GLOBO, produziu uma matéria bem esclarecedora sobre o protesto de alunos e professores da UENF que parou a BR 101 no dia de ontem.

Para assistir o vídeo desta matéria, basta clicar no link abaixo:

http://globotv.globo.com/inter-tv-rj/rj-inter-tv-2a-edicao/v/alunos-da-uenf-interditam-a-br-101-em-protesto-contra-nova-greve/2266530/

Manifestação na BR 101 é abordada pela Deputada Janira Rocha no plenário da ALERJ



De forma quase simultânea ao protesto realizado pelos alunos e professores na BR-101, a deputada Janira Rocha (PSOL) fez um esclarecedor pronunciamento no plenário da Assembléia Legislativa sobre a situação que envolve a questão da Dedicação Exclusiva na UENF.

Esse é um pronunciamento que desmistifica a situação e expõe claramente a forma mentirosa com que membros do (des) governo  de Sérgio Cabral vem tratando o assunto.

A manifestação da deputada Janira Rocha não deixa dúvidas: houve um acordo mediado pela ALERJ com a SEPLAG para resolver o problema da D.E. e que a própria Secretaria de Planejamento e Gestão já reconheceu que a questão dos roayalties não será um impedimento para que as soluções sejam adotadas!



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Mais imagens da manifestação na BR 101



Abaixo mais imagens da manifestação realizada nesta 4a. feira (28/11)  por alunos e professores da UENF na BR- 101 nas proximidades da entrada da cidade de Campos dos Goytacazes.  Agora deve ter ficado claro para os representantes do (des) governo de Sérgio Cabral que a única saída (inteligente friso eu) é negociar logo com a comunidade universitária da UENF.












Imagens do protesto da UENF na BR 101 já estão no Youtube


Graças ao avanço da tecnologia, imagens do protesto que parou a BR-101 na entrada da cidade de Campos dos Goytacazes já estão disponíveis no Youtube. 

Agora, quem sabe, as dúvidas sobre a disposição dos estudantes e sua capacidade de organização não sejam mais questionadas dentro das secretarias que deveriam estar resolvendo, e não aprofundando, o impasse com a comunidade universitária da UENF.

Bom, as imagens abaixo falam por si mesmas! Para assistir ao vídeo basta clicar no título na parte superior da imagem.


Portal G1 notícia protesto da UENF na BR 101

Alunos da Uenf interditam a BR-101 em  protesto contra nova greve

Objetivo foi chamar a atenção do estado para os salários dos professores.
Professores querem receber pela dedicação exclusiva e retomaram a greve.

Do G1 Norte Fluminense


Estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense, fecharam a BR- 101 na tarde desta quarta-feira (28), em protesto por mais uma paralisação de professores. Com cartazes e nariz de palhaço, dezenas de estudantes bloquearam as duas pistas no quilômetro 67 da rodovia.

O objetivo da manifestação foi chamar a atenção do Governo do Estado para a necessidade de negociação com os professores. Os professores da universidade querem receber pela dedicação exclusiva e voltaram a cruzar os braços. Há um mês, os mesmos profissionais encerraram uma greve que durou 82 dias, com a promessa do Governo do Estado de sentar à mesa de negociações.

A rodovia foi liberada pelos manifestantes por volta das 18h. Sobre as reivindicações dos professores da Uenf, as equipes da Inter TV e do G1 entraram em contato com a assessoria de imprensa do Governo do Estado, mas não houve retorno.

Do Jornal Terceira Via: Alunos e professores da Uenf fecham BR-101 por uma hora

Mais de 300 pessoas participaram da manifestação que começou às 16h


Alunos e professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) fecharam a Rodovia BR-101 (Campos-Rio), perto do Shopping Estrada, na tarde desta quarta-feira (28 de novembro), em Campos. O trânsito ficou congestionado no local. A manifestação durou uma hora.

Os docentes da universidade estão com as atividades paralisadas nesta quarta e realizaram várias ações com a proposta de conscientizar a comunidade a respeito da situação da Uenf.

De acordo com o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf), professor Raul Ernesto, a classe está em processo de negociação com o Governo do Estado. “Estamos aguardando uma resposta. Até o momento, ninguém se comunicou. Caso não haja retorno até o final do mês entraremos em greve a partir do início de dezembro”, disse Raul.

Alunos e professores da UENF fecham a BR-101 para denunciar descaso do governo do Rio de Janeiro


Uma manifestação organizada pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade do Norte Fluminense, que conta com o apoio da ADUENF, fecha neste momento a Rodovia BR-101 na entrada da cidade de Campos dos Goytacazes.

Um dos motes da manifestação é a pressão para que o governo do Rio de Janeiro pare de se negar a uma negociação efetiva com os professores da UENF cuja questão principal é hoje o pagamento do regime de Dedicação Exclusiva, no mesmo índice que foi dado à UERJ, isto é, 65%.

No caso dos estudantes, além de defenderem a necessidade manutenção das aulas, existe uma longa lista de demandas que inclui, entre outras coisas, o término e entrega da obra do bandejão, a construção de alojamentos e a melhoria das bibliotecas.


Universidade espanhola usa aulas públicas para denunciar demissão de professores e cortes orçamentários


Professores e alunos da Universid Complutense decidiram adotar um mecanismo curioso para denunciar a perda de 250 professores e cortes orçamentários de 47 milhões de euros no orçamento da instituição: ocupar as praças de Madri para realizar aulas públicas onde aproveitam para denunciar a ação do governo.

Essa parece uma ótima estratégia para ser usada pela comunidade da Universidade Estadual do Norte Fluminense que se encontra em luta contra o mesmo tipo de postura por parte do (des) governo de Sérgio Cabral. O único problema vai ser encontrar uma praça arborizada na cidade de Campos dos Goytacazes, onde esse tipo de equipamento urbano é praticamente inexistente.

La Universidad Complutense toma la calle

La universidad presencial más grande pierde 250 profesores y 47 millones de presupuesto. Sus docentes y alumnos sacan las aulas a las plazas


PILAR ÁLVAREZ Madrid 

Al estudiante le parece la metáfora perfecta: “El Gobierno se gasta cientos de miles de millones en preparar a gente y luego los tiene en condiciones precarias, con sueldos míseros, en la calle”. Ahí van precisamente mañana más de un centenar de profesores y, se espera, miles de alumnos: a la calle. Docentes y estudiantes de la Universidad Complutense de Madrid (UCM) han organizado una protesta cívica en más de 40 escenarios repartidos por el centro de Madrid: plazas, recintos culturales, sedes de ONG, comedores sociales, librerías... Lo han bautizado #lacompluenlacalle y nace con intención de permanencia.

Antonio Sánchez, el estudiante de la metáfora, ha dedicado entre cuatro y 15 horas diarias el último mes a organizar con un pequeño grupo de profesores y alumnos el programa de la protesta, que se ha iniciado a las diez de la mañana. Asegura que han superado sus expectativas. Participarán 129 docentes, que impartirán 102 clases y talleres de Medicina, Danza, Música, Derecho, Física, Historia... (el programa se puede consultar en el blog lacompluenlacalle.blogspot.com.es). Los profesores acudirán primero al campus a dar sus clases y luego emplearán el tiempo libre para enseñar fuera.


Lecciones callejeras
Puerta del Sol. Derecho Constitucional: la solución constituyente, reforma o ruptura 30 años después. 10.30- 12.00
La Casa Encendida. Física Teórica II: la física de los agujeros negros: 12.30-14.00
Círculo de Bellas Artes. De los mitos de la creación a la cosmología científica. 17.00- 18.30
P. Coches del Retiro. Farmacología: reparación del cerebro dañado tras el ictus y su regulación farmacológica. 17.00- 18.30
Cuesta de Moyano. Psicología Social: el profesional de la psicología en el cine y el cine para el profesional de la psicología. 11.30-13.00
Ópera. Expresión musical: la danza como elemento de cohesión grupal: práctica colectiva. 16.30-18.00
Plaza de España. Medicina y Cirugía animal: exploración neurológica en el perro. 17.30-19.00

Las lecciones arrancarán a partir de las diez de la mañana y se prolongarán hasta las nueve de la noche. A esa hora está prevista una concentración de todos los participantes en la Puerta del Sol para escuchar al coro Microcosmos, de la Facultad de Biología, y cerrar juntos la jornada con el himno de la universidad, el Gaudeaumus.

Su intención es que “la ciudadanía se haga consciente de que no puede haber una sociedad democrática y avanzada sin una buena universidad pública y accesible a quienes tengan los méritos académicos suficientes, sin discriminación económica”. Así lo recogen en el manifiesto consensuado que leerán al principio de cada clase. Su iniciativa replica a otras previas de capitales europeas y otras ciudades españolas, como la que organizaron en Sevilla por motivos similares la Universidad de Sevilla y la Pablo Olavide en abril.

Los participantes de la iniciativa #lacompluenlacalle piden la eliminación del decreto 14/2012 aprobado por el Ministerio de Educación, con José Ignacio Wert al frente, porque “conculca el principio constitucional de autonomía universitaria”. Reclaman que se retire el incremento de precios de las tasas universitarias aplicado este año, que supone una subida media del 66%.

Pretenden trascender con sus reivindicaciones más allá de la Complutense, y no se dirigen pues de forma explícita a su universidad. “Las protesta al rector se canalizan por la vía interna”, explica Juan Varela, profesor de Filología Italiana. El 17 de octubre puso el germen del movimiento con una clase sobre Dante Alighieri junto al Museo de Escultura al Aire Libre de la Castellana. “Vimos que la iniciativa tuvo eco y quisimos ampliarla”, explica. Si sale bien, repetirán en febrero con el resto de las universidades públicas madrileñas, y extenderán la iniciativa a otras de España más adelante.

El Rectorado de la UCM respalda la protesta. Han incluido un enlace a su blog en la web oficial de la universidad, y permitieron el uso del correo institucional para transmitir información a toda la comunidad educativa. La Complutense, con casi 85.000 alumnos matriculados y 7.000 profesores e investigadores, arrastra una fuerte deuda desde hace años y ha acusado de forma importante los recortes. En el curso 2012-2013, dispone de 250 profesores menos (120 a tiempo parcial y 130 a tiempo completo, entre los que incluye 66 jubilaciones que ya no se reponen).

El rector, José Carrillo, dio esas cifras en una comparecencia en la Asamblea de Madrid el 7 de noviembre. Carrillo denunció que el descenso de plantilla llega en un “momento crucial” para las actividades docentes: el final del proceso de implantación de los grados del Plan Bolonia. El presupuesto que le destina la Comunidad de Madrid cae 47 millones de euros en 2013, hasta 294 millones. Hay complicaciones para pagar las nóminas, y el equipo rectoral ha iniciado una negociación para bajar los sueldos a su personal otra vez entre el 4 y el 8%.

Parte de sus profesores y alumnos sacan mañana las clases a la calle para denunciar “el estrangulamiento económico” al que someten la Comunidad de Madrid a las universidades públicas madrileñas. Eso dice también el manifiesto que leerán antes de cada clase al raso, en la plaza, en el museo...


Por que é que eu não me surpreendo? Trabalhadores do Porto do Açu encontrados em condições subumanas


A notícia abaixo foi publicada pelo site URURAU e dá conta de uma fiscalização feita pelo Ministério Público do Trabalho que encontrou trabalhadores envolvidos nas obras do Porto do Açu vivendo em condições subumanas.

É isto que se chama de progresso? Se for da injustiça social!


MPT investiga condições subumanas em Grussaí, São João da Barra

Sindicato dos trabalhadores da Construção Civil acompanharam a ação

Fiscais do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil realizaram na manhã desta quarta-feira (28), uma fiscalização em um alojamento de trabalhadores que prestam serviços no Porto do Açu. Na pousada na praia de Grussai, litoral de São João da Barra, estão abrigados 180 trabalhadores de duas empresas.

No local, os fiscais constataram que além da falta de condições dos banheiros, a comida não tem qualidade e a água apresenta coloração escura.

José Adeildo Alves de Siqueira, de 29 anos morador da cidade de Custódia, em Pernambuco disse que veio trabalhar com a promessa que no fim do ano, teria autorização para voltar a cidade natal e encontrar a família.” Agora eles dizem que só vamos em casa daqui a 6 meses. Eles dizem que quem continuar reclamando vai ser mandado embora”.

Representantes do Ministério, do Sindicato e das empresas estão reunidos para buscar entendimentos. A equipe do Site Ururau está acompanhando a reunião.

Royalties já!



Por João Batista Damasceno*



Rio - “O povo é lindo visto do palanque”. A frase, atribuída ao político mineiro Benedito Valadares, reproduz o sentido de que as manifestações populares somente são admitidas quando favoráveis aos poderosos. Sem que possa estar sendo visto do palanque as manifestações são reprimidas e tratadas como violação da ordem. Político originário da República Velha, Benedito Valadares teve rápida ascensão após a Revolução de 1930.

A manifestação pelos royalties do petróleo no Rio de Janeiro faz relembrar aquela máxima do governador mineiro. Manifestações públicas no estado são reprimidas, sejam de professores, policiais ou bombeiros, chamados de vândalos. Aqueles que aproveitaram a manifestação custeada pelos cofres públicos para expressar reivindicações foram admoestados. A gratuidade de transporte e ponto facultativo nas repartições públicas, incluindo o poder judiciário, se destinavam apenas à manifestação favorável. Mas, o direito à liberdade de manifestação o é para os que se opõem. Para manifestação favorável não se demanda a constitucionalização do direito de liberdade à expressão do pensamento.

Os royalties para o estado do Rio e municípios são necessários. Mas, governadores e prefeitos, com suas bancadas em Brasília, recusaram a obrigatoriedade de que fossem gastos exclusivamente em educação. De nada adiantarão tais recursos se continuarem a ser gastos na promoção de shows de Lady Gaga e outros ou em obras que apenas aos empreiteiros favorecem.

Não é injusto o pagamento de royalties aos estados pelo petróleo retirado em propriedades da União neles situadas ou aos municípios cortados por oleodutos. Igualmente deveriam ser devidos às comunidades indígenas afetadas por estradas, oleodutos ou hidrelétricas, como a de Belo Monte.

O manifesto das comunidades indígenas que ocupam o prédio do antigo Museu do Índio, contra a sua demolição, não tem apoio estatal. Ainda que se trate de um prédio histórico, tal como o era o Palácio Monroe,demolido por um ditador.



*Doutor em Ciência Política e juiz de Direito. Membro da Associação Juízes para a Democracia

TJ cancela mais 11 liminares obrigando obras contra deslizamentos em Friburgo

Três meses antes do verão, presidente do órgão revogou decisões de juízes da cidade, que teve 409 mortos, em 2011. Pedido foi do Estado, que já obtivera medida igual para a capital

Raphael Gomide iG Rio de Janeiro | 28/09/2012 06:00:00

Divulgação
Presidente do TJ suspendeu, de uma só vez, 11 decisões de juízes em Friburgo


O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, suspendeu de uma só vez 11 liminares que obrigavam a realização de obras de contenção em áreas de risco em Nova Friburgo, onde deslizamentos mataram 409 pessoas, em janeiro de 2011. Foi a maior tragédia do gênero na História no Estado.

O pedido foi feito pela Procuradoria do Estado do Rio de Janeiro, e a medida revogou, até o julgamento de apelação, os efeitos de decisões de três juízos do município, que determinavam a prevenção de acidentes nos locais.

Como o iG revelou no dia 5, o desembargador Rebêlo dos Santos já tinha suspendido da mesma maneira 13 ações civis públicas do Ministério Público na capital do Rio , reformando decisões de quatro juízes e dois desembargadores. Em abril, entretanto, o mesmo desembargador negara pedido semelhante do município de Guapimirim.

Após a reportagem, o procurador-geral de Justiça do Estado do Rio, Cláudio Lopes, recorreu dessa decisão , em agravo ao Órgão Especial do TJ, feito dia 21. 

As decisões do tribunal foram tomadas três meses antes do início do verão, estação do ano em que costumam ocorrer as chuvas mais fortes e deslizamentos no Estado do Rio.

Em dois recursos ao presidente do TJ, Estado já suspendeu 24 de 121 ações do MP
AE
Friburgo foi a cidade mais atingida pela tragédia de 2011, com 409 mortos


Recorrendo diretamente ao presidente do TJ e atacando as ações civis públicas do MP aos blocos, o Estado – ao lado dos municípios, como a capital e agora, Nova Friburgo –, vem conseguindo, em poucas tacadas, anular dezenas de decisões que determinavam obras de prevenção de escorregamentos em áreas de alto e médio risco.

A decisão do presidente do TJ, que tem atribuição legal para esse tipo de medida, foi de 17 de setembro de 2012 e vai vigora até o julgamento da apelação.

Manoel Alberto Rebêlo dos Santos acatou o pedido do Estado, que afirma haver “grave risco à economia pública”.

“No presente caso, foram concedidas pelos juízes (...) antecipações de tutela obrigando o Estado e o município de Nova Friburgo a executarem, no prazo de 180 dias, obras em geral ou promover o reassentamento dos moradores. Note-se que o cumprimento das antecipações de tutela poderá repercutir sobre o orçamento público de forma gravosa, comprometendo, ao mesmo tempo, a ordem administrativa em virtude da obrigatoriedade de realização de obras ou reassentamento de famíias sem prévio planejamento urbanístico e orçamentário”, escreve o presidente do TJ.
Segundo MP, Estado só interveio em seis de 254 encostas em "risco iminente"

BBC Brasil
Praticamente todos os moradores abandonaram o bairro de Córrego Dantas em Nova Friburgo

Desde a primeira decisão, de 28 de agosto e relativa à capital do Rio, o MP passou a temer uma sucessão de derrotas no mesmo sentido – o que, de fato, tem acontecido –, em recursos do Estado feitos ao presidente do tribunal.

Em relação a Nova Friburgo, o Ministério Público alega que, apesar das centenas de mortes ocorridas na cidade, a administração do município não fez “nenhuma obra” para evitar futuras tragédias.

Os promotores afirmam ainda que o Estado do Rio também fez “pouquíssimas intervenções, apenas seis das 254 encostas em risco iminente”. “O MP pediu a realização de 16 obras, nas áreas em risco muito alto mais densamente povoadas, conforme constatado pelos próprios geólogos oficiais da União, Estado e Município”.

Para promotores, há recursos disponíveis

O Ministério Público alega ainda que há a possibilidade da “desvinculação de receitas estaduais, permitindo livre remanejamento de até 20% das receitas entre quaisquer pastas e projetos” e que "há previsão do Programa Morar Seguro (prevendo centenas de milhões para reassentamentos e obras de contenção de moradias em áreas de risco no Estado)”.

O Globo
A decisão do TJ suspende três outras de juízes de Friburgo, que determinavam obras de prevenção

De acordo com os promotores, já existe ”previsão orçamentária estadual específica para ações de reconstrução da Região Serrana, com medidas de contenção, drenagem, etc, da ordem de cerca de R$ 100 milhões”.
Presidente do TJ cita outras decisões contrárias às obras pedidas pelo MP

O presidente do TJ cita que já houve “várias decisões contrárias” ao MP, que moveu 121 ações civis públicas com o objetivo de obrigar municípios e o Estado a faz obras de prevenção a deslizamentos. De acordo com essas decisões, o “planejamento meticuloso” do município do Rio para os problemas “seria desperdiçado” e “o município já vem executando uma quantidade elevada de obras de contenção de encostas”.

Outra decisão, da 14ª Vara de Fazenda Pública, afirma que “inexiste a alegada omissão” do Executivo na prevenção e que “não há como ser deferido o pedido de forma genérica (do MP) para todos os morros. Entender de forma diversa geraria a falência da gestão pública e a interferência indevida do Judiciário no Poder Executivo”.

O iG contactou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça e informou o conteúdo da reportagem, mas não teve resposta até o fim desta quinta-feira.

Para Sérgio Cabral, só pode congelamento de salários!


Segundo o que informe hoje o Jornal O GLOBO (Aqui!), o (des) governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, está total inconformado com um proposta que está sendo pactuada em Brasília para amenizar os efeitos da redistribuição dos royalties do petróleo. Por esta fórmula haveria um congelamento dos royalties pagos pelos campos já licitados em 2012, havendo a redistribuição do excedente. 

O serelepe (des) secretário de Desenvolvimento do Rio de Janeiro, Júlio Bueno, teria afirmado que "isso não pode" (i.e., o congelamento do valor dos royalties) porque "não tem como se congelar um valor, é totalmente ilegal".

Pois bem, não fosse o (des) governo de Sérgio Cabral responsável por um bruto congelamento de salários dos servidores estaduais que hoje estão entre os piores do Brasil, e não fosse Júlio Bueno aquela mesma pessoa que disse que em vez de maxixe, preferiria a presença das siderúrgicas no Açu, estou pensaria que há algo de sério nessa repentina disposição para enfrentar Dilma Rousseff.

Mas,qual nada, essa suposta rejeição do inevitável é apenas para salvar a face de um acerto que certamente já foi feito dentro de quatro paredes.

Entretanto, se essa fórmula vingar, agora saberemos que há que aprofundar as cobranças pela transparência no uso de bilhões de reais que continuarão os cofres públicos do Estado e dos municípios fluminenses considerados produtores. Afinal de contas, até hoje pouco se viu de positivo de toda a dinheirama que a exploração do petróleo gerou.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Brasil é penúltimo em ranking mundial de educação



SÃO PAULO - O Brasil está na penúltima colocação no ranking global de educação. A lista contou com 40 países e foi divulgada nesta terça-feira (27) pela consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit) e Pearson.

O relatório se baseou em dados sobre percentuais de alfabetização e taxas de conclusão de cursos de níveis médio e superior, além de considerar avaliações internacionais como OECD-PISA, TIMMS e PIRLS.

A Finlândia e Coreia do Sul se encontram no topo da lista, apresentando altos índices de habilidades cognitivas e desempenho escolar. Hong Kong, Japão e Cingapura seguem entre as economias melhores colocadas. Em contrapartida, Indonésia, Brasil e México ocupam as últimas posições.

Bons professores são essenciais “Não há substituto para bons professores”, diz o estudo. “Os países com melhores desempenhos atraem os maiores talentos”. Para especialistas que fizeram parte da análise, mais importante que dinheiro, é o nível de apoio para a educação dentro de uma sociedade.

"Enquanto não há dúvida de que o dinheiro investido em educação colhe recompensas, mudanças culturais em torno da educação e introdução da ambição é igualmente, se não mais, importante que a renda para promover melhores resultados educacionais".


OGX obriga Eike Batista a abrir a mão: até quando vai aguentar?


A situação de prejuízo da OGX acaba de obrigar Eike Batista a comprar um bloco pertencente à PETROBRAS como mostra o vídeo abaixo da Revista Exame.



O interessante nesta situação é que esta aquisição vai custar aos cofres do Grupo EBX a bagatela de R$ 1 bilhão, num caso clássico de uma empresa que em dificuldades decide aumentar a sua aposta na procura do sucesso. O problema para Eike Batista é que em 99,99% dos casos quem faz este tipo de aposta acaba entrando em falência.

Chico Buarque entra na luta contra a privatização do Maracanã


Os cínicos de direita dizem que todos os esquerdistas viram a casaca quando envelhecem. Com toda a sua história enquanto artista e militante das causas sociais, Chico Buarque mostra que isto não é verdade.   É que Chico Buarque acaba de se engajar na luta contra a vergonhosa privatização que o (des) governo de Sérgio Cabral pretende realizar num dos maiores símbolos da paixão brasileira pelo futebol, o Estádio do Marcanã.

Após gastar sabe-se lá quanto, as cifras são bilionárias, o (des) governador Sérgio Cabral está preparando a privatização do Maracanã e o maior interessado nisto é o seu amigo do peito, o onipresente bilionário Eike Batista.

Veja abaixo o vídeo em que Chico Buarque explica porque é contra essa privatização vergonhosa!


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Perguntado sobre o custo de ato, Cabral saiu pela tangente



Ao ser indagado por jornalistas sobre quanto teria sido gasto pelo seu (des) governo no ato realizado nesta segunda-feira (26/11), Sérgio Cabral se recusou a fazê-lo. 

E depois tem gente que não entende porque a maioria da população do Brasil não sente nenhum tipo de simpatia pelos reclamos da classe política do Rio de Janeiro.

Pelo andar da carruagem, Dilma Rousseff vai mesmo sancionar a lei que altera a distribuição dos royalties do petróleo. E quer saber de uma coisa, o (des) governador Sérgio Cabral só vai ter a si mesmo para culpar.

Nota da diretoria da ADUENF sobre a paralisação do dia 28/11





A diretoria da ADUENF vem a público, para informar as atividades que serão realizadas nesta quarta-feira (28/11), dia da paralisação que foi decidida na assembléia do dia 21 de Novembro. Em principio pretendemos utilizar a paralisação para discutir, com toda a comunidade, a realidade e futuro do movimento atual e da UENF como um todo.


A diretoria iniciará o dia 28 fazendo uma chamada para um ato universitário que acontecerá na quadra de esportes do CCH. A idéia é realizar uma discussão franca e transparente entre todos os segmentos da comunidade universitária da UENF. Acreditamos que atividades como esta poderiam ser realizadas sem a necessidade de uma iminente greve, mas ganham especial importância num momento em que podemos iniciar uma. O debate está marcado para o período entre 10:00 e 12:00 horas.


No período da tarde, iremos realizar um “showmício”. Para tal estamos trazendo o grupo “grevemente feridos” que animará musicalmente o nosso ato. A concentração está marcada para as 15 horas na Praça São Salvador onde deveremos realizar uma manifestação política para informar a população de Campos da situação em que a UENF se encontra neste momento.


Caros UENFIANOS, a diretoria da ADUENF está propondo estas atividades. Entretanto, estamos abertos a sugestões que possam ampliar o leque de atividades. Desta forma, convocamos a todos os professores a participar nas atividades que programamos; sendo importante a participação de todos, independente da posição que tenham apoiado na assembleia que decidiu pelo calendário de lutas que estamos encaminhando. Lembramos ainda que a assembléia é soberana e temos todos que acatar as decisões que são tomada, pois, no final das contas, estamos todos lutando pelo mesmo objetivo que é a recomposição de nossos salários, começando pela remuneração de 65% do nosso regime de Dedicação Exclusiva.

A hora de lutar por nossos direitos é essa!

DIRETORIA DA ADUENF

O "The New York Times" publica matéria sobre os efeitos da urbanização no desmatamento da Amazônia brasileira


A matéria abaixo foi publicada neste sábado que passou (24/11/2012) e aborda a questão dos possíveis impactos do avanço do processo de urbanização sobre o processo de desmatamento na Amazônia brasileira. Apesar do tom excessivamente neo-Malthusiano, a matéria toca em alguns dos aspectos importantes deste assunto.

Para mim mais importante do que o número de pessoas que estão indo residir em áreas urbanas dentro da Amazônia é o padrão de acumulação vigente, onde a pecuária e diferentes tipos de monocultura como a soja e a cana criam uma sociedade totalmente desigual e aprofundam o processo de degradação ambiental, dentro e fora das cidades.

Um mérito incontestável desta matéria é introduzir a discussão sobre o papel dos mega-empreendimentos do setor elétrico na consolidação do padrão desigual de organização das cidades da Amazônia, servindo ainda como estopins para conflitos sociais associados a este modelo de crescimento. O incrível é que temos de ter um jornal norte-americano para abordar uma situação tão crucial. Os jornalões da mídia corporativa tupiniquim são mesmo muito ruins e ocupados demais em dar apoio aos desgovernos que imperem em diferentes unidades da federação brasileira.

Finalmente, o título da matéria é memorável: Engolindo florestas, as cidades crescem na Amazônia.


Swallowing Rain Forest, Cities Surge in Amazon


Lalo de Almeida for The New York Times
The torrid growth is visible in places like Parauapebas. On the outskirts, slums stretch to the horizon and houses continue to go up. 


PARAUAPEBAS, Brazil — The Amazon has been viewed for ages as a vast quilt of rain forest interspersed by remote river outposts. But the surging population growth of cities in the jungle is turning that rural vision on its head and alarming scientists, as an array of new industrial projects transforms the Amazon into Brazil’s fastest-growing region.

The torrid expansion of rain forest cities is visible in places like Parauapebas, which has changed in a generation from an obscure frontier settlement with gold miners and gunfights to a sprawling urban area with an air-conditioned shopping mall, gated communities and a dealership selling Chevy pickup trucks.

Scientists are studying such developments and focusing on the demands on the resources of the Amazon, the world’s largest remaining area of tropical forest. Though Brazilian officials have historically viewed the colonization of the Amazon as a matter of national security — military rulers built roads to the forest under the slogan “Occupy it to avoid surrendering it” — deforestation in the region already ranks among the largest contributors to global greenhouse-gas emissions.

Brazil has shifted away from colonization, but policies that regularize land claims by squatters still lure migrants to the Amazon. And while the country has recently made progress in curbing deforestation, largely by enforcing logging laws and carving out protected forest areas, biologists and other climate researchers fear that the sharp increase in migration to cities in the Amazon, which now has a population approaching 25 million, could erode those gains.

“More population leads to more deforestation,” said Philip M. Fearnside, a researcher at the National Institute for Amazon Research in Manaus, an Amazonian city that registered by far the fastest growth of Brazil’s 10 largest cities from 2000 to 2010. The number of residents grew 22 percent to 1.7 million, according to government statistics.

Of the 19 Brazilian cities that the latest census indicates have doubled in population over the past decade, 10 are in the Amazon. Altogether, the region’s population climbed 23 percent from 2000 to 2010, while Brazil as a whole grew just 12 percent.

Various factors are fueling this growth, among them larger family sizes and the Amazon’s high levels of poverty in comparison with other regions that draw people to the cities for work. While Brazil’s birthrate has fallen to 1.86 children per woman, one of the lowest in Latin America, the Amazon has Brazil’s highest rate, at 2.42.

Then there is the region’s economic allure.

Sinop, a city of 111,000 people in Mato Grosso State, grew about 50 percent in the past decade as soybean farmers expanded operations there. Fiscal incentives for manufacturing promote growth in Manaus and satellite towns like Manacapuru and Rio Preto da Eva. Logging still provides the lifeblood for growing towns along BR-163, an important Amazon highway now being paved.

Elsewhere in the Amazon, the biggest linchpins for the fast-growing cities are major energy and industrial projects. The construction of dozens of hydroelectric projects, including sprawling dams that have drawn protests, are luring manual laborers from around Brazil to cities like Pôrto Velho, in Rondônia State, and Altamira, in Pará.

Here in Parauapebas, also in Pará, an open-pit iron ore mine provides thousands of jobs. Plans for additional mines here, supported largely by forecasts of robust demand in China, have lured many to this corner of the Amazon in search of work. Just since the 2010 census, the city’s population has swelled to an estimated 220,000 from 154,000.

“This entire area was thick, almost impenetrable, jungle,” said Oriovaldo Mateus, an engineer who arrived here in 1981 to work for Vale, the Brazilian mining giant. That was about the time that the authorities cut a road through the forest, making the settlement of Parauapebas feasible. By the early 1990s, he said, it had muddy roads, brothels and more than 25,000 people.

“Now, Brazil’s future is in Parauapebas and other cities of the Amazon,” said Mr. Mateus, 62, who heads the city’s business association and owns a company that leases mining equipment. He boasted that on some frenetic days, as many as two homes are built each hour to meet surging demand in the city’s settlements.

Indeed, the streets of Parauapebas pulse with vitality. People shout to be heard along Rua 24 de Março, a traffic-clogged thoroughfare reverberating with the buzzing of motorcycle taxis, Pentecostal preachers bellowing warnings of sin and car stereos blaring eletromelody, the thumping electronic music style popular in this part of the Amazon.

Venture to the outskirts of Parauapebas, and slums of wooden shacks stretch to the horizon. One area where squatters have put down stakes is called Nova Vitória. With about 1,200 such homes, it is a magnet for strivers.

Asked how much investment it takes to start such an operation, Mr. Amorim da Silva whipped out an iPhone and did the math, calculating the cost of a barren lot, building materials and a bit of start-up capital, which he said he obtained from selling a used Honda motorcycle. “Four thousand reais,” he replied, or about $2,000.

Some researchers have argued that in addition to allowing migrants to raise their living standards, migration to cities in tropical countries might actually reduce forest loss by depopulating certain rural areas, allowing tropical forests to regrow. But others contend that the migration may increase deforestation by permitting cattle ranchers, already responsible for razing big portions of forest, to acquire lands held by small cultivators.

The soaring population growth in some cities in the Amazon — called the “world’s last great settlement frontier” by Brian J. Godfrey, a geography professor at Vassar College who is the co-author of “Rainforest Cities” — is intensifying an urbanization that has been advancing for decades. For more than 20 years, a majority of the Brazilian Amazon’s population has lived in urban areas.

“It’s great that people are moving out of poverty, but one of the things we need to understand when people move out of poverty is there is a larger demand on resources,” said Mitchell Aide, a University of Puerto Rico biology professor, whose research has shown that deforestation has occurred on a larger scale than reforestation in Brazil’s Amazon over the past decade.

Such environmental worries seem far from the minds of those who arrive here in Parauapebas. These days, a train comes three times a week from Maranhão in northeast Brazil, delivering hundreds of people each time. On a recent humid night, Maria Antonia Santos, 34, arrived with her six children from Zé Doca, a city more than 16 hours away.

As she lugged her family’s possessions in plastic bags, she explained her motivation: “I was told this is the best place in Brazil to start on life again.”